Renato encara Gre-Nal com peso de ser o salvador do Grêmio contra o rebaixamento

Renato Portaluppi experimenta no Grêmio os dois extremos da predestinação. Jogador e técnico multicampeão nos anos de glória do clube, ele ganha status de salvador na luta contra o rebaixamento em 2026. Na nova saga do herói Renato, a próxima batalha tem contornos épicos: o Gre-Nal 455, neste domingo, a partir das 17h30, na Arena.

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Renato tem 50% de aproveitamento como técnico em Gre-Nais: são 32 disputados até o momento, com 12 vitórias, 12 empates e oito derrotas, 39 gols feitos e 31 sofridos. O último clássico gaúcho com o treinador à beira do campo foi de derrota para o Grêmio por 1 a 0 em 19 de outubro de 2024, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro.
Dois anos depois, Renato se depara com o clássico enquanto busca a primeira vitória desde o retorno ao clube, em setembro. Desde então, o time perdeu para o Botafogo (Renato atuou como auxiliar de Felipão) e empatou com Palmeiras e Remo. Entre as duas últimas partidas, o treinador teve a pausa da data Fifa para começar a impor o seu jeito ao grupo: reforçou o condicionamento físico e fez ajustes táticos.
Até o momento, a combinação de resultados fez o time perder posições na tabela. O Grêmio iniciou a rodada como o 18ª colocado, com 30 pontos, um atrás do Inter e a dois do Corinthians, o primeiro fora da zona de rebaixamento. Renato, ao seu modo, rechaçou a ideia de que a transformação pode ocorrer no que considera pouco tempo de trabalho. E mandou uma indireta sobre o trabalho do antigo treinador, Luís Castro.
– Foi feito (na data Fifa) o que não foi feito em nove meses. Acha que em 15 dias vou chegar com a varinha mágica e corrigir tudo? Tem muita coisa para corrigir. Não é pouca coisa, não. Estou falando que é muita coisa para corrigir e tem pouco tempo – comentou o treinador depois do empate com o Remo, em Belém, na última quarta-feira.

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Em menos de um mês no cargo, precisou lidar com problemas dentro e fora de campo. Perdeu titulares com lesões, como os laterais Diego Caito e Marlon, e viu nada menos do que o auxiliar técnico Alexandre Mendes ser preso na última quinta-feira (entenda aqui).
Renato voltou nos braços do povo para a quinta passagem como técnico do Grêmio. Luís Castro, enquanto não conseguia entregar os resultados esperados pela torcida, precisou ouvir em diversos jogos na Arena as arquibancadas pedirem o retorno do ídolo. O projeto – assim chamado pela direção – com Luís Castro, que tinha contrato até o final de 2027, foi interrompido, e Renato retornou após negociação rápida de uma tarde e uma noite e vínculo válido até dezembro deste ano.
Com a janela de contratações fechadas e, portanto, sem poder mexer no elenco herdado, o técnico é o centro das esperanças gremistas. Desde a última passagem do Renato no Grêmio, três treinadores ocuparam o cargo – Gustavo Quinteros, Mano Menezes e Luís Castro – e ninguém esteve perto de ofuscar a sua imagem vencedora também como treinador. Mais do que nunca, a bola está com Renato, desta vez não para gol de título ou para levantar taças, mas para evitar o pior.
Renato Portaluppi no treinamento do Grêmio de sexta-feira — Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA
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