PunchState police: 28 assemblies approve, Tinubu’s assent nextInquirerQuezon vice gov urges youth to emulate Hermano Puli’s patriotism한겨레제주4·3 도쿄서 특별전…“재일동포와 함께 기억하는 자리”The Jerusalem PostJewish midterm contenders Ossoff, Shapiro win respective reelection bidsZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFScreen RantForget Rush Hour 4, Jackie Chan's Sequel To Hit 142-Minute Thriller Confirms His Best New Action FranchiseSouth China Morning PostChinese woman invites late ex-husband’s mother to live with her 12 years after divorceSCMP ChinaChinese scientists discover thickening ground ice in parts of warming TibetColliderNetflix Officially Revives Sylvester Stallone’s Beloved Action Thriller Before the Remakeالنهارشركة روسية للتجارة الإلكترونية تعلن تعرضها لهجوم بمسيّرةMalay MailMalaysians will keep spending, but pricier groceries and loan bills could stingThe Straits TimesAre Singaporeans losing faith in organised religion?
The Daily Newsstand · Free, Always
Wednesday, November 4, 2026

PEC da Segurança traz avanços, e desafio é tirá-los do papel, dizem especialistas

Translate

A recém-aprovada PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública traz avanços no combate ao crime organizado, dizem especialistas ouvidos pela Folha. A questão, para eles, é saber se o país vai ou não tirá-los do papel.

O texto passou no Senado nesta terça (3), sete meses após receber aval da Câmara e sem dispositivos que reduziriam a maioridade penal, que deverá ser discutida em proposta à parte.

A principal mudança envolve o SUSP, o Sistema Único de Segurança Pública, norma criada em 2018 durante o governo Michel Temer (MDB) e que até hoje não vingou.

A PEC torna o SUSP uma obrigação constitucional e dá à União competência para operacionalizar o setor, algo que hoje em grande parte se restringe aos estados —cada polícia tem seu próprio sistema e muitos deles não conversam entre si.

O texto também abre margem à realização de forças-tarefas conjuntas entre os entes federativos e proíbe que fundos de financiamento à segurança sejam contingenciados. Prevê ainda o repasse de 10% do superávit do Fundo Social do pré-sal ao setor de segurança de forma gradativa até 2029.

A PEC amplia atribuições da Polícia Federal, autoriza a PRF (Polícia Rodoviária Federal) a atuar em ferrovias e hidrovias, permite a criação de polícias municipais e prevê regime mais duro para líderes de facções e milícias, com custódia em presídios de segurança máxima e restrições à progressão de regime.

Também institucionaliza as chamadas Polícias Municipais, força de segurança hoje conhecida como as Guardas Civis.

Colocar tudo isso na Constituição, porém, não significa que a coisa vai necessariamente andar. "É um primeiro passo, mas não o suficiente", diz o ex-promotor de Justiça Paulo Brondi, do Ministério Público de Goiás.

Brondi vê com bons olhos o avanço das competências da PRF, "sobretudo no sentido de combater delitos como descaminho e o tráfico interestadual e internacional de drogas", mas diz que a criação das polícias municipais é problemática.

"A grande questão é o controle externo. Temos um vácuo legislativo e operacional a respeito do tema. Há muito pouco controle sobre elas, problema que pode se agravar", afirma.

A PEC condiciona o controle das forças municipais ao Ministério Público, instituição que segundo Brondi já enfrenta problemas operacionais e "não consegue responder a contento o controle externo das polícias Civis e Militares".

O criminalista Daniel Allan Burg faz ressalva semelhante. "Ampliar o poder policial municipal exige definir missão, padrões de uso da força, formação, financiamento e mecanismos efetivos de responsabilização. O crescimento do efetivo torna esse debate mais urgente, mas não substitui a discussão sobre qualidade e função", afirma.

A integração do setor de segurança é o principal avanço na avaliação dele. Para funcionar, porém, "a cooperação precisa responder a questões concretas: quem coordena uma operação, quais informações cada órgão deve compartilhar, quais sistemas serão compatíveis e quem responde quando os compromissos não são cumpridos".

Em nota, o FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) celebrou a aprovação da PEC. A entidade afirmou, porém, que a votação não resolve problemas estruturais da área.

Entre as questões fundamentais apontadas pelo Fórum está a necessidade de recriação do Ministério da Segurança Pública como órgão autônomo.

Separada da estrutura do Ministério da Justiça, a pasta teria orçamento e equipe dedicados só à segurança pública. Essa independência colocaria o novo ministério em condições de coordenar e integrar outras áreas do governo em ações contra organizações criminosas.

View the original on UOL →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.