Pesquisa do Fed mostra que uso de IA generativa no trabalho subiu para 45% em 2026. Como se adaptar?
Quase metade dos trabalhadores americanos já utiliza inteligência artificial generativa em alguma atividade profissional. A proporção chegou a 45% em maio de 2026, segundo levantamento do Federal Reserve Bank of St. Louis.
Em agosto de 2024, eram 33%. O estudo analisou quase 14 mil trabalhadores entre agosto de 2025 e maio de 2026 para identificar não apenas quem usa IA, mas em quais tarefas ela aparece.
Os resultados mostram que a adoção está espalhada pelo mercado de trabalho, embora ainda seja pouco frequente dentro de muitas ocupações.
Mais de 80% das profissões analisadas têm pelo menos um quinto dos trabalhadores utilizando IA. Ao mesmo tempo, apenas 40% das ocupações registram uma taxa de adoção superior a 50%.
Onde a IA já aparece no trabalho
O uso é mais frequente em atividades que envolvem informação, análise e produção de conteúdo.
Entre as tarefas com maior adoção estão a leitura de documentos para reunir informações técnicas, a preparação de relatórios de pesquisa e a análise de dados para identificar tendências.
Algumas profissões apresentam índices especialmente altos. Entre elas estão cientistas de pesquisa em computação e informação, analistas de segurança da informação e administradores de redes e sistemas.
Programadores, profissionais de relações públicas, consultores financeiros pessoais e executivos também aparecem próximos ou acima de 80% de adoção.
A tecnologia, porém, não está restrita aos cargos mais ligados ao computador. O estudo encontrou taxas acima do esperado em ocupações como professores de educação especial e profissionais de manutenção de computadores.
Até trabalhadores de lavanderias e serviços de limpeza aparecem com uso relevante, principalmente em tarefas de planejamento, comunicação e busca de informações.
O que isso significa para quem trabalha
Os dados sugerem que aprender a utilizar IA pode ser tão importante quanto a própria exposição da profissão à tecnologia.
O estudo encontrou uma relação entre experiência e adoção: trabalhadores que já utilizavam IA generativa havia pelo menos seis meses tendiam a empregá-la em uma quantidade maior de tarefas.
Isso indica que a adaptação pode começar por atividades específicas da rotina. Por exemplo, um profissional pode identificar tarefas que envolvem pesquisa, organização de informações, elaboração de documentos ou análise e testar onde a IA realmente ajuda.
Como se preparar para essa mudança
A pesquisa aponta que saber onde a IA pode ser aplicada não depende apenas da profissão.
Trabalhadores que experimentam a tecnologia acumulam conhecimento sobre suas possibilidades e tendem a ampliar seu uso para outras atividades.
Para o profissional, o próximo passo pode ser simples: escolher uma tarefa recorrente, testar a IA como apoio, verificar o resultado e entender quais etapas ainda exigem julgamento humano.
O objetivo é construir familiaridade antes que a tecnologia se torne parte ainda mais presente da rotina.
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