Flávio Bolsonaro soma apoios e lidera primeira pesquisa para o segundo turno
Os dois candidatos reorganizam suas estratégias para a reta final da campanha: enquanto Flávio concentra esforços na construção de alianças, Lula aposta em reforçar sua presença nas redes sociais, onde a extrema direita tem vantagem.
O escritor Augusto Cury, que obteve 3,4 milhões de votos no domingo, é o mais novo reforço da campanha de Bolsonaro. Ele se junta aos ex-governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema, também derrotados no primeiro turno. Juntos, os três somaram 5,34% dos votos.
Já Renan Santos, quarto colocado, com 2,6 milhões de votos, recusou-se a apoiar qualquer um dos dois candidatos.
Aos 45 anos, Flávio Bolsonaro dá como certa sua vitória. Na quarta-feira, ele afirmou que seu pai, que cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado, será libertado, colocará nele a faixa presidencial e subirá ao seu lado a rampa do Palácio do Planalto em janeiro.
Lula, que busca um quarto mandato aos 80 anos, minimizou o resultado da pesquisa Datafolha. "Eu não avalio pesquisa, não trabalho assim. Eu trabalho sabendo que eu preciso ter mais votos que o Flávio para ganhar as eleições. Eu tenho 17 dias para isso", declarou em coletiva de imprensa.
Na véspera, o presidente admitiu que esta é "a campanha menos organizada" desde sua primeira candidatura à Presidência, em 1989. Ele também publicou seu primeiro vídeo em formato de selfie, no qual convocou seus apoiadores a irem às ruas conversar com eleitores para ampliar sua votação.
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