10h. Taxa de carbono rende mais de 750 milhões ao Estado
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Vamos às notícias. Miguel, a taxa de carbono, o imposto aplicado à gasolina e ao gasóleo, vai render este ano ao Estado 750 milhões de euros.
É o valor estimado da receita que o Estado vai arrecadar com este imposto sobre a gasolina e o gasóleo, num ano marcado pela subida dos preços dos combustíveis. Cerca de 60% da receita é transferida para o fundo ambiental, que financia, entre outras medidas, o transporte público nas áreas metropolitanas e nas várias comunidades intermunicipais pelo país. As contas são avançadas pelo jornal "Correio da Manhã". O governo já pediu aos portugueses para reduzirem o consumo de combustíveis, mas não anunciou qualquer suspensão desta taxa de carbono. Este é um imposto aplicado desde 2015, que pretende reduzir as emissões poluentes e apoiar a transição para energias mais limpas.
A poucas semanas da entrega do Orçamento do Estado, a esquerda mostra pouca confiança no documento que vai ser apresentado pelo governo.
O LIVRE acusa o executivo de falta de respeito institucional, por dizer que a margem negocial é muito limitada, ainda antes de reunir com os partidos. Os encontros para apresentar as linhas gerais da proposta orçamental arrancam amanhã, com o PS e o Chega. E na antevisão dos encontros, é o LIVRE, através de Isabel Mendes Lopes, que vem acusar o governo de estar já a condicionar o debate orçamental.
Parece-me que é até falta de respeito institucional para com o Parlamento e para com o país, condicionar, à partida, todo o debate orçamental, sabendo que poderia haver uma folga, por causa destas medidas, para ser discutida, efetivamente, no Parlamento.
A também líder parlamentar do partido relembra que o governo é minoritário e, portanto, tem a obrigação de negociar.
O governo governa em minoria, não tem o apoio alargado do Parlamento e, portanto, ainda tem uma obrigatoriedade maior, porque foi esse o resultado das eleições, de discutir com o Parlamento este tipo de medidas estruturais, principalmente numa altura de crise como a que estamos a viver.
Isabel Mendes Lopes aos jornalistas na Feira da Luz, ontem à noite, em Lisboa.
E o PCP parte ainda com menos expectativas para a negociação do Orçamento do Estado.
O secretário-geral comunista pede ao governo uma política de ferro e fogo contra o aumento do custo de vida. Apesar de não se comprometer ainda com o sentido de voto, Paulo Raimundo deixa já críticas à estratégia de Luís Montenegro.
Com rigor e com coerência, não posso dizer que nós vamos estar contra. Uma coisa nós não conhecemos. Agora, há uma coisa que sabemos, é que se o Orçamento do Estado for mais um instrumento para dar andamento à política que está em curso, nós não nos podemos apoiar nisso. Não podemos apoiar uma política que seja contra o Serviço Nacional de Saúde. Não podemos apoiar uma política que seja pelo aumento das rendas, pelo aumento do custo de vida, pelo aumento da habitação, pelo aumento dos bens alimentares, pelo aumento dos combustíveis. Conosco não.
Paulo Raimundo, que esteve também na Feira da Luz, em Lisboa. A votação final global do Orçamento do Estado para 2027 está marcada para o dia 24 de novembro.
Mário Centeno acusa o primeiro-ministro de governar sob o discurso do medo.
E sem dar explicações ao país, em entrevista ao programa "Conversa Capital", da Antena Um e do Jornal de Negócios, o antigo ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal reage aos avisos de Luís Montenegro. O primeiro-ministro disse que não quer ser o pai da austeridade, nem fazer com que Portugal regresse a tempos de tragédia, numa referência ao período da Troika. E, por isso, Centeno pergunta: o que é que Montenegro sabe que Portugal ainda não conhece?
Eu acho que não é de ânimo leve que um primeiro-ministro diz aquilo que o primeiro-ministro Luís Montenegro disse na semana passada. O que temos que pedir a seguir, e ele tem que estar disposto a conceder-nos, é saber o que é que está por trás daquela frase. E portanto, eu acho que temos que respeitar aquilo que o primeiro-ministro nos deu a ouvir, ficar preocupados, não entrar em depressão. Foi uma das questões que eu não percebi muito bem, porque os primeiros-ministros normalmente tendem a ter discursos mais mobilizadores. Governar sob o medo é péssimo. E portanto, quando o primeiro-ministro nos mete medo, nós havemos de perguntar a nós próprios o que é que ele sabe que nós não sabemos.
Mário Centeno critica ainda as propostas do PS e do Chega sobre o IVA Zero nos bens alimentares e considera que há outras medidas que podem fazer mais sentido.
Não acho que seja uma boa medida, mas há boas medidas que se podem dar para não estar sempre do contra. Medidas que usam a proteção social muito profunda que existe em Portugal. Por exemplo, o abono de família para as tais famílias que têm filhos, que têm que os levar à escola, porque é a forma de compatibilizar o trabalho dos pais, que trabalhamos muitas horas em Portugal, muito mais do que na média europeia, e a escola dos miúdos. Esse era um apoio absolutamente óbvio num momento destes.
Mário Centeno, que lançou recentemente um livro sobre a passagem pelo governo, diz ainda que as contas públicas enfrentam um déficit profundo. Acredita que se Bruxelas não redefinir as metas orçamentais impostas a Portugal, o Estado terá de efetuar um corte de 12 mil milhões de euros nos próximos dois anos.
André Ventura espera que a comissão de inquérito a Luís Neves possa começar nos próximos dias.
E puxa dos galões para dizer que este é o inquérito parlamentar mais importante da história de Portugal.
"Acredito que o presidente Trump cometeu muitos erros no último mês."
Não é este o registo de André Ventura, agora sim, sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito.
O presidente da Assembleia da República não me solicitou ainda a entrega dos nomes constituintes da comissão de inquérito. Foi dado até, se não me engano, dia 28 deste mês para se constituírem as diligências de sustentação da comissão. Penso que em relação à outra comissão de inquérito, isso sim, já estão a ser pedidos os nomes. Espero que na segunda-feira possa resolver essa questão juntamente com a liderança de bancada. Sobre Luís Neves, a minha esperança é que a comissão de inquérito possa iniciar-se nos próximos dias e que consigamos, ainda antes do Orçamento do Estado, começar a fazer algum trabalho em relação a esta matéria.
André Ventura aqui em português, à margem de um encontro de partidos europeus de extrema-direita que decorreu na Ericeira, onde falou também sobre Donald Trump, desta vez para criticar, apesar de André Ventura ter já demonstrado simpatia pelo líder norte-americano, esteve até na tomada de posse de Trump. Desta vez critica o presidente dos Estados Unidos pelo conflito no Médio Oriente e pelos erros cometidos recentemente.
Acredito que o presidente Trump cometeu muitos erros no último mês. Mesmo a guerra no Irão, creio que está a afetar toda a economia global. Gostaria que essa guerra não existisse, especialmente por causa de Portugal, Espanha, França e Itália. Estamos a pagar mais pelo preço desta guerra do que os próprios Estados Unidos. Não é justo que um país comece uma guerra e outros paguem o preço.
André Ventura, ontem ao final do dia, à margem deste encontro de dirigentes de extrema-direita que decorreu na Ericeira.
No futebol, Jorge Jesus garante Portugal ao ataque frente à Noruega.
Portugal que entrou hoje em campo em Oslo para a segunda jornada da Liga das Nações, depois da vitória frente ao País de Gales. Na antevisão da partida, o selecionador nacional reconhece qualidade no ataque norueguês, mas garante que Portugal também a tem.
Apesar de termos pouco tempo de trabalhar comigo, acredito muito naquilo que vamos fazer amanhã. Uma coisa de certeza absoluta, não vou ter medo nenhum da Noruega, zero. E vou lançar uma equipa que eu olhe mais para ela até ofensivamente do que defensivamente. Não vou olhar para o jogo em fazer uma escolha de jogadores, porque a equipa da Noruega é muito forte ofensivamente. Vou olhar o contrário. Ela é forte ofensivamente, eu também quero ser.
Jorge Jesus, que não dá como garantida a titularidade de Cristiano Ronaldo e pede tempo e compreensão aos adeptos da seleção nacional.
Os jogos vão ser a minha base. Não fui só eu, os selecionadores todos que entraram. De todos que entraram, já fui procurar quem ganhou. Só eu e o treinador da França é que ganhou, mais nenhum ganhou no primeiro jogo de estreia. Mas estes jogos é aqui que eu, com a equipa, vou refletir, vamos analisar aquilo que fizemos bem, não fizemos bem, mas estamos a trabalhar em cima de jogo. É sério, não é pré-época, não houve uma base.
Jorge Jesus na antevisão do jogo frente à Noruega na segunda jornada da Liga das Nações.
É às 07h45 e tem emissão especial de desporto com relato e análise aqui na Rádio Observador. A esta hora há outras notícias que estão a marcar a atualidade, Miguel.
A GNR regista mais de 2600 casos de abandono e maus-tratos a animais desde 2024. Em comunicado, a Guarda Nacional Republicana diz que o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente detectou mais de 980 ocorrências de abandono e mais de 1600 casos relacionados com mortes e maus-tratos a animais. Entre janeiro de 2024 e o final de agosto do ano passado, os militares da GNR conseguiram resgatar e recuperar mais de 7500 animais. Nos primeiros seis meses deste ano, contabiliza quase 2900 resgates. O Irão diz que está ciente que os Estados Unidos não gostaram da proposta para reabrir o Estreito de Ormuz dentro de sete dias. Ontem, Donald Trump anunciou que rejeitou o plano apresentado por Teerão. Agora, o chefe da diplomacia iraniana admite que ainda aguarda uma posição definitiva por parte dos Estados Unidos. O governo norte-americano que enviou emissários por todo o mundo a exigir medidas para isolar economicamente Teerão. A informação foi avançada pelo secretário do Tesouro norte-americano na rede social X, que diz que esses esforços estão a dar frutos. Scott Bessent dá como exemplo a suspensão dos voos de uma companhia privada iraniana pela Turquia e pelo Omã, além da interrupção de todos os voos das companhias iranianas através dos Emirados Árabes Unidos. O Brexit fez disparar os pedidos de nacionalidade britânica por parte dos imigrantes portugueses no Reino Unido. Segundo um estudo do ISCTE, divulgado pelo Público, entre 2016 e 2019, os pedidos de nacionalidade aumentaram mais de 230%, com o pico a ser atingido em 2021, quando mais de 3 mil portugueses obtiveram nacionalidade britânica. O mesmo aconteceu ao contrário. Milhares de britânicos pediram também autorização de residência em Portugal antes do fim da saída da União Europeia.
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