PL elege 5 governadores no primeiro turno e pode comandar até 7 estados
O resultado do primeiro turno traz o PL como principal força nos governos estaduais, com cinco governadores eleitos, número que pode chegar a seis caso seja confirmada a vitória de Douglas Ruas no Rio de Janeiro —o resultado final ainda depende do julgamento de um recurso.
Na sequência, aparecem o PSD com quatro governadores, o PT e o Republicanos com três governadores cada e o PP, com dois.
O PL elegeu o governador Jorginho Mello, em Santa Catarina; o deputado federal Luciano Zucco no Rio Grande do Sul; o senador Sergio Moro, no Paraná; o ex-prefeito Arthur Henrique, em Roraima; e o senador Marcos Rogério, em Rondônia.
O partido ainda disputa o segundo turno no Amazonas, com Maria do Carmo Seffair, no Amazonas. A depender do cenário, pode concorrer também no Rio de Janeiro.
O PT manteve seu enclave no Nordeste com a reeleição dos governadores Rafael Fonteles, no Piauí, Jerônimo Rodrigues, na Bahia, e Elmano de Freitas, no Ceará. A legenda ainda disputa o segundo turno no Rio Grande do Norte, com o candidato Cadu de Lula, e no Distrito Federal, com Leandro Grass.
Os demais partidos da esquerda não elegeram nenhum governador, nem chegaram ao segundo turno, com derrotas do PDT no Rio Grande do Sul e Paraná, e do PSB em Pernambuco.
O PSD ocupou o espaço dos partidos de centro com a eleição de quatro governadores, mas em uma nova configuração na qual sua força está concentrada no Nordeste.
A legenda reelegeu a governadora Raquel Lyra, em Pernambuco, Fábio Mitidieri, em Sergipe, e também elegeu Eduardo Braide, no Maranhão, e Dr. Furlan, no Amapá.
O Republicanos vai governar os dois maiores colégios eleitorais do país: além da reeleição do governador Tarcísio de Freitas, em São Paulo, o partido elegeu o senador Cleitinho em Minas Gerais.
Além disso, reelegeu em primeiro turno o governador Otaviano Pivetta em Mato Grosso, e vai disputar o segundo turno no Espírito Santo e no Acre.
O PP elegeu Eduardo Riedel, em Mato Grosso do Sul, e Lucas Ribeiro, na Paraíba, mas pode chegar a quatro governadores, já que disputa o segundo turno com Celina Leão, no Distrito Federal, e Mailza Assis, no Acre, ambas favoritas em seus estados.
O PSDB elegeu o ex-prefeito JHC em Alagoas, o MDB venceu em Goiás com Daniel Vilela e o Podemos saiu vitorioso no Pará, com Dr. Daniel.
Seis estados vão definir o governador no segundo turno os estados do Amazonas, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Tocantins e Acre, além do Distrito Federal.
No Amazonas, Omar Aziz (PSD) enfrenta Maria do Carmo (PL); no Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT) trava um embate com Allysson Bezerra; no Tocantins, o segundo turno será entre Dorinha Seabra (União Brasil) e Vicentinho (PSDB).
No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) enfrenta o governador Ricardo Ferraço (MDB); no Acre o embate será entre a governadora Mailza Assis (PP) e o senador Alan Rick. Por fim, Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) se enfrentam no Distrito Federal.
A eleição para os governos foi mais próxima do cenário de 2022 e distinta de 2018, quando houve uma alta renovação em meio a uma onda antipolítica. Naquele ano, sete dos governadores eleitos não tinham experiência anterior em administração pública e disputavam uma eleição pela primeira vez.
O cenário se inverteu quatro anos depois, com a prevalência de políticos com trajetória na política institucional e um país dividido entre Lula e Flávio Bolsonaro.
A polarização seguiu presente em boa parte dos estados neste ano, mas não organizou de maneira uniforme as eleições para governador. Em quatro estados, os dois principais candidatos estavam alinhados ao campo bolsonarista.
Em estados do Nordeste, candidatos da centro-direita evitaram embates com Lula, ficaram neutros na eleição presidencial e estimularam o voto cruzado.
Dentre todos os estados em que terá segundo turno, nenhum vai replicar localmente a polarização nacional entre PT e PL.
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