Um arquivo com todos os nomes dos 25 anos do Teatro Viriato

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Sejam bem-vindos ao programa "A Nossa Cultura". Meu nome é Martim Madeira e continuamos aqui no Teatro Viriato, na exposição "O Teatro Também é Nossa Casa". Estamos com a Ângela Rocha. Vamos agora analisar cada uma dessas janelinhas que está nesta maquete do teatro. E começamos pela janela do arquivo. Pedia à Ângela que abrisse esta janelita, em que temos um arquivo das pessoas que fazem o teatro. Temos, pelo menos, parece-me, três gavetinhas. E essas gavetinhas são só simbólicas? Isso é mesmo espetacular. Elas abrem e têm miniarquivos. É mesmo espetacular. Têm miniarquivos e com os nomes de cada um dos participantes deste teatro, é isso?
Exatamente. Este arquivo foi uma homenagem muito grande de um levantamento que foi feito de todas as pessoas que fazem este teatro acontecer desde o seu início. Foi um trabalho que eu pedi e que a Maria João Rochete teve, que foi um trabalho hérculo de conseguirmos ter o nome de todas as pessoas, desde quem limpa, de quem faz a manutenção, a produção. São imensas as pessoas que fazem com que este lugar possa ser o quão incrível ele é e chegue ao público. E portanto, sendo um trabalho muito grande, é um trabalho que eu sinto que é merecido e que as pessoas neste arquivo, que têm três gavetinhas organizadas por ordem alfabética, possam vir e descobrir o seu nome. Há um papelinho por cada pessoa que esteve envolvida, de certa forma, neste teatro e é um arquivo vivo, ou seja, é um arquivo que continua a construir. Quando são contratadas novas pessoas para fazer a frente de sala, novas pessoas que se juntam à equipa, há mais um papelinho que é introduzido aqui no arquivo e que podemos, de certa forma, ir descobrindo, porque eu acho que o público por vezes pode não ter a noção da quantidade de pessoas que são envolvidas para fazer não só os espetáculos acontecerem, mas para toda a dinamização e cuidado do edifício, do lugar e das pessoas para chegarmos a toda a gente.
Eu não sei se a Ângela tem noção de quantas pessoas é que estão aqui dentro. Eu acredito que sejam muitas, também não lhe vou pedir para precisar exatamente o número, mas de facto temos aqui três gavetinhas de A a Z e eu posso confessar que são imensos arquivos, imensos papelinhos. Temos aqui um conjunto de cerca de três anos de pessoas. É isso? Menos?
Vinte e cinco.
É dos 25 anos.
Exatamente.
Como é que fizeram esse levantamento? Eu pelo menos pensava que era desde que a maquete foi feita. Têm algum registro, um livro de registros de toda a gente que aqui já passou. Ainda é mais impressionante, porque é toda a gente.
Exatamente. Eu acho que é importante perceber a escala e todas as pessoas que estiveram envolvidas. E sendo uma maquete que é de celebração dos 25 anos, isso é uma coisa que eu tive sempre em mente e tentei que houvesse uma tradução direta, lá está, não da parte factual e cronológica de tudo o que foi sendo feito aqui no teatro, mas da sua componente humana, de quem faz o teatro ser aquilo que ele é. Foi logo das primeiras janelas que eu idealizei, foi se nós conseguíssemos ter o levantamento das pessoas todas que estiveram ao longo de todos estes anos a cuidar deste lugar e que nos chegou até hoje, seria incrível. E houve logo uma disponibilidade muito grande da parte das pessoas aqui do teatro, que forneceram esse levantamento. E depois, claro, nós fizemos aqui este arquivo ao jeito, como se fosse uma coisa mais antiga, mais cuidada, mesmo o tipo de letra é mais antigo, o tipo de papel também.
Parece uma letra de máquina de escrever. Não sei se foi feito com máquina.
É, como se fosse das máquinas de escrever antigas.
Foi feito com a máquina de escrever?
Não.
Foi desenhado. Mas não deixa de ser impressionante, de facto. Aqui estão mesmo muitos e muitos nomes nestas três gavetinhas cheias de papéis e de arquivos. Especialmente, eu gosto bastante da divisão das pastas com cada letra. Acho bastante impressionante aqui também esta dedicação e esta dedicatória a toda a gente que fez parte deste teatro. Eu achava que tinham sido só as pessoas que entraram desde que a maquete foi feita. A Ângela explica-me que afinal são os 25 anos, um trabalho de facto extraordinário, porque é mesmo muita gente e estes papelinhos, de facto, está aqui uma maneira muito criativa de homenagear toda a gente.
E que continua a crescer. Continuar a convidar entidades que queiram se envolver no teatro e terão aqui o seu papelinho, novas pessoas contratadas, ou seja, é um arquivo vivo que está sempre a crescer e que esperemos que deixe de caber todo aqui nestas gavetinhas e que seja preciso abrir mais uma janela para que o arquivo continue vivo e a corresponder a esta homenagem simbólica de teres um papel com o teu nome, porque fazes parte do teatro.
E é uma janela, de facto, extraordinária. Vamos abrir outras janelas, não para mais um arquivo, mas para continuarmos nesta exposição. Temos aqui neste episódio esta janelinha do arquivo, esta homenagem a toda a gente que já fez parte deste teatro no próximo episódio, mas abriremos mais janelas aqui, pelo menos da fachada principal e de toda esta maquete.
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