Bollywood HungamaSalman Khan returns to playback singing after 11 years with ‘Teri Sexy Beauty’ from MaatrubhumiCNN TürkVedat Muriqi kafasını kullandı! Fenerbahçe'den müthiş geri dönüşPunchFULL LIST: Como join Liverpool, Madrid in Champions League victory record한겨레공군 1호기 탑승자 명단 유출… 외교부 보안 용역업체 가능성InquirerSpeaker Dy defends congressional budget tweaks amid public scrutinyZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFPremium TimesNGF ​‌‌‍​‌‍⁠⁠‍‌⁠‍​‍​‌​‌​advocates coordinated data-driven solutions to bridge rice production deficitSözcüSibirya soğukları Türkiye'yi esir aldı: Cuma sabahı herkes böyle uyanacakCapital FMDPP Opposes Bail for Dusit D2 Terror Attack Convict Pending AppealSRF NewsFinanzielle Massnahmen – So will der Bundesrat die Invalidenversicherung sanierenDaily MailTrump purge BEGINS: Insiders name scapegoat who the president has already decided will take blame for midterms... as Susie Wiles' devious plot that will ignite Cabinet civil war leaks... and JD Vance sparks a West Wing squabbleCumhuriyetCeltic - Beşiktaş maçı ne zaman, saat kaçta, hangi kanalda? Şifresiz mi?
The Daily Newsstand · Free, Always
Thursday, November 5, 2026

Se Deus não é manipulável, vale a pena rezar?

Translate

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Muito bem-vindos a mais um episódio especial de "As Histórias da Bíblia", todas as semanas às quintas-feiras. Estamos aqui para responder a uma pergunta dos nossos ouvintes. Temos recebido muitas, também muitos comentários e sugestões no nosso e-mail ashistoriasdabiblia@observador.pt. Obrigado a todos os ouvintes que nos têm acompanhado ao longo destas já três temporadas e que têm escrito comentários e perguntas para o nosso e-mail. Já sabem que nós estamos aqui na Rádio Observador todos os domingos às 09:00 a.m., também sempre em podcast, e às quintas-feiras passamos aqui para um episódio mais curto, este é exclusivamente em podcast, para responder às dúvidas dos nossos ouvintes. Portanto, não se esqueça de seguir o nosso podcast na plataforma que usa para nos ouvir, assim não perde nenhum episódio sempre que sai um novo, aos domingos e às quintas-feiras. Portanto, já sabem, todos os que quiserem colocar perguntas aqui aos padres João Basto e Daniel Nascimento, podem escrever-nos para ashistoriasdabiblia@observador.pt. Nós no último episódio, no domingo, estivemos a conversar um bocadinho sobre os 12 apóstolos, portanto, se não ouviu na Rádio Observador, pode encontrar o episódio em podcast em todas as plataformas, também no YouTube. Esta semana vamos aqui tentar responder a uma pergunta que nos foi enviada pelo nosso ouvinte Francisco Queiroz, que diz que é um seguidor assíduo do nosso podcast. Muito obrigado, Francisco. E ele enviou-nos o seguinte e-mail: "Uma ideia recorrente do podcast, sobretudo a partir da leitura de textos do Antigo Testamento, é que Deus não é manipulável. Estou de acordo com esta leitura, mas levanta-me uma questão imediata: então por que rezar? Se Deus está acima de nós, se está também para além da história, por que rezar para lhe pedirmos intercessões? Um exemplo claro para mim são as vigílias de oração que pedem mais vocações ao sacerdócio. Será que sabemos melhor que Deus se mais vocações são precisas ou não? E se rezarmos por uma criança doente, será que rezando Deus nos ouve e a cura? Quer isto dizer que se não rezarmos, Deus não a curaria? Já sei que Deus está presente na história e sofre ao nosso lado. A minha questão é sobre estes casos mais concretos. Faz sentido rezar e pedir a Deus uma cura? Muito obrigado, Francisco Queiroz." Ora bem, João, realmente nós temos falado muito neste podcast sobre como os textos do Antigo Testamento nos dizem que Deus não é manipulável, não negoceia. Rezar também pode ser uma forma de chantagear Deus? Estou eu aqui a acrescentar ao e-mail do nosso ouvinte.

É sim. Não. Pronto. Boa tarde.

Há duas semanas tivemos um que era sim, agora temos um não.

Não. E a Bíblia, que é o que temos vindo a falar, mostra evidentemente isso. Até vimos isso no episódio de Judite. Quando o povo que está dentro das muralhas tenta chantagear Deus, Judite diz: "Isso nem pensar". E é evidente, ao longo da história da Bíblia, claro que há sempre o antes, já falámos sobre isso, que uma das linhas que permanece é: Deus não é manipulável, Deus não lida com chantagens e a oração não é uma chantagem. Isso não significa que, por outro lado, que Deus não compreenda que nós, em certas alturas, usemos a oração para o tentar chantagear. Havia um padre que uma vez disse-me que Deus faz muitas coisas com as nossas Avé-Marias mal rezadas. E, portanto, há também aqui um lado de compreender que a humanidade se expressa de uma determinada maneira, com insuficiências, e que é normal que um pai que tenha uma filha doente peça a Deus que Deus cure a própria filha. Agora, a oração é acima de tudo um momento, um espaço, como quisermos dizer, para nós nos consciencializarmos da presença de Deus. Não é propriamente na Bíblia, apesar de Jesus Cristo ter também momentos de intercessão. Esses momentos de intercessão são mais uma forma de: "Olha, coloco este pedido nas tuas mãos, faz aquilo que tu quiseres". É óbvio que nós temos muitas vezes uma intenção escondida dentro dos nossos pedidos e às vezes até coisas recalcadas, mas aquilo que passa da escritura é: a oração é o momento em que nós colocamos em Deus e dizemos: "Venha a nós o vosso reino", como diz o Pai Nosso, "faça-se a tua vontade". Isso é curioso. Mesmo no Pai Nosso, isso é evidente. Faça-se a tua vontade. Aliás, Jesus, na oração, no horto, diz: "Não se faça a minha vontade, mas faça-se a tua vontade".

Mas um pai quando reza por uma filha que está doente, não pede isso. Pede: "Cura a minha filha".

Sim, são estes dois planos que acho que têm que ser salvaguardados. Primeiro, é absolutamente aceitável que um pai, quando tem uma filha doente, neste exemplo que estamos a usar, peça a Deus: "Cura a minha filha", e nem sequer ponha a hipótese de outra coisa, que não seja a cura e a sobrevivência da filha. Mas a oração é assumir, de certa maneira, como Étiel assume no seu diário, que Deus não nos pode ajudar e que nós é que temos que ajudar Deus a ajudar-nos. Há estas duas dimensões que estão de mãos dadas Ou seja, a oração não é uma forma de nos manipular. Aliás, pegando o exemplo da Étila e Sumo, eu sei que estamos a fugir da Bíblia, mas a Étila tinha origem judaica e o seu pensamento é muito influenciado pelo judaísmo, pelo Novo Testamento, etc. Pelo Antigo Testamento, acima de tudo, do que propriamente pelo Novo. Ela diz a certa altura que a oração é aquilo que nos consciencializa de que mesmo que estejamos num beco sem saída, há um céu imenso diante de nós. E eu creio que é precisamente isso. A oração não existe para impedir ou para criar uma passagem no beco sem saída. A oração não existe para dizer: "Jesus, arrebenta com esta parede", nem diz: "Jesus, salva-me daqui". É lógico que nós temos essa tentativa, mas o grande fruto da oração é nós percebermos que estamos num beco sem saída, mas há um céu imenso diante de nós, porque a rua não tem cobertura. De certa maneira, a oração existe para alargar até as nossas perspectivas. É aquilo que acontece quando, aliás, é muito evidente no sacrifício de Abraão, de Isaac, existe um alargamento de expectativas daquelas personagens. Quando elas rezam, há um alargamento. E creio que isso é que é o importante. É óbvio que nós queremos resultados, é óbvio que nós queremos frutos, é óbvio que nós queremos milagres a todo momento, mas o que passa na tradição bíblica é: a oração é uma forma de alargar as nossas expectativas e o nosso panorama, o nosso horizonte.

Daniel, há muitos momentos na Bíblia, quer no Antigo Testamento, quer no Novo, em que as personagens se colocam nesta posição de rezar a Deus, de pedir coisas a Deus. Enfim, para repetir um pouco aqui a pergunta do nosso ouvinte, se Deus não é manipulável, vale a pena pedir-lhe coisas? Ou até, talvez, pedir uma coisa a Deus aumentaria a probabilidade de Deus a fazer em relação a não pedir?

Já que referiste a questão bíblica, eu ia pegar num personagem do Antigo Testamento, que é o jovem Samuel, que a dada altura, num contexto de templo, de chamamento de Deus, depois diz: "Fala, Senhor, que o teu servo escuta". Acho que isso diz muito desta atitude importante da oração, que é, de certa forma, dirigirmos a Deus, mas há aqui uma atitude de escuta da palavra de Deus, deste fazer a vontade de Deus e não a minha. E aí estamos a ir para o próprio Jesus, que no Horto das Oliveiras diz isto: "Senhor, Pai, se for possível, passe-me este cálice, mas que se faça a tua vontade e não a minha". Ou seja, eu entrego-me diante de ti como estou, digo-te o que quero, o que vai no coração, mas é a tua vontade. E, portanto, a tendência natural humana é fazer o contrário de Samuel. No fundo, "escuta, Senhor, que o teu servo fala". Portanto, eu vou dizer-te o que é que tu tens de fazer, Senhor. Mas esta dimensão fundamental de escuta, de comunhão com Deus, de falarmos com Deus, mas de fundamentalmente estarmos na escuta daquilo que Deus tem para nos dizer, é uma dimensão irrenunciável da oração cristã.

João, queres acrescentar alguma coisa?

Quero acrescentar aqui algo que é básico: a oração é a relação com Deus. E uma pessoa quando reza, o objetivo, o fruto, é rezar mais. Ou seja, o fruto da oração, o verdadeiro fruto da oração, é rezar mais, ter mais vontade de oração. Tanto que os grandes místicos, como Santa Teresa de Ávila e São João de Ávila, propõem que, a certa altura, porque a oração também é uma espécie de caminho pedagógico e também progressivo, a certa altura, nós vamos estar a falar com Deus e parece que Deus não nos ouve, não quer saber de nós. E a certa altura, creio que é São João da Cruz ou Santa Teresa de Ávila, não estou a recordar, que diz que o último grau da oração, dos últimos graus, é nós percebermos que Deus até é capaz de nos condenar. E a ver se nós continuarmos a rezar e a amar Deus, apesar dele nos condenar. Que isso é a maior prova também do amor que temos aos irmãos. Até que ponto nós salvaguardamos, pedimos pelos nossos irmãos, os amamos, mesmo que eles nos façam mal. E a oração também tem essa perspectiva. A certa altura, aliás, diz Santa Teresa de Jesus, a certa altura, a oração deixa de ser focada nos pedidos e na dimensão produtiva e passa a ser focada na relação de intimidade. O que me importa é a relação de intimidade e de amizade com Deus.

Muito bem, fica por aqui este episódio especial em que procurámos responder à dúvida enviada pelo nosso ouvinte Francisco Queiroz sobre esta realidade da oração também na Bíblia. Já sabe, se quiser enviar uma pergunta para o podcast As Histórias da Bíblia, pode escrever-nos para o nosso e-mail ashistoriasdabiblia@observador.pt. Pode também deixar um comentário no YouTube ou na plataforma de podcast onde nos estiver a ouvir. Não se esqueça também de seguir o podcast para não perder nenhum episódio, sempre que eles saem ao domingo e à quinta-feira, sobretudo este de quinta-feira, que é exclusivo em podcast e não passa na Rádio Observador. Nós voltamos no próximo domingo, às 09:00, na Rádio Observador e sempre em podcast, com mais um episódio da nossa terceira temporada. Vamos falar sobre os quatro evangelistas, os quatro homens que escreveram ou inspiraram a história de Jesus. Na próxima quinta-feira, voltamos para responder a mais uma pergunta dos nossos ouvintes. Até domingo.

View the original on Observador Desporto →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.