Flávio termina 1º turno na liderança e se torna favorito na disputa presidencial contra Lula
"O Flávio é favorito para o dia 25 porque o estoque de votos é baixo e o resultado de hoje mostra duas coisas: o nível de acerto da campanha do PL e o nível de erro da campanha do Lula até aqui. Agora a gente vai ter que esperar, vai ser um segundo turno apertado, mas isso muda os prognósticos que a gente tinha, porque agora é um retrato efetivo da vontade do eleitor", disse o cientista político Creomar de Souza, da Dharma Political Risk.
O senador de oposição, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro -- que cumpre prisão domiciliar após ser condenado por golpe de Estado --, também impulsionou uma avalanche de vitórias de seus aliados nas disputas pelas vagas ao Senado ao redor do país, o que deve lhe dar, caso eleito no dia 25, força em pautas como a anistia ao seu pai e o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Embora tenham apontado um crescimento de Flávio na reta final da campanha, os principais institutos de pesquisa, como Quaest e Datafolha, não apontaram a vantagem que Flávio teve sobre Lula nas urnas. Na véspera do pleito, nenhum dos principais institutos colocou o senador à frente do petista no primeiro turno.
As pesquisas, no entanto, vinham apontando um movimento de voto útil em favor de Flávio, com a diminuição nas intenções de voto de nomes como Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) e um crescimento do senador.
"Essa migração antecipada significa que haverá uma margem menor de ganhos para o Flávio Bolsonaro entre os primeiro e segundo turnos", ponderou o analista político Rafael Favetti, da Fatto Inteligência Política.
Além do voto útil, na avaliação do cientista político Carlos Melo, do Insper, o que apareceu nas urnas neste domingo também foi uma demonstração de cansaço com a política.
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