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Thursday, October 15, 2026

Termômetro do elenco: quem foi bem e quem termina o ano em baixa no Paysandu

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Paysandu empata com o Brusque e está eliminado da Série C

Paysandu empata com o Brusque e está eliminado da Série C

O Lobo bateu o Remo na final do Campeonato Paraense, se recuperou na Copa Norte, derrotando o Nacional-AM na final, o que garantiu vaga na Copa Verde, onde se tornou hexa após golear o Anápolis em Belém. No entanto, a segunda parte do ano foi complicada para o time, que até chegou na última rodada do quadrangular com chances de acesso, mas bateu na trave e precisará disputar a Série C do Campeonato Brasileiro novamente em 2027.

Levando em consideração os altos e baixos da equipe na temporada, o ge faz uma avaliação do elenco bicolor. Confira:

Time do Paysandu perfilado para encarar o Brusque na última rodada do quadrangular do acesso da Série C — Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu

Protagonistas

Naturalmente, todos os jogadores tiveram um período de oscilação durante a temporada, mas o time não teria chegado tão longe sem alguns deles.

Marcinho

Se ainda não tinha ficado claro no resto do ano, o camisa 10 mostrou o porquê é o capitão da equipe no jogo contra a Ferroviária, na 5ª rodada do quadrangular da Série C. Naquela partida, mesmo machucado, não apenas foi para o jogo como teve um bom desempenho pela equipe, sendo fundamental para a vitória.

Marcinho, meia do Paysandu — Foto: Jorge Luis Totti / Paysandu

Maestro da equipe, Marcinho foi decisivo desde o início da temporada, organizando o meio de campo, distribuindo passes (foram 11 assistências) e ainda marcou sete vezes – um deles foi um golaço de falta contra o Brusque, já no quadrangular. Segundo que entrou em campo mais vezes pelo Lobo, o meia poderia ter tido um ano ainda melhor se tivesse uma boa peça de reposição.

Ítalo

Com 19 gols, o camisa 9 foi decisivo durante a temporada. Ítalo teve um início de ano excelente, acabou caindo de produção no meio de 2026 e retomou a boa forma na parte final. Diferentemente de Marcinho, Ítalo tinha uma “sombra” no elenco, o atacante Juninho, que concorria pela vaga. Porém, conseguiu segurar a vaga de titular.

Ítalo comemora o gol da vitória do Paysandu — Foto: Fernando Torres

Artilheiro do time na temporada, ele também terminou na artilharia do Parazão, com seis gols, e foi quem mais balançou as redes pelo Paysandu na Série C, marcando nove vezes.

Surpresa

Falando em Juninho, o atacante foi uma grata surpresa. Nome pouco conhecido no mercado e ainda muito jovem (apenas 22 anos), ele chegou ao Paysandu emprestado pelo Osasco Sporting sem grande expectativa, mas virou uma peça que todo treinador sonha: uma reposição à altura do titular, que por vezes pode até roubar a vaga.

Juninho comemora gol da vitória do Paysandu contra o Anápolis — Foto: Jorge Luis Totti / Paysandu

Foram 14 participações em gols (balançou as redes 10 vezes e concedeu quatro assistências). O camisa 98 acabou se machucando na reta final da temporada e perdeu as três últimas rodadas do quadrangular do acesso.

Correspondeu

Caio Mello

Jogador de muita qualidade, Caio Mello foi importante para o Paysandu na temporada, sendo um dos pilares no meio de campo. O camisa 8, que tinha pré-contrato desde o meio do ano passado, participou de 10 gols com a camisa bicolor em 2026.

Caio Mello, volante do Paysandu — Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu

No pior momento do Papão, ele também passou por um período de baixa — talvez a queda do time passe por isso. Foram 35 jogos pelo clube, 33 como titular.

Pedro Henrique

Com apenas 18 anos, o “PH” teve a primeira temporada como titular entre os profissionais. Ele se destacou pelo jeito fácil de jogar em uma zona tão povoada e por ser um jogador que consegue sair bem da pressão, facilitando o jogo dos companheiros. Esse bom desempenho chamou a atenção do Flamengo, onde vai jogar na próxima temporada.

Pedro Henrique se emocionou após o fim de sua última partida pelo Paysandu — Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu

No entanto, o volante ficou fora várias vezes por suspensão. Pedro levou 21 cartões amarelos em 2026.

Poderia mais

Castro

Melhor zagueiro do elenco, Castro foi essencial no primeiro semestre, marcando até gols importantes, sendo indiscutível. Contudo, questões extracampo o afastaram da equipe em duas oportunidades. Se tivesse presente na equipe com o mesmo desempenho demonstrado na primeira parte do ano, certamente estaria entre os protagonistas.

Castro marcou o único gol do jogo Paysandu x Nacional — Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu

Jean Drosny

Chegou com uma boa expectativa, mas foi reserva durante boa parte do ano. Jean era o goleiro no jogo que terminou em 7 a 0 para o Nacional-AM. No fim da temporada, voltou para meta bicolor, fazendo boas defesas.

Gabriel Mesquita

Remanescente da última temporada, o goleiro viveu momentos de altos e baixos. Fez boas defesas durante o ano, mas falhou em jogos da Série C. Titular durante a temporada, incluindo o início do quadrangular, ele cometeu um erro grave na derrota para a Inter de Limeira e, com uma lesão na lombar, não atuou mais.

Regular

Edilson

O lateral-direito não comprometeu o Paysandu, mas também não brilhou durante a temporada. Ele foi o jogador que mais atuou pelo clube em 2026, presente em 45 dos 49 jogos no ano.

Edilson foi campeão da Copa Verde 2026 com o Paysandu — Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu

Pedro Carrerette

Reforço contratado nas rodadas finais da 1ª fase da Série C, Pedro Carrerette chegou e logo assumiu a titularidade, atuando 12 vezes, com boa regularidade. Ele marcou apenas um gol, mas que foi decisivo: o da vitória de virada por 2 a 1 sobre o Confiança, nos acréscimos, pela 16ª rodada.

Pablo Alcântara

Reserva acionado frequentemente na era Júnior Rocha, o meia Pablo Alcântara virou titular com Mazola Jr. Ele fez jus à oportunidade logo na estreia sob o novo comando, marcando no empate por 2 a 2 contra a Inter de Limeira, na 3ª rodada do quadrangular. Emprestado pelo Vitória, o atleta disputou 11 jogos (seis como titular e cinco vindo do banco) e anotou um gol.

Bruno Bispo

Contratado logo após o título do Campeonato Paraense, Bruno Bispo foi bastante acionado na Série C, atuando 18 jogos, sendo titular em 17 deles. Improvisado como lateral-esquerdo, ele jogou os 90 minutos dos últimos dois jogos do ano.

Bruno Bispo comemora gol da virada do Paysandu contra o Guarani — Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu

Não empolgou

Laterais-esquerdos

Os laterais-esquerdos Bonifazi e Taboca não empolgaram, tanto que Renan Castro foi contratado ao fim da temporada. Curiosamente, ele também não terminou como titular, sendo substituído pelo zagueiro Bruno Bispo.

Facundo Bonifazi em treinamento do Paysandu no CT do clube — Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu

Thalyson

Um dos jovens da base com mais expectativa para dar certo, o atacante Thalyson voltou ao clube no início do ano após jogar a Copinha pelo Votuporanguense. A cria bicolor não pode reclamar de falta de oportunidade, já que foi o reserva mais utilizado do ano, vindo do banco 26 vezes, mas fez apenas um gol e deu duas assistências. Ele perdeu espaço no quadrangular do acesso e não saiu do banco nos cinco últimos jogos.

Ficou devendo

Kleiton Pego

Com um bom início pelo Paysandu, o atacante Kleiton Pego falhou na finalização em vários momentos, principalmente na metade final da temporada, quando teve uma clara queda de desempenho. No último jogo da primeira fase, por exemplo, teve excelentes chances contra o Maringá, mas acabou desperdiçando, assim como em outros jogos.

Kleiton Pego em jogo do Paysandu — Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu

Os números dele não são ruins (11 gols e seis assistências), porém a falta de pontaria em momentos decisivos ficou marcado para o torcedor bicolor.

Thayllon

O atacante conseguiu dar mais qualidade para o lado direito do Paysandu no início do ano, mas apresentou cada vez menos no decorrer da temporada. Com cinco gols e três passes decisivos no ano, ele terminou a temporada como reserva.

Decepcionou

Lucas Cardoso

Ele chegou vindo de um acesso com o Náutico para encorpar e dar mais qualidade ao elenco, mas isso ficou apenas na teoria. O time não melhorava quando entrava. A última contribuição dele para gol foi na 15ª rodada da Série C, contra o Amazonas, em 26 de julho. Foram 32 jogos no ano, 10 como titular.

Nico Schiappacasse

Após algumas complicações para efetivar o registro, Nico foi anunciado com expectativa de gols. Abaixo fisicamente, teve poucos minutos em campo, sem conseguir ser efetivo. No jogo mais importante do ano, ele perdeu uma chance claríssima diante do Brusque, aos 48 minutos do segundo tempo, que poderia dar ao Paysandu o acesso.

Nico Schiappacasse, atacante do Paysandu — Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu

Volantes jovens

Candidatos a substitutos de Pedro Henrique e Caio Mello, os volantes Brian Macapá e Henrico perderam espaço durante a temporada. Com boa minutagem no primeiro semestre (no Campeonato Paraense e nas Copas Norte e Verde), eles foram pouco aproveitados na reta final da Série C.

Sem avaliação conclusiva

No ano em que o Paysandu apostou forte nas categorias de base e utilizou 46 jogadores ao longo da temporada, nem todos os atletas que entraram em campo terão suas atuações detalhadas nesta avaliação de fim de ano. No entanto, vale o destaque para o jovem zagueiro Iarley, revelação que disputou 21 partidas. Entre os reforços contratados, o também defensor Lucas Rodrigues somou oito jogos e foi bastante acionado na reta final da Série C.

Por outro lado, uma ala do elenco teve participação discreta e recebe apenas uma menção neste encerramento de 2026. É o caso do meia Radsley (seis jogos, todos saindo do banco de reservas), do zagueiro Gustavo Henrique (três jogos), do lateral-direito Eduardo (reserva direto de Edilson, com duas partidas) e do goleiro Marcão, que esteve em campo em apenas uma oportunidade.

Radsley em treinamento no CT do Paysandu — Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu

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