'Exército do Lula' sai do ar após ordem de Kassio e deve voltar após 48h

Kassio havia mandado suspender o canal mesmo sem apresentar indícios ou documentos de que as fake news citadas na ação circulavam no grupo. O ministro considerou um relatório técnico do TSE que apontou que mensagens publicadas entre 25 e 29 de setembro foram apagadas ou editadas a partir de 7 de outubro, criando uma lacuna para analisar riscos.
Campanha de Flávio Bolsonaro (PL) enviou um dossiê ao TSE com a contagem de 499 mensagens apagadas no canal. Entre elas, segundo o material, havia três conteúdos que já tinham sido classificados anteriormente pelo tribunal como fake news e alvo de ordem de remoção.
Para Kassio, há indícios de que Janones atua em coordenação com a campanha presidencial, o que tornaria o registro obrigatório. O ministro afirmou ainda que a estrutura do canal remete a uma "tropa digital" e que, com a proximidade do segundo turno, seria necessária uma atuação preventiva.
Guerra de decisões no TSE
Equipe jurídica de Janones recorreu ao corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, para contestar a condução do caso. O pedido busca evitar que o canal seja reconhecido como oficial da campanha de Lula e sustenta que Kassio não teria competência para analisar o tema.
Janones disse que Flávio Bolsonaro estaria tentando ganhar terreno nas redes sociais com a ação. O deputado afirmou, em entrevista coletiva, que não atacará o Poder Judiciário, mas levantou a possibilidade de litigância de má-fé por parte do presidente do TSE.
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