9h. Nova derrota para a CDU nas eleições na Alemanha

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Carla Jorge de Carvalho. Carla, a ministra da Saúde garante que vai continuar a fazer reformas no setor e destaca a lei dos tarefeiros. Ana Paula Martins admite que a contestação vai continuar, mas deixa avisos aos profissionais de saúde.
Defende que o SNS não tem de manter regimes especiais a pessoas ou a empresas. É o que escreve num artigo de opinião publicado no Jornal de Notícias intitulado "O SNS é dos Portugueses". Ana Paula Martins faz um balanço dos dois anos e meio à frente da pasta da Saúde e garante que até ao final do ano serão tomadas novas medidas. Rui Casanova.
A ministra da Saúde refere-se aqui, em concreto, à chamada lei dos tarefeiros. Avisa Ana Paula Martins que teve e vai continuar a ter contestação, mas como dissemos, defende que o SNS não tem de manter regimes especiais, seja a pessoas ou a empresas e por isso a ministra promete continuar a ajustar políticas e a dialogar com os profissionais. De recordar que os médicos prestadores de serviço não aceitam reduzir os honorários e têm acusado o governo da AD de falta de diálogo, sendo que a 1 de julho entrou em vigor um decreto-lei que regula a prestação de trabalho médico à tarefa no SNS, mas a portaria com os novos valores tarda em ser publicada. Ainda sobre as urgências, a ministra da Saúde escreve que depois de vários anos de notícias sobre serviços encerrados, este ano, 2026, voltou a paz e o bom serviço. São as expressões utilizadas por Ana Paula Martins, que ainda assim admite um ligeiro agravamento dos tempos de espera em junho deste ano. Acrescenta a ministra da Saúde que a reforma do SNS não vai agradar a muitos e que nunca deixará de ter críticas. Termina este artigo de opinião no JN a explicar que a missão que lhe foi atribuída não é governar para agradar às corporações, alimentar agendas ou sequer defender ambições recalcadas, sendo que, neste caso, a ministra da Saúde não explica concretamente a quem se está a referir.
Rui Casanova com os destaques deste artigo de opinião da ministra da Saúde no Jornal de Notícias. A ministra vai estar esta tarde no terreno na inauguração de uma instituição privada em Sintra, durante a tarde de hoje.
Vamos agora até 2019. Nesse ano, Mário Centeno propôs a António Costa deixar o Ministério das Finanças para reformar a gestão deste setor. O ex-primeiro-ministro, de resto, não respondeu a Centeno.
Não. A revelação é feita pelo próprio Centeno no livro que vai lançar na sexta-feira. O jornal Público divulgou esta manhã dois excertos. Mário Centeno explica que propôs a António Costa ter no Governo um papel transversal, que lhe permitisse promover mudanças na gestão da saúde. O ex-ministro das Finanças considerava que o setor precisava, sobretudo, de alterações na forma como as contas e os recursos eram geridos. A proposta surgiu depois da vitória do PS nas legislativas de outubro de 2019. Centeno acabou por continuar como ministro das Finanças. Poucos meses depois, começou a pandemia. O próprio conclui que qualquer tentativa de reforma na gestão da saúde teria sido inviável face ao impacto da Covid-19.
Nova derrota para a CDU nas eleições regionais da Alemanha. O chanceler alemão fala em desastre, mas garante que não se demite e anuncia várias reformas.
A CDU de Merz perdeu a Câmara de Berlim para o Die Linke e a AFD, de extrema-direita, venceu em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. Aqui a CDU teve o pior resultado a nível nacional desde a Segunda Guerra Mundial. O chanceler admite que os resultados são um desastre, assume responsabilidade política, mas diz também que não se demite.
Hoje assistimos a duas eleições com resultados muito diferentes. Não podemos amenizar o resultado em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. É um desastre. A CDU lutou, mas no final acabou por ser esmagada no confronto entre o SPD e a AFD. As reformas têm de avançar. É claro que isto nos coloca a todos numa situação difícil, mas assumimos essa responsabilidade. Eu assumo essa responsabilidade porque quero fazer o nosso país avançar.
A reação do chanceler alemão aos resultados das eleições regionais garante que não vai abandonar o cargo, promete aplicar reformas, dizendo que não fará qualquer reversão das políticas da austeridade. Na análise, a especialista em Relações Internacionais, Helena Ferro Govaia, fala num terramoto político, muito por culpa, diz, dos partidos tradicionais.
É um terramoto político para o governo alemão, e isto é, de facto, para o chanceler, um desastre, mas também para o seu governo, mas é um desastre também para a democracia alemã e para a incapacidade que os partidos de centro, seja ele centro-esquerda como o SPD, seja ele centro-direita como a CDU/CSU, de darem respostas aos cidadãos.
Análise da Helena Ferro Govaia na história do dia de hoje. Quanto ao resultado das eleições, a distribuição de votos não resultou em nenhuma maioria absoluta. Obriga, por isso, agora os partidos de todos os espectros a negociar e a debater possíveis coligações.
Vamos às reações do clássico. O presidente do Benfica queixou-se da arbitragem. Rui Costa falou numa dualidade de critérios tremenda e Marco Silva acompanhou estas críticas.
O Futebol Clube do Porto venceu o Benfica no Estádio do Dragão por 3x1. O jogo fica marcado, no entanto, por esses casos de arbitragem, sobretudo pela expulsão do central do Benfica, Lenglet, na primeira parte. O presidente encarnado, Rui Costa, foi à zona mista no final do jogo para criticar a arbitragem. Afirma que os encarnados foram punidos.
Não vou estar a discutir a expulsão do Lenglet, apesar de, se vocês analisarem, o André Silva queixa-se da cara quando é uma ligeira pancada na nuca, nem sequer é na cara, mas não vou estar a discutir o lance, porque sobretudo aqui, depois de ter um amarelo, não pode arriscar uma ação daquelas. Mas em relação à dualidade de critérios, sobretudo no fator disciplinar, eu acho que há uma dualidade tremenda. Há uma dualidade tremenda. O Benfica foi extremamente punido nisso, porque a quantidade de faltas que o Porto faz, além da falta normal e que não é punida com amarelo, vai dando força a uma equipe e tirando a outra.
O presidente do Benfica na zona mista depois da derrota do Benfica. Marco Silva não fala diretamente da arbitragem de Miguel Nogueira, mas diz que a cultura desportiva em Portugal é bem diferente do que encontrou em Inglaterra.
Não sei se irei continuar ou se irei conseguir continuar assim até o final da época. Venho de uma cultura diferente. Aqui, infelizmente, consegue-se condicionar árbitros antes dos jogos, depois dos jogos, durante a semana, de toda a forma e mais alguma e por vezes dá resultado. Eu não vou entrar por aí. Acho que o mister Farioli virá aqui a seguir. Aproveite e faça-lhe a pergunta você. Em vez de me perguntar a mim o que ele disse, aproveite o momento e faça-lhe a pergunta e você vai ter aqui a resposta. Isso não é para mim responder. Ele ontem falou, falou semana passada coisas estranhas, portanto entrem vocês nessa conversa com ele, porque vocês também gostam e acaba por ser importante e é bom pro futebol português, é porreiro e a malta vai gostando e vamos vendendo bem o futebol português.
A ironia do treinador do Benfica na conferência de imprensa. Francesco Farioli também voltou a falar da arbitragem, mas ao contrário do jogo da semana passada frente ao Casa Pia, em que deixou várias críticas, desta vez Farioli considera que correu tudo bem.
Acho que o que disse na semana passada foi algo que eu senti e, como eu disse, acho que esta noite nada foi estranho, tudo esteve ok. Nunca é fácil liderar um clássico com esta tensão, mas acho que tudo correu da melhor maneira possível.
O treinador do Futebol Clube do Porto, Francesco Farioli. Na análise, o comentador de arbitragem da Rádio Observador, Pedro Henriques, considera que o segundo cartão amarelo de Lenglet, um dos lances capitais do jogo, sim, foi bem mostrado.
E este tipo de comportamento, como acontece muitas vezes, que é o empurrar, encostar a cabeça ou, neste caso, é uma expressão que o que ele fez foi dar um calúço, nada tem a ver com entradas, tem a ver com atitudes ou comportamentos. E estes comportamentos são enquadrados nos incorretos antidesportivos e cartão amarelo. Ou seja, independentemente do espetáculo que depois o André Silva faz, queixar-se e mandar-se para o chão, etc., que nada tem a ver com aquele calúço que ele deu. Agora o calúço em si é cartão amarelo e, portanto, é inequívoco. Este é daqueles que não têm duas leituras.
Pedro Henriques na edição especial de O Campeão É desta manhã. Os Dragões venceram, reforçam a liderança do campeonato antes da pausa para as seleções. Têm agora 21 pontos, o Benfica tem 16 e o Sporting 15.
Há explicador na Rádio Observador para ouvir já de seguida sobre o aumento do preço dos combustíveis. É nosso convidado Carlos Tavares, ex-ministro da Economia. Antes disso, Carla, ainda outras notícias em destaque a esta hora.
A Polícia Judiciária merece a confiança de 59% dos portugueses, apesar das polémicas a envolver Luís Neves. Uma nova sondagem da Aximage para o Diário de Notícias conclui que a confiança na instituição mantém-se em níveis elevados. No fundo da tabela está o governo. Apenas 21% dos inquiridos têm uma confiança grande ou muito grande no Executivo, contra 76% que dizem ter um grau de confiança pequeno ou muito pequeno. O Irão avisa que qualquer novo ataque ao país vai alterar a geografia do conflito. É uma declaração da Guarda Revolucionária Islâmica, que surge depois do Irão dizer que tem informações de que os Estados Unidos estariam a preparar um novo ataque de grandes dimensões. Estes avisos acontecem também numa altura em que o Paquistão dá conta de 28 vítimas mortais provocadas por um ataque aéreo no Afeganistão. Os dirigentes das forças de segurança paquistanesas revelam que os bombardeamentos visavam alegados esconderijos de fundamentalistas islâmicos no Afeganistão. E agora, para os fãs de Star Wars, há uma exposição aqui ao lado, em Tóquio, com algumas das peças mais raras da saga.
É a única coisa que eu conheço de Star Wars.
Também não vou muito além disso.
Nunca vi.
A sério?
A sério.
Salva a honra do convento, por favor.
É um cinema, tem que ser visto.
Já vi, em idade adulta, mas não é a minha cena.
Falta-te a inocência das 20 horas para apreciar a saga.
Eu acho que é essa a diferença mesmo. Quem viu quando era miúdo e quem só viu depois.
Para mim é um filme de naves, como outros qualquer.
Então e os sabres?
Aquilo, a espada deles?
Alguém sabe fazer esse barulho mais? És tu.
Podes fazer esse barulho.
Esse é o grande destaque do leilão em Tóquio. Está à venda aquele que foi usado nos filmes, o de Darth Vader, o que foi usado no Império Contra-Ataca e no Regresso de Jedi, portanto, os primeiros.
Os primeiros do nosso tempo.
É o único exemplar conhecido que foi identificado através das imagens dos filmes e que se sabe que foi mesmo usado em cena.
É barato?
É uma pechincha. Mais de $3 milhões. Agora vai novamente a leilão com outras peças, mas a organização diz que estes $3 milhões até podem subir um pouco.
Ser superados. Olha, mas não há só coisas de Star Wars por aqui, pois não?
Pois não. Há também peças do Walking Dead. Alguém é mais fã disto? Cartas raras de Pokémon.
Nem isso.
E videojogos antigos, nada disto interessa.
Os videojogos antigos, enfim, foram um espectro.
Talvez sim, aquelas máquinas mesmo.
Arcade.
Arcade, isso é interessante.
Saudades, salão de jogos. Gastar moedas.
De há uns anos encontrei numa loja que vende esse tipo de coisas, uma dessas máquinas a funcionar.
E compraste? E está lá em tua casa.
Não comprei, não, mas gostava muito de ter dinheiro para isso.
Uma exposição que está em Tóquio até 27 de outubro para os fãs de Star Wars e não só, no fecho do Jornal das Nove.
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