41 talentos, 64 horas: a aposta do Itaú para revolucionar a liderança para o setor financeiro
O setor financeiro brasileiro vive uma transição que cobra dos bancos algo além de resultado trimestral: formar, dentro de casa, os líderes capazes de operar em um ambiente cada vez mais digital, regulado e centrado no cliente.
É essa lacuna que o Itaú decidiu endereçar com um programa de formação de longo prazo para talentos recém-saídos do trainee.
No dia 10 de setembro, 41 analistas do Programa Carreira Acelerada (PCA), iniciativa pós-trainee do banco, começaram uma trilha de 64 horas de formação na Saint Paul Escola de Negócios.
O primeiro módulo, de quatro horas, tratou de ambidestria organizacional e liderança transformacional, com previsão de novos encontros até 2027, cobrindo temas como mercado financeiro, produtos e gestão de riscos.
Ambidestria como resposta ao dilema do banco tradicional
A abertura da formação ficou a cargo de Christiane Rodrigues, vice-reitora de In Company da Saint Paul. Para ela, o programa nasce como resposta a um desafio recorrente entre bancos de grande porte: crescer em inovação sem abrir mão do negócio que já funciona.
"Iniciamos hoje um treinamento falando sobre ambidestria organizacional e liderança transformacional, mas ao longo dos próximos meses, até 2027, vamos passar por vários temas relevantes relacionados a mercado financeiro, produto, riscos", diz Christiane.
O recorte da primeira disciplina não é aleatório. Entre os objetivos declarados do PCA estão o fortalecimento da visão sistêmica do negócio bancário, a aproximação entre estratégia corporativa e execução e o desenvolvimento da consciência regulatória dos participantes, formação pensada para talentos que devem assumir posições de liderança nos próximos anos.
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Inteligência artificial entra na pauta da liderança bancária
Para os analistas do Itaú, a formação também tem funcionado como termômetro de para onde o setor está indo, especialmente no que diz respeito à inteligência artificial aplicada à gestão de pessoas e processos.
"Tá sendo super legal saber para onde o mercado tá indo, como a inteligência artificial tá mudando as nossas formas de trabalhar e de liderar também", diz Rafael Lima, analista sênior de produtos do Itaú.
A percepção é compartilhada por Nicoly Câmara, analista sênior de seguros do banco, que destaca o alcance de frentes que não fariam parte da rotina de trabalho fora do programa. "A manhã vem sendo maravilhosa com diversos aprendizados, frentes que eu não tinha imaginado, que eu não vinha olhando, e eu saio daqui com uma bagagem bem maior do que eu cheguei", diz Nicoly.
Ao todo, o PCA se estrutura em seis frentes de desenvolvimento: formação de líderes para o futuro do setor financeiro, visão sistêmica do negócio bancário, cultura de ambidestria organizacional, aproximação entre estratégia e execução, consciência regulatória e centralidade no cliente.
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Com o módulo de ambidestria encerrado, o próximo desafio dos 41 talentos do Itaú é sustentar, ao longo de 64 horas distribuídas até 2027, a mesma disposição do primeiro dia: sair de cada encontro com mais repertório do que se chegou.
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