InquirerVP Trial Day 19: Ligutan to explain public remarksDaily MaverickBRIMFUL OF ALEX: The hope inside Alexandra’s creative revivalESPN DeportesDallas Wings aseguran el último puesto en los playoffs de la WNBA con su victoria 23PunchMorning recap: Governors spend N512bn on travels and offices, 19 oil licences expire this year, other top storiesRTP DesportoAmbição Portuguesa no Mundial de Canoagem na PolóniaInquirer EntertainmentDolly Parton, music star and actor, dies at 80 after ‘brief battle with cancer’ESPNAlex Eala returns to US Open a different version of herselfוואלההחום נמשך, אבל הגשם בדרך: מזג אוויר שיזכיר את הסתיו צפוי בסופ"ש | התחזית한겨레만화·독립출판까지 껴안은 ‘군산북페어’ 29일 개막SözcüStarlink'in tahtı sallanacak: Yeni rakibi yörüngeye 292 uydu fırlatacakSky TG24Pakistan, incendio in un reparto di ginecologia: 14 neonati mortiWirtualna PolskaOgień pod Barceloną. 14 tysięcy osób uwięzionych we własnych domach
The Daily Newsstand · Free, Always
Wednesday, August 26, 2026

Casas Bahia pede à Justiça que BB devolva R$ 422 mi e tenta estancar saída de mais recursos

Translate

O Grupo Casas Bahia pediu, nesta segunda-feira (24), que a Justiça de São Paulo obrigue o Banco do Brasil a devolver R$ 422 milhões que foram debitados unilateralmente da conta da empresa.

De acordo com a petição da companhia, o banco atuou como fiador em garantias contratadas pela varejista junto aos fornecedores Apple e Mapfre Seguros. Após o ajuizamento da recuperação judicial, os fornecedores teriam acionado essas garantias.

O Banco do Brasil honrou os pagamentos e, em seguida, debitou o valor correspondente das contas da Casas Bahia para se reembolsar na última sexta-feira (21), afirmam os advogados da Casas Bahia.

A empresa discorda da retenção porque o banco teria usado a transação para satisfazer um crédito que estaria sujeito às regras do processo de recuperação judicial.

A empresa entrou com pedido de recuperação no dia 16 de agosto, reportando uma dívida de R$ 17,3 bilhões.

"Diversos desses credores já iniciaram verdadeira ‘corrida’ para satisfação individual de seus créditos em termos distintos do plano recuperacional", afirma a Casas Bahia. Segundo a empresa, isso viola o princípio da paridade entre credores.

Os advogados da rede defendem que o BB deveria ter apresentado questionamentos judiciais sobre as quantias a que tem direito nessas operações em que atuou como fiador. O BB e a Apple afirmaram que não vão comentar o caso. Procuradas por volta das 15h30 desta terça por email, a Mapfre e a Casas Bahia não responderam até a publicação desta reportagem.

O documento, apresentado à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, lista uma série de pedidos da Casas Bahia que têm como objetivo estancar a saída de recursos de seus cofres.

A varejista também afirma que o banco BTG Pactual travou movimentações e consultas de saldo nas contas bancárias da companhia. O BTG ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Além dos bancos, as empresas de pagamento Cielo, Getnet e Redecard retiveram, de acordo com a Casas Bahia, recebíveis de cartões do grupo —mecanismo vital para o fluxo de caixa de empresas do varejo.

Pelos cálculos da companhia, os valores ultrapassam R$ 18 milhões, sendo ao menos R$ 14 milhões retidos pela Getnet. O intuito seria a proteção contra eventuais compensações decorrentes do aumento de chargebacks, mecanismo de cancelamento e devolução de compras feitas com cartão, solicitado diretamente ao banco emissor e não ao lojista.

A Getnet disse não compartilhar informações relativas às operações de clientes, bem como a questões judiciais em andamento. Cielo e Redecard não responderam aos emails da reportagem, enviados às 15h30.

No processo, a companhia afirma que nos últimos seis dias foram bloqueados cerca de R$ 9 milhões em causas relacionadas a pagamento de créditos. Por outro lado, credores trabalhistas incluídos no pedido de recuperação estariam protocolando pedidos urgentes para obter pagamentos.

A Casas Bahia afirma que só com ações trabalhistas o grupo contabiliza 29 mil reclamações em andamento e uma exposição de R$ 1,4 bilhão em contingências prováveis e mais de R$ 2,8 bilhões em pagamentos possíveis.

"Em razão das recentes reestruturações, estima-se um aumento de até 70% no volume de novas demandas nos próximos meses, muitas delas para satisfação de créditos sujeitos ao presente processo recuperacional. Caso essas ações não sejam suspensas de imediato, é certo que os efeitos para o Grupo Casas Bahia serão catastróficos."

Para empresas em recuperação judicial, a disputa pelo caixa nos primeiros dias após a protocolação do pedido é comum e pode definir se haverá um caminho possível de reestruturação. Segundo Ana Paula Tozzi, CEO da AGR Consultores e especialista em varejo, "o processo é construído sobre uma premissa de geração de caixa". "A empresa projeta quanto conseguirá gerar, quanto precisa para financiar a operação e, a partir daí, quanto poderá destinar aos credores."

"Se parte relevante desse caixa desaparece antes que o plano seja estruturado, muda o panorama inteiro. A Casas Bahia pode precisar de mais financiamento, vender ativos, cortar ainda mais custos, fechar outras lojas ou renegociar novamente com fornecedores. Você sangra a empresa antes mesmo do início da recuperação."

A Casas Bahia afirma na petição que as retenções das empresas de pagamento têm como objetivo a retenção preventiva de valores, diante da projeção de que os consumidores realizem o cancelamento de compras por medo da recuperação judicial.

Para a varejista, um dos principais riscos para a operação agora é manter o fluxo de abastecimento de produtos de alto giro e desejo, como os da Apple, em um momento em que a relação de confiança com fornecedores é fragilizada.

"O fornecedor não olha apenas se vai receber o crédito antigo dentro da recuperação. Ele precisa decidir hoje se manda mais mercadoria para as Casas Bahia. Ele, percebendo que o caixa está sendo disputado por bancos e outros credores, naturalmente aumenta sua percepção de risco, ou seja, a tendência é de ele reduzir limite e exigir pagamento à vista e antecipado", afirma Tozzi.

Folha Mercado

Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.

STAY PERIOD

A companhia pediu que sejam antecipados os efeitos do chamado stay period, para que sejam suspensas as execuções de dívidas enquanto a recuperação judicial não é aceita em definitivo pelo juiz.

Em recuperações com muitos credores e dívidas, juízes costumam determinar perícia antes de decidir sobre o pedido. A etapa pode levar 30 dias.

A proteção contra execuções, penhoras e bloqueios dá 180 dias de respiro operacional.

"Se a Justiça demorar um pouco mais, a empresa pode quebrar antes mesmo da aprovação do plano de recuperação", diz Tozzi.

Segundo Hanna Mtanios, advogado do escritório Cançado e Barreto Advocacia, não é incomum que processos de recuperação judicial demorem alguns dias para serem analisados. "São muitos documentos que acompanham a petição inicial e, nesse caso, é natural que o juiz seja cauteloso", afirma.

A varejista pediu o stay period ao requerer recuperação judicial, em 16 de agosto. No dia 19, a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo entendeu que a tutela de urgência já protegia o patrimônio do grupo na transição.

Na decisão, a juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira proibiu o registro de declarações de vencimento antecipado apenas em razão do pedido de recuperação ou de quebra de cláusulas relacionadas à insolvência.

A Casas Bahia afirma que, em uma semana, credores protocolaram processos contra o grupo e que a tutela visa apenas manter as lojas em funcionamento, sem a proteção do stay period.

A companhia afirma que a recuperação judicial será concedida pela Justiça e argumenta que, diante dessa certeza, não há razão para permanecer, durante o intervalo de perícia, exposta a "atos constritivos desordenados".

Para Ronaldo Vasconcelos, advogado e professor do Mackenzie, estão sujeitos a recuperação todos os débitos concursais feitos na data do pedido. Agora, se a dívida for extraconcursal, ou seja, tudo o que é devido depois do pedido, o especialista prevê uma longa discussão judicial sobre a devolução desses recursos pelos bancos.

"O juiz costuma pedir para devolver [o dinheiro] ou colocar nos autos do processo até ele definir se os débitos são concursais ou extraconcursais, e isso vai ser definido durante o processo", diz Vasconcelos.

View the original on UOL

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.