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Tuesday, September 15, 2026

Medicamentos em casa: o que guardar e o que nunca usar

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Nos Centros de Saúde CUF, encontra tudo o que precisa para cuidar da sua saúde bem perto de si. A sua equipa de família, com médico de família e enfermeiro, além de medicina dentária, análises clínicas e muito mais. Quem tem CUF à porta, tem tudo.

Este é o "Tratar da Saúde" com a Dra. Mariana Sobral, médica de família dos Centros de Saúde CUF. Olá, doutora. Bom dia, bem-vinda. Hoje vamos falar de um espaço que existe em muitas casas, o armário dos medicamentos, muitas vezes chamado de farmácia caseira. O que devemos ter disponível para pequenas situações do dia a dia e que nunca devemos guardar ou usar por nossa conta?

Seguir uma ideia simples: uma farmácia caseira tem que ser pequena, organizada e segura. Não pode ser uma coleção de medicamentos avulsos e deve apenas conter alguns materiais para situações simples e alguns medicamentos que façam sentido para aquela família, sempre com aconselhamento médico ou farmacêutico.

Então comecemos pelos materiais. O que pode ser útil ter em casa?

Um termómetro, pensos rápidos, compressas, soro, uma bolsa fria reutilizável. Estes materiais ajudam a lidar com feridas pequenas ou com traumatismos ligeiros, mas naturalmente não substituem a avaliação profissional quando, por exemplo, há uma hemorragia abundante que não estanca ou quando houve uma mordedura de um animal.

E quanto aos medicamentos, devemos ter o quê? Analgésicos, antipiréticos ou os anti-inflamatórios?

Algumas famílias podem ter medicamentos de venda livre para dores ou para febre, mas temos que ter sempre em conta que o mesmo medicamento não é adequado para todas as pessoas. Daí a importância do tal aconselhamento prévio. Também devemos ler o folheto, confirmar, respeitar a dose, o intervalo e a duração recomendada. Um exemplo muito simples é o paracetamol. Muitas vezes, quando temos uma constipação, estamos a tomar diferentes medicamentos que já têm paracetamol, o que pode ser um risco.

Claro.

E claro, pessoas com doenças ou com medicação crônica devem ter especial atenção na introdução de novos medicamentos, mesmo que sejam de venda livre.

E quais são aquelas coisas que nunca devem fazer parte da farmácia lá de casa?

Não devemos guardar antibióticos que sobraram de tratamentos anteriores para usar numa próxima infecção. Não devemos partilhar medicamentos prescritos. Os comprimidos devem estar sempre na embalagem e devem estar sempre numa embalagem com nome e com folheto. E naturalmente que devemos, às vezes pode acontecer, mas devemos evitar ter em casa medicamentos considerados de alto risco, como opioides, sedativos, injetáveis ou medicamentos destinados a outra pessoa.

E quanto à forma como os devemos guardar?

Devem ser conservados, de preferência, numa única divisão, num local fresco, seco e fora do alcance das crianças. Devem permanecer na embalagem original. Alguns efetivamente precisam de frigorífico, mas só quando isso está indicado na embalagem ou no folheto. Não podemos colocar todos os medicamentos no frigorífico por precaução, porque a umidade e a temperatura podem não ser as adequadas.

Falou aí de uma coisa muito importante: fora do alcance das crianças.

Sim, sempre fora da vista e do alcance das crianças, incluindo os que estão no frigorífico. Relembrar que não se devem dar medicamentos às crianças, medicamentos de adultos, mesmo que em doses reduzidas, e ter sempre a atenção que se houver uma suspeita de que a criança tomou medicação da farmácia caseira de forma indevida, é uma urgência e tem que ser observada em contexto hospitalar.

E Dra. Mariana Sobral, com que frequência devemos rever aquilo que temos lá em casa, nossa farmácia?

Uma revisão a cada seis ou 12 meses é uma boa prática. Ver o estado de validade, o estado da embalagem, se ainda sabemos para que serve cada medicamento. Tudo o que esteja fora de prazo ou que até já não seja necessário deve ser entregue numa farmácia e nunca deitar no lixo comum, nem despejados na sanita.

Então para terminar, qual é a regra ouro?

Uma farmácia caseira segura não é a que tem mais medicamentos, é a que tem materiais certos, está organizada e sabemos para que se destinam e como devem ser utilizados. Guardar menos, conservar melhor, não partilhar medicamentos, são hábitos simples que podem evitar intoxicações, erros de dose e atrasos na procura de cuidados.

Portanto, uma mensagem prática, não é? Dra. Mariana Sobral, muito obrigada por esta conversa. Até amanhã para mais um "Tratar da Saúde".

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