Cidade de SP tem alta de 4,7% nos estupros em setembro; roubos e homicídios caem

"A rede de atendimento policial especializado cresceu 87% na atual gestão, passando de 202 para 379 unidades, entre Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e Salas DDM. As unidades com funcionamento 24 horas passaram de 11 para 39, e a previsão é alcançar 58 até o fim de 2026. Nos municípios sem unidades especializadas, qualquer delegacia da Polícia Civil pode registrar a ocorrência e atender a vítima", diz.
A alta no número de estupros em setembro segue tendência observada ao longo de todo o ano na capital. De janeiro a setembro, foram 2.458 ocorrências na cidade, 11,5% a mais em relação ao mesmo período de 2025. Já no Estado os registros subiram 5%: de 10.950 para 11.498 no mesmo recorte.
Setembro ficou marcado, como mostrou o Estadão, pela prisão de um homem suspeito de estuprar uma adolescente, filmar o crime e divulgar o vídeo nas redes sociais. Nicolas Archanjo Silva, de 21 anos, foi detido no dia 14 do mês passado na região da Vila Curuçá, na zona leste.
A investigação, conduzida por policiais do 67° Distrito Policial, do Jardim Robru, começou após uma denúncia de que o suspeito, conhecido como "monstro da zona leste", divulgava os crimes após praticá-los. A defesa de Nicolas não foi localizada na época pela reportagem. O espaço segue aberto.
Além dos estupros, os latrocínios também subiram na cidade de São Paulo, com três registros em setembro. A alta vai na contramão de uma tendência de queda observada ao longo do ano não só na capital, como principalmente no Estado, que teve inclusive melhora no quadro em setembro.
Entre os casos que contribuíram para a piora do quadro na capital em setembro, está o do barbeiro Renato Damas Schittini Moreira, de 39 anos, morto na zona sul de São Paulo enquanto levava a família para uma festa de aniversário.
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