Molusco misterioso se multiplica no Brasil e pode entupir hidrelétricas

No Nordeste, pesquisadores também documentaram a presença do mexilhão-dourado na bacia do rio Pajeú, em Pernambuco. O trabalho, publicado em 2026 na revista Biota Neotropica, identificou o organismo no reservatório Barra do Juá.
Em 2023, os animais foram encontrados presos a embarcações. Dois anos depois, apareceram em cinco pontos de amostragem do reservatório, resultado compatível com o estabelecimento de uma população local.
Por que ameaça hidrelétricas?
O principal problema está na capacidade do animal de se acumular sobre estruturas submersas. Ao se fixarem em grande quantidade, os mexilhões formam camadas que podem reduzir a passagem da água por tubulações, filtros e outros equipamentos. Esse processo, conhecido como bioincrustação, exige limpezas e intervenções de manutenção.
Nas hidrelétricas, o acúmulo pode comprometer sistemas de captação de água utilizados na geração de energia. De acordo com o Ibama, as obstruções podem provocar interrupções para limpeza e aumentar os custos operacionais.
Problema também afeta sistemas de abastecimento de água, irrigação e navegação, além de estruturas utilizadas na pesca e na aquicultura. Os prejuízos, porém, não se limitam à infraestrutura.
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