Estudar continuamente está associado a salários até 17% maiores, segundo a OECD
A decisão de voltar a estudar depois de ingressar no mercado de trabalho costuma envolver uma pergunta: o investimento em qualificação será compensado por um salário maior?
Dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) ajudam a dimensionar essa relação.
Segundo o relatório Trends in Adult Learning, publicado em 2025, trabalhadores que participaram de atividades de aprendizagem na vida adulta apresentaram salários 17% superiores aos daqueles que não participaram.
O que explica a diferença salarial de 17%?
O levantamento da OCDE analisou a participação de adultos em atividades de aprendizagem e sua relação com os rendimentos profissionais.
Na comparação inicial, quem participou dessas atividades apresentou salários 17% maiores. A diferença sugere que parte da remuneração mais elevada está relacionada ao perfil dos profissionais que buscam qualificação.
Trabalhadores com maior escolaridade, motivação ou oportunidades profissionais podem ter mais acesso a cursos e treinamentos.
Por que continuar estudando pode fazer diferença?
A formação continuada permite atualizar conhecimentos e desenvolver competências exigidas em determinadas ocupações.
Entre as possibilidades estão cursos técnicos, programas de especialização e treinamentos oferecidos pelas próprias empresas.
A OCDE destaca que o aprendizado na vida adulta pode favorecer a aquisição de habilidades e o acesso a empregos melhor remunerados, embora os resultados variem conforme a formação e as condições do mercado.
Qual é o papel da inteligência artificial nessa atualização?
A incorporação de inteligência artificial às atividades profissionais cria novas demandas de qualificação.
Áreas como marketing, finanças e gestão já encontram aplicações para ferramentas capazes de automatizar tarefas, organizar informações e apoiar análises.
Aprender a utilizar plataformas como ChatGPT, Microsoft Copilot e Power BI pode contribuir para desenvolver competências relacionadas a essas atividades.
O conhecimento precisa, porém, estar associado às necessidades de cada função. Saber interpretar resultados, verificar informações e identificar limitações tecnológicas continua sendo necessário.
Como escolher uma formação com potencial de retorno?
O primeiro passo é identificar quais habilidades são exigidas nas vagas ou posições profissionais desejadas.
Comparar programas de ensino, custos e possibilidades de aplicação ajuda a avaliar se o investimento faz sentido.
Vale considerar ainda o apoio oferecido pelas empresas, já que treinamentos financiados pelos empregadores podem reduzir os custos individuais.
Os dados da OCDE indicam uma associação positiva entre aprendizagem e remuneração, mas não estabelecem um retorno garantido. Para avaliar uma formação, é importante considerar quais competências ela desenvolve e como poderão ser utilizadas profissionalmente.
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