ESPN DeportesQuiñones se acerca a líderes de goleo en ArabiaESPN🏈 SEC or Big Ten? Week 2 could set early CFP narrativesBBC NewsGolf: Solheim CupThe Jerusalem PostIran used AI to develop military, propaganda strategies, Anthropic report revealsDaily MaverickTHE GATHERING 2026: A top urbanist’s guide to building modern South African citiesוואלהה-CIA חשף: כבר ב-1998 הוזהר ממשל קלינטון מפיגוע מטוס של בן לאדןBBC عربيبزشكيان: لا أؤيد استمرار الحرب، وترامب يواجه ضغوطاً لإنهائها قبل نوفمبرCNETHave You Protested AI Recently? Anthropic May Be Watching You for PrecrimeskickerBoldt mit "vielen Fragezeichen" und einem klaren AppellIl Sole 24 OreSuperenalotto, centrato «6» da 223 milioni nel LeccheseBellaNaijaKiky Festus Walked Down the Aisle in the Custom Veekee James Gown of Her Dreams7sur7Anderlecht prend les choses en main à Malines (0-0)
The Daily Newsstand · Free, Always
Friday, September 11, 2026

Por que liga de golfe pediu falência após gastar R$ 25 bilhões e qual o futuro do torneio

Translate

Após cinco anos de operação e aproximadamente US$ 5 bilhões (cerca de R$ 25,5 bilhões) investidos em contratações e infraestrutura, a verdadeira situação financeira da LIV Golf, o circuito dissidente que tentou rivalizar com o tradicional PGA Tour, foi revelada. Em uma tentativa de garantir sua sobrevivência a longo prazo, a organização de golfe protocolou pedido de recuperação judicial (Chapter 11) nos tribunais dos Estados Unidos.

Segundo reportagem do The Athletic, a liga busca utilizar o processo legal para reestruturar passivos acumulados e retornar às atividades em 2027 como uma empresa enxuta e viável.

Os documentos judiciais protocolados detalham o ritmo com que a organização consumiu o capital injetado por seu fundador e mantenedor, o Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita. A crise ganhou contornos definitivos em abril, quando o PIF anunciou a suspensão do financiamento além da temporada de 2026. Apenas a entidade britânica LIV Golf Ltd, que supervisiona operações fora dos Estados Unidos, reportou perdas de US$ 1,1 bilhão (R$ 5,6 bilhões) no final de 2024, montante que se aproxima da casa dos US$ 2 bilhões (R$ 10,2 bilhões) nas projeções para o fim de 2025.

O compromisso total de capital do fundo saudita entre o meio de 2021 e fevereiro de 2026 bateu a marca de US$ 5,3 bilhões (R$ 27 bilhões). Após interromper a injeção de ações, o PIF concedeu um empréstimo cujo saldo devedor atualiza em US$ 495 milhões (R$ 2,5 bilhões), colocando o próprio fundo saudita na posição de credor prioritário na fila de pagamentos. Sem o suporte irrestrito, a capacidade do circuito de honrar seus passivos — estimados em mais de US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões) — tornou-se insuficiente, segundo a reportagem do The Athletic.

A dívida milionária e o modelo 'LIV 2.0'

O processo de falência engatilha uma operação de reestruturação. A liga almeja seguir operando com o suporte financeiro da BC Partners, empresa de capital de investimentos com sede em Londres. O plano central da gestão é instituir o modelo provisoriamente chamado de "LIV 2.0". Sob essa estrutura, 52,5% das cotas da organização seriam repassadas aos atletas, 45% alocadas para novos investidores e 2,5% mantidas sob o controle gerencial.

Os custos com contratos de jogadores compõem a maior fatia das despesas operacionais da entidade. Para atrair os principais nomes do esporte e desestabilizar o PGA Tour, estima-se que a liga distribuiu pelo menos US$ 1,6 bilhão (R$ 8,1 bilhões) em acordos garantidos, além de US$ 1,36 bilhão (R$ 6,9 bilhões) em premiações. O pedido de recuperação judicial concede à liga a possibilidade legal de rejeitar e invalidar contratos vigentes considerados insustentáveis, forçando uma repactuação ou liberando os golfistas para assinarem com outros circuitos.

A lista de credores arrolados no processo explicita o peso das estrelas do esporte no desequilíbrio contábil. Sete dos principais credores sem garantias são jogadores, com valores pendentes referentes ao terceiro trimestre. O espanhol Jon Rahm figura no topo da lista com faturas pendentes de US$ 7,4 milhões (R$ 37,7 milhões), seguido por nomes como Bryson DeChambeau, Dustin Johnson e Cameron Smith.

A liberdade contratual dos atletas e as decisões judiciais iminentes prometem redesenhar o cenário do golfe internacional. Enquanto executivos da liga buscam finalizar termos com novos investidores para viabilizar temporadas expansivas a partir de 2027, atletas avaliam possibilidades de reintegração em outros circuitos, como o DP World Tour, mediante cumprimento de sanções.

O recuo do PIF neste projeto, segundo comunicados oficiais avaliados pelo The Athletic, decorre da ausência de sustentabilidade da iniciativa, sem indicar o fim dos investimentos estatais sauditas em grandes projetos esportivos. Clubes de futebol europeus financiados pela nação continuam com orçamentos ativos, indicando que o foco se deslocou do circuito independente de golfe para a organização estrutural de torneios de peso global dentro de suas próprias fronteiras.

View the original on Exame

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.