Instituto Federal de SP é esvaziado e aulas são suspensas após ameaça de atentado
O campus do IFSP (Instituto Federal de São Paulo), na região do Pari, na região central da capital, foi esvaziado na tarde desta quinta-feira (22) após uma ameaça de atentado. A direção suspendeu as atividades para garantir a segurança dos estudantes e professores.
"Por motivo de força maior e para garantir a segurança da comunidade escolar, a direção-geral do campus comunica a necessidade de suspender, por prevenção, todas as atividades presenciais no campus São Paulo no dia de hoje", diz o comunicado.
Em nota, Wellington Pereira das Virgens, diretor do campus, disse que "nenhum artefato ou objeto suspeito" foi encontrado após uma vistoria no prédio.
O instituto informou que a suspensão das atividades ocorreu após um bilhete ter sido encontrado no banheiro masculino do campus, citando a possibilidade de um atentado nesta quinta.
Um primeiro bilhete foi encontrado no banheiro na noite de quarta-feira (21). Na tarde desta quinta, outro bilhete foi encontrado no mesmo local, reiterando a ameaça.
"Como medida de precaução, a direção-geral determinou a evacuação do prédio e a suspensão das atividades no campus".
Conforme mostrou a Folha, ameaças a alunos levaram instituições de ensino superior a reforçar a segurança em meio a atos estudantis pela reeleição de Lula (PT).
O temor também chegou ao MEC (Ministério da Educação), que pediu atenção à PF (Polícia Federal).
Leonardo Barchini, titular da pasta, afirmou que o governo recebeu relatos de estudantes, professores e reitores e temia que a violência aumentasse até o segundo turno.
Outras universidades federais também receberam ameaças. É o caso da UFF (Universidade Federal Fluminense) que encaminhou à PF mensagens sobre um possível ataque com chamas e agressões a participantes de um ato político.
Também no estado, ameaças a estudantes da UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense) foram registradas na Polícia Civil.
Em Minas Gerais, alunos da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) relataram ameaças contra uma manifestação.
Os episódios ocorrem após o primeiro turno da disputa presidencial.
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