ESPN DeportesMéxico: Alan Cervantes causa baja por lesiónESPNNWSL: Denver the big movers as Gotham retain top spotDaily MaverickGROUNDUP: Police and NPA liable for Gqeberha murder by man out on bailInquirer EntertainmentCeleste Legaspi recalls Lea Salonga’s early theater days before Walk of Fame starInquirerPNP: 2 vandalism suspects in martial law rally pacified, not arrestedCBS NewsBill Gates says Trump's AI views point to societal blind spotGlobal NewsEd Sheeran breaks down during 1st concert amid Macklemore tour fallout01netLa Switch OLED revient d’entre les morts : à ce prix, elle va se vendre par camions 🚛Screen RantPlayStation Officially Unveils Brand-New Hardware And Redesigned ControllerTagesschauMarktbericht: Entspannung am Ölmarkt stützt den DAXVarietyAmerican Film Market Partners With AMC A-List and B-List Movie Club to Offer Screenings to Frequent MoviegoersBusiness AMAmerikaans scheepsbouwbedrijf begint met voorbereidende werk voor de bouw van nieuw vliegdekschip USS William J. Clinton
The Daily Newsstand · Free, Always
Monday, September 21, 2026

Mateus, Assaí, Pague Menos: o aumento do Bolsa Família pode ser bom para essas ações

Translate

O reajuste de 15,04% do Bolsa Família pode dar um impulso às vendas do varejo no curto prazo, sobretudo no Norte e no Nordeste, de acordo com o JP Morgan.

Em relatório divulgado após o anúncio do governo federal, na semana passada, o maior banco dos Estados Unidos aponta Grupo Mateus (GMAT3), Pague Menos (PGMN3) e Assaí (ASAI3) como as empresas listadas na B3 que devem ser mais beneficiadas pelo aumento do benefício de transferência de renda, justamente por terem presença relevante nessas regiões.

A avaliação do banco chama atenção porque a região Nordeste, principalmente, vinha aparecendo nos últimos balanços como um dos pontos de pressão sobre o consumo das famílias. Ao longo dos últimos trimestres, empresas expostas à região relataram perda de fôlego da demanda, em um ambiente marcado por juros elevados, endividamento e menor renda disponível.

"As regiões N [Norte] e NE [Nordeste] têm estado, segundo relatos, entre as mais fracas em termos de vendas nos últimos trimestres, em parte devido ao declínio nas transferências do Bolsa Família em base anual, que só agora se estabilizou", afirmou a instituição financeira.

Para o JP Morgan, o novo fluxo de recursos pode ajudar a mudar essa dinâmica no curto prazo. "A medida deve ser positiva para as vendas no varejo do setor como um todo, mas beneficiará principalmente os estados do Norte e do Nordeste do Brasil, que concentram a maior parte dos beneficiários do Bolsa Família e constituem um importante suporte para o consumo", afirmaram os analistas.

O banco cita especificamente o Grupo Mateus e a Pague Menos, classificadas como "underweight", de menor exposição ao ativo, e o Assaí, com recomendação "neutral", como as companhias mais beneficiadas, embora em menor grau no caso do Assaí, pela presença relevante nos estados dessas duas regiões.

"Esse novo impulso às transferências de renda deve ajudar o consumo", afirmou.

Redução de consumo no Nordeste afeta resultados de empresas da bolsa

O relatório coloca o aumento do Bolsa Família em uma posição diferente daquela observada nos balanços mais recentes das empresas de varejo. Se até então a menor renda disponível vinha pressionando as vendas justamente em uma região de forte exposição dessas companhias, o aumento da transferência pode representar uma fonte adicional de demanda.

Desde o final do ano passado, o Nordeste passou a aparecer com mais frequência como explicação para a piora dos resultados de companhias expostas ao consumo das famílias. Natura, o próprio Grupo Mateus e Casas Bahia relataram perda de fôlego da demanda na região em um ambiente mais apertado para o consumidor, como mostrou reportagem da EXAME.

No Grupo Mateus, o impacto aparecia de maneira mais direta no consumo. Com mais de 90% das vendas concentradas em alimentos e forte presença no Nordeste, a companhia vinha funcionando como um termômetro da renda das famílias.

“O cenário tem sido bastante desafiador com o consumo das famílias perdendo força ao longo de 2025”, afirmou o CEO Jesuíno Martins durante uma das call de divulgação do balanço. Segundo o executivo, o consumidor estava levando para casa cada vez menos produtos, cerca de 8% a menos de itens no carrinho em relação a 2024.

Nas Casas Bahia, a deterioração apareceu principalmente no crédito. O CEO Renato Franklin, o endividamento das famílias no Nordeste havia piorado, levando a companhia a ficar mais restritiva na concessão de crédito.

"O endividamento das famílias no Nordeste piorou bastante e, consequentemente, a inadimplência também. Então, estamos mais restritivo na concessão de crédito", afirmou.

Os primeiros resultados de 2026 também mostraram que a fraqueza do consumo não havia desaparecido. No primeiro trimestre, as grandes redes de supermercados listadas na B3 continuaram enfrentando um cenário de juros elevados, alto endividamento e inflação mais moderada dos alimentos. BTG Pactual, Itaú BBA, Safra e Santander apontaram nos balanços de Grupo Mateus, Assaí e GPA desaceleração das vendas em mesmas lojas, pressão sobre margens e necessidade de ganhos de eficiência.

No Grupo Mateus, a receita líquida cresceu 12,9%, para R$ 9,4 bilhões, mas as vendas em mesmas lojas caíram 7,3%. A companhia atribuiu o desempenho, entre outros fatores, ao maior nível de endividamento das famílias e à mudança no perfil da cesta de consumo.

Para o Itaú BBA, o trimestre foi “fraco”. O banco chamou atenção para a pressão de consumo no Nordeste e afirmou que, sem uma recuperação da receita, seria difícil controlar o restante do resultado da companhia.

O Assaí também registrou queda de 0,9% nas vendas em mesmas lojas no primeiro trimestre. No balanço, a empresa citou a "deflação na alimentação básica" e o "patamar recorde de endividamento das famílias", agravado pela alta taxa de juros.

O que mudou no Bolsa Família

Na última quinta-feira, 17, o governo federal anunciou um reajuste de 15,04% nos benefícios do Bolsa Família, como reposição da inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)  entre março de 2023 e agosto de 2026.

O valor mínimo pago por família passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio subirá de R$ 675 para R$ 777.

Os novos valores passam a valer na folha de outubro, com os pagamentos começando em 19 de outubro. Atualmente, o programa atende cerca de 19,3 milhões de famílias.

O impacto fiscal estimado pelo governo é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027. Com o reajuste, a previsão de gastos com o programa no próximo ano passa de R$ 157 bilhões para cerca de R$ 179 bilhões.

View the original on Exame

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.