Open de Portugal. Marc Warren ataca título, portugueses ambicionam top 10
Depois de usurpar a liderança ao alemão Jannik de Bruyn ao final da segunda volta, o experiente golfista escocês, de 45 anos, aproveitou as condições climatéricas quase perfeitas e a preparação do campo mais acessível (colocação das bandeiras) para descolar da concorrência, dilatando a vantagem para três shots sobre o segundo classificado, o dinamarquês Sebastian Friedrichsen.
Mantendo-se muito consistente e eficaz, sobretudo das saídas, Marc Warren, vice-campeão do Challenge da Suíça, contabilizou um agregado de 191 pancadas, 22 abaixo do par, após voltas de 65, 63 e 63.
“Joguei bem de ‘driver’ outra vez hoje. Penso que é a chave aqui. Nem tirei muito partido dos buracos par 5, mas fiz um bom ‘eagle’ num par 4 (buraco 7)”, contou o escocês, que adjudicou ainda sete ‘birdies’ (uma abaixo) nos buracos 1, 6, 8, 11, 12, 17 e 18 face a um ‘bogey’ (uma acima) no buraco 9, apenas o segundo em três rondas de torneio.
Apesar de estar isolado na frente, e da experiência de quem já ganhou quatro torneios do DP World Tour, o principal circuito de golfe europeu, Warren mostra-se cauteloso em relação ao favoritismo na corrida à vitória na 64.ª edição do Open de Portugal, dotado de 300 mil euros em prémios monetários.
“Como vimos hoje com o Jannik [segundo classificado à partida para a terceira volta], não foi preciso muito para os ‘bogeys’ aparecerem. Em todos os buracos há árvores, por isso facilmente podemos ter problemas. Até agora tive a sorte de conseguir ter 'shot', quando fui para as árvores, e espero que continue assim amanhã [domingo]. Mas ainda há um longo caminho a percorrer”, defendeu o vencedor do Ireland Ryder Cup Challenge e do Rolex Trophy, duas provas do Challenge Tour em 2005.
Numa terceira ronda com resultados sonantes, sobretudo entre os jogadores que ocupam os lugares cimeiros do ‘leaderboard’, Tomás Melo Gouveia protagonizou uma boa exibição, ao entregar um cartão com 67 pancadas (-4), mas não conseguiu, ainda assim, descolar do grupo de golfistas que partilha a 30.ª posição.
Ao assinar hoje seis ‘birdies’ (nos buracos 1, 6, 8, 9, 10 e 14) e dois ‘bogeys’ (3 e 5), o profissional português, de 32 anos, regista um total de 203 pancadas, 10 abaixo do par do campo, e está a apenas a quatro shots de concretizar um dos objetivos definidos para o evento macinal.
“Tive qualidade suficiente para fazer mais ‘birdies’ e um resultado melhor [que ontem, sexta-feira]. Foi uma volta boa, mas não o suficiente para me colocar lá em cima para tentar chegar à vitória. Mas com uma boa volta amanhã [no domingo] acho que consigo o top 10 ou top 5”, afirmou Melo Gouveia, 57.º colocado na ‘Race to Maiorca’, o ranking do Challenge Tour.
Já Tomás Bessa, ao contrário do compatriota, membro efetivo do circuito secundário do golfe europeu, viveu “um dia muito atribulado”, ao concretizar seis ‘birdies’ (1, 4, 12, 15, 17 e 18), dois ‘bogeys’ (4 e 6) e um triplo ‘bogey’ no buraco 10, que resultou numa ronda de 70 pancadas, uma abaixo do par.
“Senti que o meu ‘ball striking’ [qualidade de batida de bola] não estava nos melhores dias. Tanto no primeiro como no segundo dia senti-me no controle e confortável sobre a bola. Hoje, de facto, não estive bem, estava a falhar bastante os primeiros ‘shots’ e os ‘shots’ ao ‘green’, mas depois consegui recuperar muitas vezes. O meu ‘chip’ e ‘putt’ hoje salvou-me”, explicou o profissional de Paredes.
No 44.º lugar empatado, com um agregado de 204 pancadas (71+63+70), Tomás Bessa sente, contudo, que tem “capacidade” para, jogando o seu melhor golfe, “discutir qualquer torneio”, como sucedeu em 2023, quando atingiu o sexto lugar no Open de Portugal, em Royal Óbidos.
“Não vou entrar com a mentalidade de tudo ou nada, mas sei que tenho a qualidade para fazer uma excelente volta. E se as coisas acontecerem, acontecem, e se não, vamos para casa e trabalhamos para que aconteçam num próximo evento”, defendeu Tomás Bessa, a lidar com uma lesão na mão esquerda, desde finais de 2023.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.