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Thursday, September 17, 2026

Milan x Benfica. "Faltou amarelo a Gonçalo Ramos"

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Está no ar mais um Sem Falta da Rádio Observador. Triunfo do Benfica em casa do Milan, o primeiro da história frente aos milaneses, com uma vitória por 2 x 0. Quem foi o árbitro do jogo? Jarred Gillett, um árbitro australiano, Pedro, que falamos na emissão, mudou de ares, foi para Inglaterra e deixou de ser internacional e voltou a sê-lo.

Sim, ele foi internacional entre 2013 e 2019 na Austrália. Em 2019 mudou-se para Inglaterra. Obviamente, não foi só por causa do futebol. E a partir daí, tendo depois ficado na chamada Primeira Liga Inglesa, mas depois fazer de novo o percurso para a parte internacional, com meio caminho já andado. Por quê? Porque passou de um continente para outro continente, portanto, ao entrar aqui na UEFA. E a partir de 2023, se tornou internacional pela UEFA, mas, de qualquer maneira, já com uma grande experiência, quer na liga inglesa, quer também no plano internacional.

E vamos ver como correu a arbitragem. Aos 11 minutos, amarelo para Pavlovic, do Milan. Bem mostrado?

Bem mostrado. Com a mão esquerda, agarra e puxa ali na zona do ombro, pescoço, o Kaminski, quando ele está a fazer uma transição ofensiva no corredor esquerdo, conforme atacava o Benfica. É uma falta tática, objetivo de parar a jogada, livre direto e cartão amarelo.

E ao minuto 20 de jogo, queixavam-se os homens do Milan de um eventual pênalti na área. Também creio que ao envolver Pavlovic, que acaba por cair em cima de Palhinha. Queixaram-se do pênalti.

Não, este é com o Odkinson.

Ok. E ele acaba por cair em cima do Palhinha. Nós até ficamos a perguntar se poderia ter pisado ou não, mas aqui sem motivos para pênalti.

Sim, foi o lance em que o Palhinha se antecipa ao Odkinson, ou seja, o Odkinson tem o pé armado para pontapear a bola e o Palhinha chega lá com o pé esquerdo e tira a bola. E depois o Odkinson acaba até por pontapear o Palhinha e o árbitro até assinalou falta atacante. Portanto, aquilo que inicialmente poderia ter ficado na dúvida, o Odkinson que caiu porque foi pisado, como estavas a dizer, ou tocado pelo Palhinha, não, foi o próprio Palhinha que antecipou-se, colocou o pé e o Odkinson é que o pontapeou. Portanto, não tivemos pênalti, tivemos bem a falta atacante ou, neste caso, falta a favor depois do Benfica.

Temos depois nos lances deste encontro entre Milan e Benfica, ao minuto 26, um amarelo para Karaoui, da equipe do Benfica.

Sim, ele vai atrás do Chukwueze.

Chukwueze, exatamente.

Chukwueze, exatamente. E abraça-lhe ali pela cintura e agarra e puxa-o e impede que o Chukwueze entrasse na área do Benfica, neste caso, do ataque do corredor direito e pela zona lateral. Cortou claramente um ataque prometedor, além, naturalmente, da atitude de agarrar, que normalmente é punida com cartão amarelo.

Temos depois, Pedro, ao minuto 38, amarelo para Durão do Benfica. Bem mostrado?

Sim, é aquela circunstância em que o jogador salta, e os jogadores hoje fazem muito isso, para marcar posição ou distanciamento, porque quer que seja, abrem os braços. E neste caso, ele abre demasiado o seu braço direito para trás e acerta em cheio na cara do jogador do Inter. Além do comportamento desportivo desta utilização de braços, há, no fundo, a parte mais importante que é negligência na abordagem e, portanto, cartão amarelo bem mostrado.

Ainda na primeira parte, com um minuto para lá dos 45, amarelo para Gonçalo Ramos, um velho conhecido para o português, sobretudo do Benfica.

Não foi cartão amarelo.

Faltou. Ok, ficou por mostrar o amarelo a Gonçalo Ramos.

E ia ser, talvez, exatamente. Até porque foram mostrados cinco cartões amarelos ao Benfica e um apenas a um jogador do Milan. E aqui é uma situação em que o Gonçalo Ramos, tem a ver com o tal minuto 38, em que o Gonçalo Ramos ao esticar para trás, de forma deliberada, o seu braço esquerdo, acerta em cheio na cara do Kaminski. Eu na altura disse que o livre direto seria suficiente, mas depois quando fui revisionar o lance, não é um mero contato, é mesmo deixar o braço para trás. E à semelhança do que aconteceu com o Durão no minuto 38, até por uma questão de critério, de uniformidade, faltou aqui mostrar o cartão amarelo ao Gonçalo Ramos.

Temos já na segunda parte, ao minuto 53, o segundo gol do Benfica. Acredito que tudo legal nos vários momentos deste gol, Pedro.

Sim, é sobretudo a questão do fora de jogo, porque há ali um momento que há um jogador do Benfica que está fora de jogo e que não vai à bola e depois quem vai é o Karaoui. E isto, além de ter eventualmente embaralhado a defesa dos adversários, o fato é que o El Karaoui, que vai fazer a assistência para o gol do Kaminski, não está em posição fora de jogo. E esse é o momento relevante do lance. Portanto, eu chamei aqui à equação este lance para dizer que o gol do Benfica, legal, neste caso o segundo gol, sem qualquer infração ao nível fora de jogo, nomeadamente do Karaoui, que é quem vai depois à assistência para o gol.

Ao minuto 66, Gonçalo Ramos cai na área do Benfica, mas acredito que sem motivos para castigo máximo, Pedro.

Sim. É um lance com o Tomás Araújo. O Tomás Araújo está nas costas do Gonçalo Ramos, e tem um momento de colocação da mão esquerda nas costas, mas é uma mão para marcar posição. Não agarra, não puxa, não o carrega. O Gonçalo Ramos sentiu esse contato e deixou-se cair numa perspectiva, obviamente, de tentar ganhar ali uma falta, mas não houve qualquer infração, portanto, não houve motivo para pontapé de pênalti. Boa decisão.

Temos depois ao minuto 76, 10 minutos depois, um lance de reclamação semelhante para os homens do Milan. Desta vez foi Pavlovic a cair na área e a reclamar pênalti, mas não foi assinalado e acredito que na tua opinião, também bem.

Sim, e bem, e é o que é um lance interessante, porque primeiro é um lance disputado entre o Bajcetic e o Pavlovic, em que quem toca a bola para fora, portanto está na área do Benfica, não é o Bajcetic, a bola toca no Pavlovic, portanto era pontapé de baliza. O árbitro deu canto Portanto, não concedeu o penalty e não há penalty. E deu canto porque ficou com a ideia que o Banjaqui tinha colocado a bola pela linha de baliza. E depois o VAR, demora um bocadinho mais que o normal nestas situações de cantos, que neste caso são mal marcados, que o protocolo agora permite reverter o canto e transformá-lo em pontapé de baliza, porque esteve a ver se o Banjaqui tinha feito penalty. Portanto, por isso é que demora um bocadinho mais. Viu que o Banjaqui não fez penalty e é aí que muito provavelmente se apercebe que o Banjaqui não tocou na bola, foi o Pavlovic e, portanto, não era canto e pontapé de baliza e o protocolo mudou essa situação, porque do pontapé de canto pode nascer um golo. Nós no ano passado tivemos um caso polémico desse no Sporting-Santa Clara e é por isso que o VAR, de forma rápida, consegue intervir e verificar que realmente há equívoco, não é canto, é pontapé de baliza, pode fazer a intervenção. Foi o que aconteceu, aplicação da lei e acho que foi uma das boas alterações que a UEFA achou.

Minuto 77, Banjaqui vê cartão amarelo. Bem mostrado?

Sim, é uma abordagem claramente negligente. Levanta o pé direito para pontapear a bola, mas falha a bola e acerta ali em cheio no Rabiot. Portanto, é ali um meio entre o braço e a barriga, portanto, pontapé no adversário, livre direto e cartão amarelo.

Minuto 84, novo amarelo para o Benfica, desta feita para Leandro Barrér. Também bem mostrado, Pedro?

Sim, agora entramos nesses cartões amarelos dos agarres. De forma deliberada, agarrou o Alexis Saelemaekers. Eu tenho aqui algumas dificuldades, acho que é este o nome.

É o Saelemaekers. É parece o nome inventado por alguém que não sabe falar inglês. Como é que se chama? É o Saelemaekers.

Trava-línguas, exatamente.

É um bocado, mas pode avançar.

Evitou uma transição ofensiva, portanto, a chamada falta tática. E o Benfica estava a jogar com o resultado, obviamente, e portanto, surgiram algumas destas faltas, como foi também o caso do último cartão amarelo.

Temos, para terminar a análise aos lances deste jogo, um último amarelo para Pavlidis, que entrou a pouco tempo do final do jogo, mas ainda chegou a tempo de ficar na-

Agarrar e puxar o Musa, impedindo que ele saísse também numa transição ofensiva. Mais uma falta tática. Normalmente, estas faltas táticas, como é agarrar, estão também associadas ao comportamento antisportivo. Portanto, nitidamente o Benfica a dar o peito às balas para estes amarelos, que são as chamadas faltas úteis, que é parar aqui a jogada, eu levo amarelo, mas a equipa recupera e não somos surpreendidos. Portanto, livre direto e cartão amarelo, uma vez mais, correto.

Resta saber que nota merece a equipa de arbitragem esta noite liderada por Jarred Gillett nesta vitória do Benfica frente ao Milan.

Eu vou à nota positiva, nota seis. Tiro-lhe aqui um pontinho, que tem a ver, sobretudo, com esta questão do cartão amarelo que ficou por mostrar, que é uma coisa menor. Aquele pontapé de canto, que obviamente é uma desatenção. Por um lado, o jogo do UEFA, Champions League, Liga Europa, tem normalmente poucas faltas e achou que teve 26, que é um bocadinho elevado em relação ao número habitual, e depois teve seis cartões amarelos. Claro que aqui a culpa não é do árbitro, tem a ver com a maneira como ele conduz o jogo, mas também tem a ver com os jogadores. Por isso eu diria que a arbitragem é positiva, sobretudo nas áreas, tudo certo, os gols foram todos legais. Falhou, exatamente, em menor, num tal cartão amarelo e naquela desatenção do pontapé de canto. Por isso, nota positiva no jogo que também não foi de grau de dificuldade muito elevado. Os jogadores estiveram bem em relação ao árbitro, no sentido do comportamento, e por isso nota seis.

Está-me dada a nota a Jarred Gillett, o árbitro que apitou a vitória do Benfica em casa do Milan, de Rúben Amorim e Gonçalo Ramos, por dois a zero na estreia da Liga Europa. Pedro Henriques, vamos ouvindo a tua voz em sede do "Champion" com notas de zero a 20 aos protagonistas do dia no mundo do desporto, mas este fim de semana vamos ter alta roda de nosso bol. Sábado, Sporting-Arouca e depois esse clássico dos clássicos que aquece sempre as coisas. Um abraço, Pedro. Bom descanso.

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