Lula amplia ataques na campanha e ações eleitoreiras ante subida de Flávio

Uma delas foi anunciada ainda na noite de ontem, em Minas: segundo o petista, as canetas emagrecedoras serão distribuídas pelo SUS. Em poucos minutos, a campanha já tinha preparado material para distribuir nas redes com as notícias, com declarações do presidente no ato de rua que ele realizou em Montes Claros. "Elas vão ampliar o acesso ao tratamento da obesidade, sempre com muita responsabilidade e protocolos médicos rigorosos, e proporcionar maior qualidade de vida para a população", diz o perfil do petista no X.
Como o fim da escala 6x1 está empacado no Congresso, o presidente tem usado outros temas de apelo popular para a campanha. Se manifesta contra as bets, dizendo que, se dependesse dele, proibiria a jogatina, e anuncia que terá uma decisão sobre o assunto para dar mais segurança às famílias e evitar o endividamento. Ele tem se reunido com pessoas que se endividaram, perderam bens e família, e adoeceram com o vício em jogos. As pesquisas qualitativas da campanha reforçam o que pesquisas de opinião pública mostram: os eleitores querem melhor regulação ou o fim desse tipo de jogo.
Mas, para a campanha, diferentemente da medida popular do Bolsa Família, o cenário mais confortável é aquele em que o presidente critica as bets, mas não toma, por ora, nenhuma medida às pressas antes da eleição. A avaliação é que, nessa disputa ponto a ponto, o presidente não pode abrir flancos para ser criticado. Uma medida dura contra bets, sem todos os estudos de impacto necessários, abriria uma avenida para essas críticas.
O QG de Lula acompanha a opinião dos brasileiros sobre bets com atenção. Um monitoramento de redes feito ontem mostrou o impacto sobre eleitores da campanha "o fim do futebol", organizada pelos clubes contra uma eventual proibição das apostas. Pelos números do movimento digital em torno do tema, 76% defendem a proibição, contra 13% que a criticam. Chamado de "análise de opinião pública digital", o levantamento aponta que 24% dos argumentos dão conta de que o futebol pode sobreviver de outros recursos. Já 22% das postagens associaram as apostas a vício e endividamento.
Aposta em Vorcaro
A campanha segue na mesma toada do presidente: ataques diretos a Flávio Bolsonaro, explorando um veio percebido em pesquisas qualitativas de que o senador não inspira muita confiança. A ordem é tachá-lo de mentiroso, expor suas respostas falsas durante a história do filme "Dark Horse" e minar sua credibilidade.
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