Professora é afastada após associar Bolsonaro ao fascismo em escola de SP

Professora mencionou a extrema direita e a expressão "Deus, Pátria e Família". Em seguida, um aluno pergunta se é isso que defende o candidato Flávio Bolsonaro (PL). "Mesma coisa. É o que o Flávio Bolsonaro e os Bolsonaros querem fazer. Então, a gente corre o risco de entrar em uma era dessa, só de brancos e ricos."
A professora aponta quais alunos morreriam por causa da cor da pele. "Ia sobreviver pouca gente. Você ia morrer, pois você é parda [...] Ela não, ele não, pois é loirinho de olho claro", diz.
Para um aluno, ela fala em "pezinho na senzala". "Professora, então eu ia morrer, né?", pergunta a criança. "Claro que iria, você está lá com um pezinho na senzala", responde a professora. Quando outro estudante pergunta o que significa a palavra, ela diz: "É onde você estava... morava, né?".
A prefeitura confirmou o afastamento. Em nota, a administração informou que analisou as imagens da aula e que, "diante da gravidade do conteúdo", tomou as providências administrativas cabíveis.
O caso foi levado ao Ministério Público do Trabalho e à Vara da Infância e Juventude. Segundo a prefeitura, outras autoridades também foram acionadas. A prefeita mandou apurar o caso com rigor, e a administração afirmou que não tolera discriminação, intimidação ou constrangimento de estudantes.
A escola e a professora não foram identificadas. A prefeitura não divulgou em qual unidade aconteceu a aula nem o nome da servidora, e afirmou que a identidade dos alunos será preservada por envolver menores de idade. Por isso, o UOL não conseguiu localizar a defesa da professora. O espaço segue aberto para manifestação.
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