Face ao "desastre", Merz promete apenas reformas

“Os eleitores têm votado de forma consistente no centro-direita. O nosso objetivo é, claro, falar sobre coligações com a CDU a longo prazo, mas em nenhuma circunstância vamos abdicar das nossas posições”, elaborou Weidel, apontando os maus resultados que os conservadores têm tido como uma consequência, em parte, da aplicação de um “cordão sanitário” ao partido mais à direita.
Daniel Peters, o cabeça de lista da CDU na região, não fugiu, tal como Merz, aos números. As primeiras projeções davam aos conservadores apenas 5,5% dos votos, meio ponto percentual acima da margem mínima necessária para eleger. “É uma noite muito amarga para a CDU, um resultado catastrófico. Estamos a lutar pela sobrevivência”, declarou o líder, que falou aos apoiantes, “claramente abalado”, descreve a ZDF. Por volta das 23h locais, as projeções atualizadas com base nos votos já contados tinham atirado a CDU para os 4,9% e, portanto, para fora da assembleia.
A confirmação sobre se a CDU terá lugar na assembleia só deve chegar já na segunda-feira, mas o desfecho já é histórico, uma vez que ultrapassa o pior resultado alguma vez registado pelos conservadores. O título, até aqui, pertencia aos 9% conquistados nas eleições regionais de Bremen em outubro de 1951.
Contudo, nem o resultado “catastrófico” foi suficiente para levar a CDU a abandonar o “cordão sanitário” à extrema-direita, reafirmado por todos os partidos. As negas dos possíveis parceiros de coligação motivaram diferentes reações dos líderes da AfD. O cabeça de lista Enrico Schult exigiu “respeito e humildade” para negociar, enquanto o líder adjunto do partido na região, Thore Stein, atirou de volta: “não queremos governar com a CDU de todo”, gritou do púlpito montado em Schwerin, em pleno clima de festa.
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