Criminosos vendem acesso para apagar multas e mandados de prisão

Credenciais de servidores e magistrados podem ser usadas para inserir, alterar ou excluir ordens de prisão, afirmou a delegada Sabrina Leles. Informações erradas nesses registros poderiam levar uma pessoa inocente à prisão.
Dados vazados alimentam outros crimes
As comunidades envolvidas na venda de acessos também usam dados obtidos ilegalmente para chantagear e atacar vítimas. Uma dessas redes é conhecida como "The Com", conjunto de grupos interligados em diferentes países, cujos integrantes são, em muitos casos, jovens, segundo o FBI.
Em Belém, a Polícia Civil investigou grupos suspeitos de expor dados pessoais, vender credenciais e praticar outros crimes. Segundo a polícia, uma mulher foi presa em flagrante, acusada de compartilhar conteúdo de violência sexual online contra crianças e adolescentes.
Pesquisadores da Universidade Federal Rural da Amazônia monitoram anúncios de dados vazados que podem ajudar investigações policiais. O grupo encontrou 18 bilhões de dados expostos em 2026, incluindo logins, senhas, e-mails e CPFs.
O Ministério da Saúde e a Receita Federal afirmaram não ter identificado evidências de invasão ou comprometimento de seus sistemas. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Tribunal de Justiça de Santa Catarina e o governo do Paraná disseram reforçar controles de acesso e medidas de cibersegurança.
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