14h. Luís Montenegro condena a conjuntura internacional
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Informação. Jornal das Duas com a Laura Figueiredo. E Laura, o Papa Leão XIV vai ser operado nos próximos dias para remover um nódulo no pulmão. O anúncio foi feito esta manhã pelo próprio líder da Igreja Católica. O Vaticano adianta que a cirurgia está agendada para o início da próxima semana, mas sem especificar a data. O tempo previsto para a recuperação é de uma semana. Papa Leão XIV explica que o nódulo foi detectado recentemente pela equipa médica que o segue.
"Durante alguns exames de rotina, os médicos encontraram um nódulo circunscrito no meu pulmão. Foi detectado numa fase muito inicial e está bem localizado. Os médicos acreditam que é apropriado operar e, portanto, seguindo o conselho deles, decidi fazer uma cirurgia para o remover. A cirurgia está agendada para os próximos dias. Agradeço-vos e confio-me às vossas orações".
Papa Leão XIV, na Praça de São Pedro, no Vaticano. Não foi revelado se a operação vai obrigar alterações na agenda. O Papa tem prevista uma viagem entre 6 e 17 de novembro à América Latina. A cirurgia vai ser realizada no Hospital Gemelli, unidade de Roma que acolhe habitualmente os papas. Na análise, o médico pneumologista Carlos Rubalo Cordeiro explica os eventuais motivos que levam o Papa a precisar de fazer já uma cirurgia nas próximas semanas. O pneumologista diz que provavelmente trata-se de um nódulo detectado em fase inicial e, por isso, de pequenas dimensões.
A decisão é avançar já para uma cirurgia, porque provavelmente tem uma pequena dimensão. Não é só os nódulos de grande dimensão é que podem, com segurança, ser avaliados por biópsia. Eu não tenho outras informações sobre o tamanho do nódulo, as características morfológicas, a sua localização, que também, apesar de tudo, dão informação que pode ser relevante na perspetiva do maior risco de malignidade. Mas seja como for, esta é a decisão que tem que ser tomada.
Carlos Rubalo Cordeiro, diretor do Serviço de Pneumologia da Unidade Local de Saúde de Coimbra, adianta ainda que se trata de uma cirurgia de rápida recuperação e, por isso, acredita que o Papa vai conseguir manter a viagem que tem prevista à América Latina.
Hoje as cirurgias são menos invasivas, a abordagem é muito limitada, não são cirurgias tão pesadas como antigamente se fazia e, portanto, julgo que muitas das vezes uma semana é um tempo bom de recuperação para fazer viagem mais uma ou outra semana. Mas estamos a quatro semanas, se não me engano, dessa deslocação, portanto, julgo perfeitamente realizável.
Carlos Rubalo Cordeiro, em declarações à Rádio Observador. O médico pneumologista conta ainda que esteve em contacto com o diretor do Serviço de Pneumologia do Hospital Gemelli, local onde o líder da Igreja Católica vai ser operado. Diz que o hospital acredita que a cirurgia pode resolver o problema do Papa Leão XIV. Está marcado para amanhã um debate dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia sobre a escalada de tensão na região do Médio Oriente. Um anúncio feito pela chefe da diplomacia da União Europeia, na sequência do ataque dos houthis ao aeroporto de Riade, na Arábia Saudita. Uma publicação na rede social X. Kaja Kallas descreve o ataque como um chocante ato de terrorismo, desde que não há justificação para ataques indiscriminados contra civis e infraestruturas igualmente civis. Pelo menos 12 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas nesta ofensiva. Já a presidente da Comissão Europeia alerta que o ataque dos houthis ao aeroporto de Riade marca uma escalada perigosa da guerra no Médio Oriente. Ursula von der Leyen mostra solidariedade para com a Arábia Saudita e o povo saudita. Na rede social X, alerta que os ataques levados a cabo por aliados do Irão estão a conduzir a região a uma espiral de violência. Na análise da especialista em Relações Internacionais, Liliana Reis, fala numa nova frente de guerra para os Estados Unidos, tendo em conta que Riade é aliada de Washington.
Vai impelir, naturalmente, os Estados Unidos a intervir para a proteção do seu aliado, da Arábia Saudita. Nós podemos ter aqui uma frente, e deve merecer a preocupação dos europeus, que pode também comprometer, do ponto de vista da segurança marítima, o Estreito de Bab-el-Mandeb e também a navegação no mar Vermelho. Se nós já temos o Estreito de Hormuz bloqueado e que nos tem provocado, do ponto de vista económico, os constrangimentos que tem provocado, se porventura o Estreito de Bab-el-Mandeb também ficar condicionado, naturalmente que sairão daqui problemas adicionais.
Análise da especialista em Relações Internacionais, Liliana Reis, no gabinete de guerra da Rádio Observador. A Arábia Saudita anunciou, entretanto, uma operação militar em grande escala contra os houthis como resposta ao ataque. Donald Trump admite juntar-se às ações militares, visto que a Arábia Saudita é aliada dos Estados Unidos. Volodymyr Zelensky diz que a Ucrânia só vai parar de atacar refinarias de petróleo russas se Moscovo cessar os ataques contra as infraestruturas energéticas ucranianas. Uma declaração que surge depois de ontem Donald Trump ter dito que estava na altura de a Ucrânia ter um novo presidente e de ter também exigido a Zelensky que parasse os ataques contra as refinarias russas, para além de ter igualmente culpado a Ucrânia pela subida do preço do gasóleo. Ora, Volodymyr Zelensky diz que qualquer medida de desescalada deve ser recíproca e acompanhada de garantias concretas. Luís Montenegro condena a conjuntura internacional. Afirma que tem penalizado as economias e as pessoas. Declarações do primeiro-ministro na cerimónia que assinalou o centenário do município de São João da Madeira, em Aveiro. Ora Luís Montenegro salienta que o atual contexto internacional acarreta incerteza.
Nós temos de resolver nas próximas semanas, nos próximos tempos Esta insensatez de estarmos a penalizar as economias e as pessoas de uma forma geral, onde ninguém está a tirar partido, e resolver este impasse.
Montenegro afirma que resolver a questão dos combustíveis não é suficiente. Fala em fatores de instabilidade mundial, fruto de guerras políticas e comerciais, que precisam de ser resolvidas. O PS quer ouvir com urgência no Parlamento mais de uma dezena de entidades de alguns dos setores mais expostos ao aumento dos custos de energia. Os deputados do Partido Socialista querem fazer um diagnóstico e identificar eventuais medidas de apoio para combater o aumento dos preços. É o que se pode ler no requerimento enviado à Comissão Parlamentar de Ambiente e Energia. Ouvido pela Rádio Observador, Carlos Silva, presidente da Federação Portuguesa do Táxi, antecipa algumas das medidas que gostava de ver incluídas no orçamento.
Uma redução do ISV, um apoio ao combustível equivalente, como existe em outras atividades, como o transporte pesado de passageiros e as mercadorias, e não essas medidas avulsas. E depois, para evitar que fique tão dependente dos combustíveis, deveria se apoiar de uma forma mais rápida e, se calhar, mais incisiva sobre a descarbonização, para haver uma opção dos industriais pelos veículos elétricos.
O Observador falou também com o presidente da outra associação representativa do setor do táxi, a Antral. Florencio Almeida alinha pelo mesmo discurso, quer menos impostos.
O governo não é sensível, é baixar os impostos, por exemplo, do combustível, o IVA, que outros partidos já pedem. Não era demais, o governo está a arrecadar milhares de milhões de euros à custa do esforço do povo português. Isso é que não pode acontecer.
A crítica do presidente da Antral, Florencio Almeida, quer menos impostos aplicados aos combustíveis, por exemplo, o IVA. Já o porta-voz da Entram, André Matias de Almeida, diz que algumas medidas do governo ajudam, mas não resolvem o problema e, por isso, novas propostas são bem recebidas.
Qualquer medida, a Entram apresentou várias, como linhas de apoio ao financiamento, que possa de algum modo acomodar ou ter algum impacto relativamente à redução das fragilidades das tesourarias dessas empresas em face desses aumentos abruptos e imprevisíveis, que têm a ver com o preço dos combustíveis, são sempre muito bem-vindas.
Declarações do porta-voz da Entram em reação ao pedido de audição do PS para discutir o aumento do custo de vida. Laura Figueiredo com o Jornal das Duas.
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