Após desabamento, vereador quer apuração sobre situação de prédios em SP

O desabamento quebrou o vidro da fachada, o que fez com o que os trabalhadores percebessem o que estava acontecendo. "Quando eu vi o chão descendo, eu corri para o lado que tinha menos peso, imaginando que não cairia", relatou Matheus Freitas, que trabalha como arrumador no local. Matheus e mais três pessoas estavam no terceiro andar. Ele acrescenta que "se soubesse do risco, não teria entrado lá dentro".
Os trabalhadores também relatam que os rolos de tecido, empilhados do chão ao teto, ajudaram a sustentar parte da estrutura e impediram que o teto caísse diretamente sobre eles. "Se não fossem os tecidos, a maioria das pessoas ali morreria."
Um grupo de funcionários, que prefere não se identificar, afirmou que seus pertences, como celulares, dinheiro e chaves de casa, continuam no imóvel, dentro da área isolada pelas equipes de resgate. Os trabalhadores tentam autorização para recuperá-los, mas ainda não conseguiram acesso ao local. Sem os pertences, dizem, não têm como voltar para casa.
Uma pessoa que estava dentro do prédio no momento do desabamento relatou ao SP2, da TV Globo, que a estrutura começou a ceder quando ela chegou ao último andar. Segundo a testemunha, ela empurrou as pessoas que estavam à sua frente para conseguir sair do imóvel. "Foi um susto tremendo. Quando eu deixei os tecidos lá em cima, começou a desmoronar. Como eu consegui sair? Sendo astuto. Se o cara não for mais louco que um louco no meio de tudo aquilo desmoronando em cima de você, o cara ia ficar por lá mesmo. Se eu não saio empurrando o que tá na minha frente, eu ia morrer lá", declarou Felipe. Outro homem descreveu a situação como "apavorante".
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