França quer destravar proibição de redes sociais para menores de 15 anos e apresenta novo texto à UE
No fim de agosto, em carta enviada a Ursula von der Leyen, Emmanuel Macron defendeu um "texto europeu" que ampliasse a proibição para menores de 15 anos a toda a União Europeia. Para contornar os entraves jurídicos, a nova redação deixa de citar plataformas específicas e passa a focar em funcionalidades consideradas nocivas ou potencialmente viciantes para os jovens, como reprodução automática de vídeos, notificações noturnas e interação com contas desconhecidas, destaca o jornal francês Le Parisien.
O texto também prevê exceções para adolescentes de 13 a 15 anos mediante autorização dos responsáveis. A restrição às redes sociais se tornou uma das principais bandeiras de fim de mandato de Emmanuel Macron, que quer ver a medida implementada antes de deixar o Palácio do Eliseu, em maio de 2027, lembra o Le Monde. A França busca padronizar as regras em toda a União Europeia, enquanto a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prepara novas propostas para reforçar a proteção de menores no ambiente digital.
Regras adequadas
O governo optou por definir uma lista de funcionalidades problemáticas, em vez de nomear diretamente as plataformas afetadas, numa tentativa de compatibilizar a proposta com o direito europeu, destaca o Le Figaro.
A reportagem também destaca que Paris evita detalhar mecanismos adicionais de verificação de idade para não entrar em conflito com as normas europeias de proteção de dados. Além disso, o Executivo avalia transformar a medida em um projeto de lei do governo, considerado mais coerente do ponto de vista jurídico e com maiores chances de aprovação.
"Proteger os menores de 15 anos no ambiente digital não significa abrir mão de suas liberdades. Significa estabelecer regras adequadas à sua idade e exigir que as plataformas previnam os riscos desde a concepção de seus serviços", afirmou a alta-comissária para a Infância, Sarah El-Haïry, ao justificar a nova versão do texto.
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