Lula não vai procurar Trump e diplomatas dizem que Flávio é 'página virada'
O presidente Lula disse a interlocutores que não vai procurar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nem para explicar o processo eleitoral brasileiro, nem mesmo para pedir que o norte-americano reconheça o resultado das eleições.
Nas palavras de um integrante do governo, todo gesto diplomático importa, e a avaliação atual é que uma busca por Trump pode passar a ideia de "fragilidade do governo".
O entendimento é que Lula saiu mais forte da eleição e não depende de aval dos Estados Unidos para governar o país. Nesta quinta-feira (29), Trump disse que conversaria com Lula. A Casa Branca, no entanto, ainda não teria procurado o Itamaraty.
Lula aceitará conversar com o presidente norte-americano, mas não pretende abordar a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo um diplomata ouvido sob reserva, Flávio é "página virada" e não será o governo quem vai dar voz ao parlamentar.
Como mostrou o Painel, a ordem dentro do governo é ignorar Flávio e não dar voz ao adversário que sequer reconheceu o resultado das eleições de domingo (25).
Segundo o jornal americano The New York Times, Flávio contou com a ajuda de integrantes do governo Trump para fugir do Brasil.
Mesmo assim, o governo brasileiro pretende manter a relação comercial com os Estados Unidos, incluindo as negociações sobre tarifas e adotar uma postura pragmática.
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