Inquirer EntertainmentSue Ramirez mourns mom Chit’s deathוואלהמאיומי מלחמה ל"חניקה ממושכת": כך השתנתה האסטרטגיה של טראמפ - שעוררה לעג בטהרןPunchLa Liga: How I convinced Vini Jr to stay at Madrid – MourinhoBollywood HungamaKangana Ranaut backs Isha Koppikar after the latter calls herself an ‘andhbhakt’: “I love my country I love my people”The Jerusalem PostFormer Mossad chief Yossi Cohen takes on new role at Japanese investment firmDaily MaverickWHAT’S COOKING: Boerewors: Vinegar, spice and everything niceUOLEmpresário de AL declara R$ 30 milhões em dinheiro vivo; veja rankingInquirerFreebies lead to alleged serial thief’s arrest in Quezon CityVariety‘House of the Dragon’ Directing Mentorship Alum Marcus Anthony Thomas Sets Cast for British Psychological Thriller ‘Cast Me!’ (EXCLUSIVE)Il Fatto QuotidianoFece cadere anziana per rapinarla in metro e 82enne finì in ospedale, fermato un 41enne. Il video dell’assaltoDaily MailFowl play! The judge, his peacocks, and locals who can't stand the noise any moreBBC NewsKyrgios provisionally suspended after positive test
The Daily Newsstand · Free, Always
Wednesday, August 19, 2026

24% das empresas não sabem impacto da reforma tributária, aponta levantamento

Translate

Praticamente uma em cada quatro empresas ainda não simulou os impactos financeiros da reforma tributária, que começou a ser implementada em 2026 e irá até 2033, quando haverá a completa substituição dos tributos atuais por dois novos: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), federal, e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de competência de estados e municípios.

É o que aponta levantamento realizado em maio e junho pela Roit, companhia especializada em soluções para gestão tributária, que ouviu 70 diretores e gestores das áreas financeira, fiscal e de tecnologia de médias e grandes empresas inseridas em sua base. Somadas, as receitas dessas empresas ultrapassam R$ 2 trilhões por ano —o equivalente a cerca de um quinto do PIB.

A sondagem revela que 37% dos entrevistados ainda não avaliaram o impacto da reforma no seu capital de giro, considerando, especialmente, os efeitos do split payment, novo mecanismo de arrecadação tributária em que o tributo é recolhido no mesmo momento do pagamento.

E 34% das empresas não têm ideia sobre se os preços finais de seus serviços e produtos estarão iguais, mais caros ou mais baratos em 2027, com a cobrança dos novos tributos. Além disso, 27% delas também não sabem se sua margem de lucro tende a aumentar, diminuir ou permanecer neutra no mesmo ano.

A maior parte das empresas que já tentou calcular os efeitos financeiros da reforma fez isso apenas de maneira preliminar. Segundo o levantamento, 49% estão nessa situação. Outros 19% fizeram simulações com dados estruturados e apenas 9% chegaram a uma análise detalhada por item e fornecedor.

Os dados revelam como boa parte das empresas ainda não tem clareza dos impactos da reforma, o que, segundo a Roit, pode trazer riscos relevantes. "A avaliação do capital de giro (split payment), a adequação de TI e a revisão contratual ainda estão em fase inicial na maior parte das empresas, e a percepção sobre a reforma está dividida entre risco e oportunidade, com leve predominância da visão de riscos", afirma o estudo.

A própria preparação tecnológica dos entrevistados ainda é incerta. Apenas 1% das empresas consultadas considera que sua área de TI está pronta para conviver com os dois sistemas tributários entre 2026 e 2033 —já que CBS e IBS passarão a ocupar gradualmente o espaço de PIS, Cofins, IPI (em parte), ICMS e ISS.

Outros 40% ainda estão em planejamento; 31% já iniciaram adequações; 14% dizem não estar preparados e 13% ainda não discutiram o assunto.

A indefinição também aparece na área jurídica: 37% das empresas ainda não revisaram contratos com clientes e fornecedores considerando as novas regras, enquanto 36% estão apenas começando a fazer esse trabalho. Só 20% já fizeram uma revisão parcial e 7% estão assinando aditivos.

A revisão dos contratos pode ser relevante para companhias que terão de renegociar preços, responsabilidades tributárias e condições comerciais durante o período de transição.

A dificuldade de estimar os efeitos aparece também na formação de preços: 46% das companhias esperam que seus produtos e serviços fiquem mais caros em 2027, enquanto 11% acreditam que os preços permanecerão iguais e 9% projetam redução. A parcela que ainda não sabe como os preços irão se comportar chega a 34%.

No que se refere às margens de lucro, 30% das empresas acreditam que a rentabilidade tende a diminuir com a entrada do IBS e da CBS, enquanto 20% esperam aumento e 23% projetam estabilidade. Outros 27% não conseguem estimar qual será o efeito.

"A percepção de risco sobre margens supera a de oportunidade: mais da metade das empresas está insegura ou pessimista quanto à rentabilidade futura", afirma o estudo.

FolhaJus

A newsletter sobre o mundo jurídico exclusiva para assinantes da Folha

A incerteza também chega ao caixa. Na sondagem, 41% das empresas afirmam ter avaliado apenas superficialmente os efeitos do split payment sobre o capital de giro e 37% ainda não fizeram qualquer avaliação. Apenas 10% já analisaram o impacto utilizando dados reais e 11% afirmam estar ajustando sua estratégia financeira.

Isso significa que 78% das empresas ou não avaliaram o efeito sobre o caixa ou fizeram apenas uma análise superficial. Para a Roit, o resultado indica um risco de impacto ainda não mapeado pelas empresas, uma vez que o split, ao recolher o tributo no momento da operação, pode alterar a dinâmica financeira das companhias a partir da indisponibilidade do dinheiro correspondente ao tributo no caixa.

A falta de clareza, contudo, não está restrita à própria empresa: 82% dos entrevistados consideram que seus principais fornecedores não estão ou estão pouco preparados para a reforma. Desse total, 56% classificam os fornecedores como pouco preparados e 26% dizem que eles não estão preparados. Outros 19% consideram que os parceiros comerciais estão moderadamente preparados.

A preocupação com os fornecedores ocorre porque a adaptação ao novo sistema depende também das informações e dos documentos produzidos ao longo da cadeia, já que a reforma altera a forma de apuração dos novos tributos e o aproveitamento dos créditos, o que aumenta a importância da correta classificação das operações e da documentação fiscal.

Apesar do grau de incerteza, a reforma é vista como uma mudança capaz de alterar a posição das companhias no mercado: 33% acreditam que talvez haja mudança em seu posicionamento competitivo, 27% dizem que isso provavelmente ocorrerá e 23% afirmam que ocorrerá com certeza. Apenas 17% não esperam alterações. Ao todo, 83% enxergam alguma possibilidade de mudança.

Já a percepção sobre a própria reforma está dividida. Para 40% dos entrevistados, ela representa um risco maior que uma oportunidade, e 14% a classificam como risco. No outro campo, 26% veem uma oportunidade maior que o risco e 20% consideram a mudança uma grande oportunidade estratégica. Assim, 54% têm uma percepção predominantemente de risco, contra 46% que enxergam algum grau de oportunidade.

LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

View the original on UOL

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.