Justiça do Peru decreta prisão de suspeito de recrutar combatentes para a Rússia
Pinto é acusado de ter enviado à Rússia um homem identificado como Julio Salazar, que morreu no front de batalha em abril, assim como outros três peruanos que sobreviveram.
"Pinto teria coordenado, financiado e facilitado o transporte internacional de Salazar e de outras vítimas, em março de 2026, para que trabalhassem como pessoal de segurança em uma base militar na Federação Russa", com a promessa de salários de US$ 2.300 mensais, afirma a Promotoria.
Em abril, a embaixada da Rússia no Peru reconheceu, em comunicado, a existência de peruanos que assinaram contratos para prestar serviço militar nas Forças Armadas do país. A representação diplomática, no entanto, alegou que as decisões foram voluntárias e respeitaram a legislação russa.
Vários países afetados
Um relatório da Anistia Internacional publicado em setembro afirma que a Rússia recrutou, por meio de fraude, milhares de pessoas de países de baixa renda, incluindo cidadãos do Brasil, da Colômbia, de Cuba, do Sri Lanka e da África do Sul.
As Promotorias do Peru e da Bolívia mantêm investigações abertas sobre esses esquemas em seus respectivos países, enquanto o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia afirma ter recebido mais de 800 relatos de cidadãos colombianos em situação semelhante.
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