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Friday, October 2, 2026

Cachorro comunitário é morto a tiros por policial no PR e caso gera revolta

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Cachorro comunitário é morto a tiros por policial no PR e caso gera revolta

Autor De acordo com a PM, durante o atendimento, o animal também apresentou comportamento agressivo contra um dos policiais, que efetuou os disparos - Foto: Arquivo Pessoal

Um cachorro comunitário morreu após ser baleado por um policial militar no fim da tarde de terça-feira (29), nas dependências do Hospital São Rafael Arcanjo, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo o boletim de ocorrência, o animal foi atingido por três disparos depois de latir dentro do hospital.

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A Polícia Militar informou no boletim de ocorrência que foi acionada para atender uma ocorrência de omissão de cautela na guarda de animal. Segundo a corporação, funcionários e outras pessoas que estavam no hospital relataram que o cachorro apresentava comportamento agressivo e já teria tentado atacar pacientes e funcionários.

De acordo com a PM, durante o atendimento, o animal também apresentou comportamento agressivo contra um dos policiais, que efetuou os disparos. A corporação afirma que o uso da força ocorreu para interromper o ataque.

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Moradores e comerciantes que mantinham contato com o cachorro, porém, contestam a versão. Segundo eles, o animal estava na região havia cerca de 20 dias e era alimentado por pessoas que trabalhavam e moravam nas proximidades. Eles afirmam que não haviam presenciado comportamento agressivo.

Na quarta-feira (30), moradores realizaram um protesto em Colombo para questionar a atuação da Polícia Militar.

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"Ele é um cachorro extremamente dócil, querido. Ele estava sendo alimentado por comerciantes da região e moradores também. Houve um evento no bosque da uva, no qual ele interagiu super bem com pessoas e crianças. O que a gente não consegue entender é essa brutalidade. Sem contar o perigo também, de três disparos dentro de uma recepção, com pessoas ao redor. Nós queremos justiça por esse cachorro", afirmou uma das participantes do protesto.

O serviço de Ambulância Animal da Prefeitura de Colombo foi acionado e esteve no hospital, onde constatou a morte do animal.

Prefeitura havia recebido pedido para recolher o cão

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou que recebeu, na terça-feira (29), uma solicitação para recolhimento do cachorro. A equipe de médicos-veterinários avaliou fotos e vídeos enviados por WhatsApp e considerou que o animal apresentava aparência geral compatível com boas condições de saúde e condição corporal adequada.

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A secretaria também informou que o animal não apresentava agressividade na avaliação feita a partir das imagens.

Inicialmente, a Prefeitura havia informado que não tinham sido identificados elementos que justificassem tecnicamente o recolhimento. Em nota enviada nesta quinta-feira (01), esclareceu que a orientação era aguardar a chegada de um técnico para avaliação presencial e adoção das providências necessárias.

Segundo o diretor da Secretaria de Meio Ambiente, Robério Marcolino Filho, a equipe não chegou a ir ao hospital antes da ocorrência com a Polícia Militar.

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"A gente viria fazer a avaliação em local desse cão. Recebemos o chamado, passou pela avaliação do médico veterinário para definir a prioridade. Foi definido como algo urgente, porque estava dentro de um hospital, que é um lugar de grande circulação de pessoas, mas nós tínhamos mais emergências para atender", detalhou.

A Secretaria informou ainda que, no momento da ocorrência, chovia e a ambulância destinada ao atendimento de animais estava em outra ocorrência. O veículo era o único disponível no município para esse tipo de serviço.

Segundo a secretaria, antes da conclusão do atendimento técnico, a Polícia Militar foi acionada por funcionários do hospital. A Prefeitura afirma que não tinha conhecimento prévio de que a PM seria chamada.

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O diretor também explicou que animais acuados podem reagir de diferentes formas.

"Infelizmente, quando o animal se vê acuado, ele pode ter dois tipos de reação: ou ele foge, ou ele ataca. Se ninguém mexe com o animal, é muito raro o animal atacar", explicou.

A Secretaria de Meio Ambiente informou que encaminhará as informações do caso ao Ministério Público para conhecimento e adoção das medidas cabíveis.

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O Hospital São Rafael Arcanjo informou que o animal não tinha vínculo com a instituição ou com os funcionários. Segundo o hospital, as forças de segurança foram acionadas para auxiliar no manejo do cachorro.

A unidade afirmou ainda que nenhum paciente esteve envolvido na ocorrência.

O que diz a Polícia Militar

Em nota, a PMPR informou que o caso será apurado por meio de um procedimento administrativo. Leia o comunicado na íntegra:

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"A Polícia Militar do Paraná (PMPR) informa que, nesta terça-feira (29), foi acionada para o atendimento de uma ocorrência de omissão de cautela na guarda de animal, na cidade de Colombo, região Metropolitana de Curitiba.

No local, solicitantes acionaram a Polícia Militar devido à presença de um cachorro que apresentava comportamento agressivo contra as pessoas que buscavam atendimento em um hospital.

Testemunhas relataram, ainda, que o cão permanecia nas proximidades desde o dia anterior (28/09) e já havia tentado atacar funcionários e pacientes. Segundo o relato do boletim de ocorrência, durante o atendimento, o cachorro também apresentou comportamento agressivo contra um dos policiais, sendo necessário o uso da força para cessar o ataque do animal.

Diante dos fatos, a Defesa Animal do município de Colombo foi acionada, enviando uma unidade de resgate ao local, onde a equipe técnica responsável realizou o recolhimento e a destinação adequada do animal.

Por fim, a Polícia Militar esclarece que todas as circunstâncias que envolveram essa ocorrência serão apuradas por meio do procedimento administrativo cabível ao caso."

Nota do Hospital São Rafael Arcanjo

"O Hospital São Rafael Arcanjo, em Colombo, lamenta profundamente o incidente ocorrido com um cão na área externa das suas dependências.

O hospital condena veementemente qualquer ato de crueldade e violência contra animais, reafirmando que o respeito à vida e à dignidade é parte de seus princípios institucionais.

Esclarecemos que o animal não possuía qualquer vínculo com o hospital ou com seus colaboradores. As forças de segurança pública foram acionadas para auxiliar no manejo do cão, mas, infelizmente, a intervenção resultou em um incidente lamentável e inesperado. Nenhum paciente esteve envolvido na ocorrência.

O Hospital São Rafael Arcanjo reitera seu compromisso com a ética, a responsabilidade e o respeito. O caso segue sob a condução exclusiva dos órgãos competentes, e esperamos que as autoridades responsáveis tomem as medidas cabíveis para a apuração dos fatos."

Secretaria de Meio Ambiente de Colombo afirma que foi acionada e não sabia que a PM estava no local; leia a nota

"A equipe de médicos-veterinários da Secretaria de Meio Ambiente avaliou a situação do animal a partir de fotos e vídeos encaminhados via WhatsApp.

Na avaliação técnica, o animal apresentava aparência geral compatível com boas condições de saúde e condição corporal adequada. E não apresentava agressividade.

A orientação foi: aguardar a chegada de um técnico para uma avaliação presencial e a adoção das providências cabíveis. Na triagem, a situação foi classificada como emergência, e não como urgência.

No momento da ocorrência, estava chovendo e a ambulância destinada ao atendimento de animais estava em outra ocorrência, sendo o único veículo disponível no município para esse tipo de atendimento.

Antes da conclusão do atendimento técnico, a Polícia Militar foi acionada por funcionários do hospital. A Prefeitura não tinha conhecimento prévio de que a PM seria acionada."

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) não informou se abriu investigação sobre o caso.

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