Empresa que teria feito festa para Flávio deve R$ 4 milhões à União por fraude em vacina
A Precisa Medicamentos, que foi punida pela atuação na pandemia e condenada a pagar R$ 3,8 milhões após suspeitas de fraudes no contrato da vacina Covaxin, não quitou o débito até hoje. O valor foi inscrito na dívida ativa da União e chega a R$ 4,2 milhões em valores atualizados.
A empresa chegou a ser alvo de uma operação da PF (Polícia Federal) por causa das fraudes nos contratos com o Ministério da Saúde na gestão de Jair Bolsonaro. O prejuízo poderia chegar a R$ 500 milhões. Mais tarde, os contratos foram rescindidos.
O então dono da empresa, Francisco Maximiano, e Danilo Trento, diretor institucional, tentaram estreitar relações com o governo por meio do senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo a revista Piauí, Flávio participou de uma festa com os lobistas e garotas de programa em uma lancha, em Brasília.
Em 2024, a CGU (Controladoria-Geral da União) concluiu um processo administrativo e decidiu por punir a empresa ao estabelecer uma multa de R$ 3,8 milhões, além da proibição de contratar com o poder público.
O relatório, à época, afirmava que a Precisa teria fraudado a licitação com documentos com indícios de montagens, apresentado procuração forjada e falsa, além de faturas com informações de cobrança em desacordo com os termos firmados.
A empresa ainda acumula outras dívidas com a União. No total, deve R$ 5 milhões, entre débitos tributários e não tributários.
O Painel não conseguiu contato com a empresa.
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