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Thursday, October 29, 2026

Cotado para vaga na F1, americano ganha chance na Cadillac mesmo com ano ruim na Fórmula 2

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A Cadillac anunciou que Colton Herta participará novamente de um 1º treino livre na temporada. O americano irá à pista na sexta-feira (30), na preparação para o GP do México de F1, que será disputado no domingo (1), no Circuito Hermanos Rodríguez. Com isso, o piloto de 26 anos deve ficar a apenas 24 voltas, cerca de 100 quilômetros, do último ponto que falta para conseguir a sonhada superlicença. Com o documento, Herta é um dos favoritos a ocupar a segunda vaga da Cadillac para 2027 – Sergio Pérez já garantiu a primeira.

Colton Herta vive temporada difícil na F2. Inclusive, bateu no final da classificação para corrida na Espanha

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O plano de cumprir os pontos da carteira especial para pilotar na F1 usando os treinos livres teve que ser ampliado pelo fato de Herta não terminar o campeonato da Fórmula 2 entre os melhores colocados. Em Austin, onde também participou do TL1 pela Cadillac, o americano foi perguntado pelo ge.globo sobre as dificuldades que encontrou na categoria de acesso e respondeu com sinceridade.

– Sobre a F2, talvez eu tenha mais perguntas do que quando entrei na categoria. Fiquei bem desapontado com tudo. Acho que vou provavelmente parar por aqui, estou apenas desapontado com a forma como o ano correu. Não tem sido nada bom, porque, sempre que estou lá (na F2), parece que é de uma forma, mas aí quando piloto o carro de F1, é diferente. Então, eu realmente não sei. Há muito mais perguntas do que respostas.

Colton Herta no GP dos EUA da F1 2026 — Foto: Kym Illman/Getty Images

Com apenas 26 pontos, Herta ocupa a 19ª colocação no campeonato de F2, que ainda prevê no calendário as etapas de Catar e Abu Dhabi. O brasileiro Rafael Câmara lidera a tabela – e já tem contrato assinado para correr com a Haas a partir de 2027.

Apesar das dificuldades em 2026, Herta também destacou pontos positivos da F2:

- Você corre nos mesmos finais de semana da F1 e entende o andamento das atividades. Especialmente, com o que vivenciei neste ano, você passa a entender o quão ruim é o trânsito para as corridas de F1 e quão cedo e tarde tem que sair para a pista. É importante porque você está aqui, é notado e está sob os olhos das equipes de F1. Elas veem em primeira mão o que você pode fazer. Você está correndo nas mesmas pistas em que vai correr no futuro, o que é uma grande vantagem, e foi o principal motivo pelo qual eu vim para cá. E você está simplesmente imerso nisso e torna a transição mais fácil do que vir da Indy, por exemplo.

Colton Herta se prepara para ir à pista com a Cadillac no primeiro treino livre em Austin, no Texas — Foto: James Sutton/LAT Images

Conversando com jornalistas no paddock após acelerar com a Cadillac no treino livre 1 em Austin, Herta preferiu não comentar sobre seus pontos da superlicença e também sobre o futuro para 2027.

- Para ser sincero, para mim, além de fazer um bom trabalho, dar um bom feedback e ser rápido, isso é tão importante quanto todo o resto neste momento. Então é super importante somar esses pontos quando pode. Foram tantos anos pensando e me preocupando com a superlicença, que eu deixo que outras pessoas façam isso por mim. Meu objetivo é estar na F1, chegar lá o mais rápido possível com a Cadillac, com a GM, com a TWG. É aqui que eu quero estar, então estou focado em tentar chegar o mais rápido possível. Vou saber nas próximas semanas o que vai acontecer para mim no ano que vem.

Em Austin, Herta também pôde comparar o estilo de pilotagem de um carro da Fórmula 1 ao de um veículo da Indy, já que o piloto americano teve sua primeira vitória justamente no Circuito das Américas.

- No geral, as linhas de traçado são muito parecidas. A forma como você aborda a pista e ataca é muito parecida, mas o carro parece diferente. Mas acho que em termos de pilotagem é muito próximo do que você encontraria, pelo menos em baixa velocidade, com a IndyCar, o que você precisa fazer e como precisa maximizar isso. Então, há algumas semelhanças ali que meio que ajudam no processo de aprendizado.

Vitória de Colton Herta no Circuito das Américas em 2019 fez dele o vencedor mais jovem da IndyCar — Foto: Allan Hamilton/Icon Sportswire via Getty Images

Caso consiga a vaga de titular da Cadillac, Herta concretizará um antigo sonho da F1 de ter um piloto americano.

Nas últimas décadas, quatro representantes dos Estados Unidos correram na categoria (Michael Andretti, Scott Speed, Alexander Rossi e Logan Sargeant), mas sem sucesso. Apesar disso, a popularidade do esporte disparou em território americano, como Herta explicou ao ge.globo.

- Todo mundo sabia sobre a F1 nos Estados Unidos antes. As pessoas talvez só não entendessem tanto quanto agora. Elas sabiam o que era um carro de F1, mas agora conhecem os pilotos, muitas das equipes, as corridas e onde elas ocorrem. Esse lado da popularidade explodiu, e muito mais pessoas sabem mais sobre a F1 do que antes. A categoria conseguiu um grande ressurgimento nos EUA, e é incrível de ver. Obviamente, sou suspeito para falar, mas eu adoro as três corridas americanas. Quando eu era criança, se tivessem três corridas de F1 nos EUA, seria muito legal. Estaria pedindo ao meu pai para ir nas três.

Com Herta em ação no 1º treino livre, a próxima etapa da temporada da F1 ocorrerá no México. O GP será disputado no domingo, com transmissão ao vivo do sportv3. O ge.globo acompanhará em tempo real todas as atividades de pista.

Infos e horários GP do México de F1 2026 — Foto: Infoesporte

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