Retomadas buscas após naufrágio que deixou 129 desaparecidos

As autoridades indonésias retomaram esta segunda-feira as operações de socorro para tentar salvar 129 pessoas desaparecidas após o naufrágio de um ferry que ligava as ilhas de Java e Bornéu, num acidente que já provocou pelo menos seis mortos.
O Virgo Transport 8 transportava 213 passageiros e 30 tripulantes e tinha partido no sábado de Surabaya, em Java, rumo a Banjarmasin, no Bornéu, perdendo contacto na madrugada de domingo. O chefe da agência nacional de busca e salvamento, Mohammad Syafii, confirmou seis mortos, 129 desaparecidos e 108 sobreviventes.
Cinco aeronaves e 17 navios, incluindo unidades da marinha, foram mobilizados para as operações, que se concentram em seis setores delimitados, com prioridade para localizar vítimas à superfície.
Mergulhadores e drones subaquáticos serão usados para procurar no interior e em redor da embarcação, já localizada.
Segundo o ministro dos Transportes, Dudy Purwagandhi, o ferry não estava sobrelotado, transportando menos passageiros do que a capacidade máxima de 500, mas enfrentou um mar agitado com ondas superiores a 2,5 metros.
Os acidentes marítimos são frequentes na Indonésia, arquipélago com mais de 17.000 ilhas dependente das ligações por mar, devido a normas de segurança insuficientes e condições meteorológicas imprevisíveis.
Em 2018, mais de 150 pessoas morreram afogadas quando um ferry naufragou num dos lagos mais profundos do mundo, na ilha de Sumatra, num dos piores acidentes deste tipo na história recente do país.
Na semana anterior, perdeu-se o contacto com uma lancha rápida com oito pessoas a bordo junto ao vulcão Anak Krakatau, incluindo cinco jornalistas, estando as buscas ainda em curso.
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