Milícia e avião de Vorcaro atrapalham menos Flávio que o 'já ganhou'

Eu reputo que essa notícia do jatinho, embora irônica - porque tinha se acusado o Alexandre de Moraes de ter voado no mesmo jato -, mostra que é um jato extremamente democrático. Para mim, a pior notícia foi a revelação de que o Flávio Bolsonaro enviou uma emenda de praticamente R$ 200 mil do meu, do seu, do nosso dinheiro, para um projeto de um instituto lá na Zona Oeste do Rio de Janeiro, a pedido de um miliciano condenado no crime do assassinato da Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes - não como quem matou, mas quem comprou a metralhadora que os matou.
José Roberto de Toledo
Bilenky detalha que o jato citado no noticiário é um Legacy 650, da Embraer, com capacidade para até 13 passageiros e alcance de mais de 7 mil quilômetros - o que permite viagens longas sem escala.
Segundo ela, a revista Piauí relatou que Flávio Bolsonaro e familiares voltaram da Flórida em janeiro de 2025 em um "jatão" no qual, à época, um terço das cotas estaria ligado a empresas associadas a Vorcaro.
É legal a resposta do Flávio sobre esse assunto. Ele tentou ser engraçado, mas ela é reveladora. Porque acha que o criminoso, o Vorcaro, é menos grave do que o juiz que julga o criminoso. Na cabeça dele, tudo bem voar no avião do Vorcaro, o problema seria se fosse no avião do juiz.
José Roberto de Toledo
Na sequência, Bilenky afirma que a Folha de S.Paulo mostrou que Flávio usou um apartamento de quase 160 m² na Vila Nova Conceição, em São Paulo, para atividades de campanha. O imóvel, diz ela, pertence ao advogado Willer Tomaz.
No detalhamento de Thais sobre a operação de compra e venda do apartamento, antes de chegar a Tomaz, o imóvel teria sido comprado por R$ 5,5 milhões e vendido dez meses depois por R$ 3,5 milhões, com perda de R$ 2 milhões, no dia em que o vendedor foi preso.
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