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Saturday, October 10, 2026

Lula dramatiza com IA criança levando arma à escola, e Flávio adota tom de eleito na TV

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Na retomada da propaganda eleitoral de TV, nesta sexta-feira (9), os presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adquiriram, embora explorando os mesmos temas anteriores, tons distintos. Os resultados do primeiro turno fizeram o presidente adotar discurso de virada, enquanto o senador assume posição de vitorioso.

"A gente não está começando aqui uma nova campanha no segundo turno. Estamos dando um passo final para um futuro que já começou", diz Flávio Bolsonaro na propaganda televisiva que marca o início do segundo turno para as eleições presidenciais, na qual o senador terminou à frente do adversário.

Ao repetir os mesmos motes, a campanha de TV do filho de Jair Bolsonaro mostra que manterá estratégia de reforçar necessidade de mudança e temas como endividamento e violência urbana. Em tom esperançoso e positivo, evitando citar o nome do atual mandatário, Flávio diz que o Brasil já está do mesmo lado, trazendo a polarização como página virada.

"Vocês escolheram o novo Brasil", diz o candidato, que, em seguida, repete propostas de "tesouraço" nos impostos, voucher creche e câmeras nas ruas, com o programa Smart Brasil, referência ao Smart Sampa, da capital paulista.

O candidato encerra o episódio pedindo cuidado com as fake news, e diz que não cortará o programa Farmácia Popular, o Minha Casa, Minha Vida, que promete manter com uma prestação menor, e o Bolsa Família, programa marca do PT cuja manutenção continuaria, segundo ele, com reajuste inclusive para pessoas empregadas.

O presidente Lula, por outro lado, aproveitou o primeiro programa da TV para repetir a aposta de denúncias contra o bolsonarismo.

Em dramatização gerada por IA, um pai sorri para o filho enquanto limpa um revólver na sala de casa —uma bandeira do Brasil ao fundo sugere indicar que se trata de um bolsonarista. De uniforme escolar, o menino em seguida abre uma gaveta, onde encontra um revólver.

O menino chega à escola segurando a mochila como se quisesse esconder algo que está dentro dela. Ao entrar na sala de aula, a imagem fica toda preta e se ouvem um tiro de revólver e gritos.

"Os Bolsonaros colocaram mais de um milhão de armas nos lares brasileiros", avisa o narrador durante a dramatização. "Com Flávio Bolsonaro, sua família perde", segue, acompanhada por reportagem da Folha sobre a agenda armamentista de Flávio, além de uma imagem do senador segurando uma arma.

Em seguida, a campanha usa o vídeo real de uma criança segurando um suposto revólver, em cima de um carro, durante comemoração da vitória no 1º turno de Flávio Bolsonaro (PL) em Parnamirim, no Rio Grande do Norte. O programa termina em tom de denúncia: "uma criança não pode passar por isso".

O programa de Lula (PT) começou com uma imagem de Flávio na forma de uma marionete. Neste segmento, o adversário do petista é criticado pelo seu plano de "tesouraço".

Em seguida, surgem manchetes e destaques de jornais de TV sobre cortes feitos durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), como um corte de 59% no programa Farmácia Popular, cortes no Minha Casa Minha Vida, redução de verba para pesquisas contra o câncer, veto de reajuste de verbas para merenda escolar.

Diferentemente do que aconteceu na estreia no primeiro turno, a primeira-dama Rosângela Silva, a Janja, não apareceu no vídeo. O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), surge rapidamente, no formato vídeo-selfie.

A desvantagem do presidente na corrida presidencial fez com que petistas e aliados não escondessem desconforto com o excesso de exposição da primeira-dama. Na terça-feira (6), petistas aplaudiram a ex-senadora Kátia Abreu (PT) ao defender "menos Janja e mais Alckmin" durante o segundo turno da eleição presidencial.

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