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Wednesday, October 14, 2026

TSE derruba post contra Flávio, mas libera peça sobre cobranças a Vorcaro

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O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu por unanimidade, nesta terça-feira (13), manter a retirada de um post que ligava Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao crime organizado, mas liberou a republicação, em separado, do material que cita cobranças de valores a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, pelo senador.

O julgamento tratou de representação do PL contra os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG), autores de duas publicações no Instagram feitas em junho, durante a pré-campanha.

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Uma delas era um carrossel de 12 imagens, sob a chamada “Flávio Bolsonaro e relações com o crime organizado”, com referências a Vorcaro, ao deputado estadual TH Joias, ao ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar, a milícias e ao Comando Vermelho. A outra trazia uma montagem com a frase “A seleção do crime organizado está escalada. E Flávio Bolsonaro é o técnico”.

Em junho, o relator, ministro André Mendonça, havia mandado remover os dois conteúdos em decisão liminar. Ele afirmou que as peças extrapolavam a crítica política ao atribuir a Flávio ligação com a criminalidade sem “lastro mínimo”.

Nesta terça, o ministro Floriano de Azevedo Marques propôs separar as imagens que associavam diretamente o senador a organizações criminosas daquelas "apoiadas em fatos já divulgados".

Entre as consideradas lícitas, citou uma que menciona áudio em que Flávio cobra valores de Vorcaro. Como mostrou a CNN, as tratativas envolviam o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro (PL). Para Floriano, esses conteúdos podem integrar o debate eleitoral por terem base em fatos conhecidos e divulgados pela imprensa.

O ministro considerou irregulares a peça que chamava Flávio de “técnico da seleção do crime organizado” e as demais que o vinculavam diretamente a facções e milícias. Como todas foram postadas num único carrossel no Instagram, defendeu a retirada integral, mas ressalvou que as peças lícitas podem ser republicadas individualmente.

Mendonça ajustou o voto para incluir a ressalva, e os demais ministros o acompanharam. Na prática, os deputados podem voltar a publicar, em separado, os conteúdos validados pelo tribunal, inclusive os que mencionam Vorcaro.

"Consultores de carrossel"

O ministro Dias Toffoli votou com o relator pela retirada do carrossel, mas criticou a ideia de o tribunal indicar o que pode permanecer numa publicação. “Se há postagens que, no seu contexto, têm ilicitude, ela toda cai”, disse.

“Nós estamos virando consultores de carrossel, que é esse apelido que têm dado a esses fatiamentos. Nós não somos consultores. Estamos a dez dias de campanha. Vamos ter que decotar cinco segundos de uma propaganda? Aí realmente não tem sentido. Então, ou cai toda a propaganda ou não cai”, afirmou.

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