Renato Meirelles analisa por que a classe C valoriza cada vez mais o próprio tempo

No Provoca, Renato Meirelles, fundador do Instituto Locomotiva e autor do livro Brasil da Maioria: 25 Anos de Classe C, analisa como as prioridades da classe C mudaram nas últimas décadas.
Em conversa com Marcelo Tas, ele explica por que ter autonomia sobre o próprio tempo ganhou importância e deixou de ser apenas uma questão de salário ou estabilidade no emprego. Segundo Meirelles, a pandemia evidenciou a diferença entre quem podia trabalhar de casa e quem precisava continuar nas ruas, nos supermercados, nas farmácias e nos hospitais.
Para ele, a perda de poder de compra e a frustração de quem estudou, mas não encontrou as oportunidades esperadas, também mudaram a relação dos brasileiros com o trabalho. “Ela quer ser dona do relógio”, afirma.
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O pesquisador aborda ainda as mudanças nas relações entre homens e mulheres e o crescimento dos lares chefiados por mulheres. Ao falar sobre escolhas políticas, destaca que a classe C não se define apenas entre esquerda e direita: “Ela é pragmática”. Segundo ele, essa parcela da população busca um Estado que funcione, ofereça serviços e oportunidades e não crie obstáculos para quem quer trabalhar ou empreender.
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