Lula teve 56% contra Flávio Bolsonaro em favelas e ampliou vantagem de 2022

Doutora em ciência política e coordenadora do Laboratório de Partidos, Eleições e Política Comparada da UFRJ, Mayra Goulart vê os números do Favela Dados como reflexo das narrativas oferecidas por direita e esquerda.
Ela afirma que a direita se pauta numa "ideia de mérito legitimado por Deus" e defende uma sociedade com menos intervenção do Estado, na qual o que prevalece é o que há de melhor.
Já a esquerda entende que "a interação livre entre os homens produz desigualdades" e, por isso, é a favor de um Estado que corrija isso.
"É nessa chave que os marginalizados, aqueles que percebem que não estão competindo em pé de igualdade, que precisam de um Estado mais presente, de políticas públicas mais estruturadas para melhorar suas condições de vida, se encontram mais bem amparados no ideário, na ideologia apresentada pelo candidato do presidente Lula", afirma ela.
O cientista político Murilo Medeiros diz acreditar que esse cenário, combinado ao "medo da perda de direitos sociais (no caso de uma eventual vitória de Flávio)" difundido pela campanha de Lula no 2º turno, funcionou como "um poderoso instrumento de mobilização eleitoral".
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