PunchNigeria has fewer than 4,000 practising physiotherapists — RegistrarESPNManfred: Small-market World Series good for game, but cap still neededThe Jerusalem PostSuspect arrested as fire engulfs Nazi official 'Eagle's Nest' retreat, German police sayESPN Deportes¿Cómo le fue a mexicanos en la Serie Mundial?InquirerShipping group seeks removal of RoRo terminal fees to cut logistics costsInquirer EntertainmentAngel Guardian commends fellow Palestinian Gazini Ganados for standing up for GazaCNN TürkDiyarbakır merkezli 10 ilde “Patinaj” operasyonu: 12 tutuklamaZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFDaily MaverickOUR CITY NEWS: Joburg power, water outages put medically vulnerable residents at riskMalay MailWill the US Fed change its tone? Ringgit waits for cluesNew Straits TimesPas almost certain to contest three Sarawak seats, says state chiefSözcüİstanbul'da yürek yakan yangın: 12 yaşındaki çocuk hayatını kaybetti!
The Daily Newsstand · Free, Always
Saturday, October 24, 2026

Contenção e ataques. O debate para convencer indecisos

Translate

O objetivo do candidato do PL é garantir a transferência de votos da terceira via da primeira volta — principalmente os dos candidatos Augusto Cury e Ronaldo Caiado (que já declararam o seu apoio a Flávio Bolsonaro). Mesmo que não tenham chegado aos 3% de votos cada um, foram os votos de quem não gosta nem dele, nem de Lula da Silva. É a estes eleitores que o senador quer chegar: aquelas pessoas que não gostam do petista, mas que também têm reservas em relação a si.

Neste debate, Flávio Bolsonaro tentou mostrar-se como alguém contido, moderado e com espírito colaborativo. O objetivo passa por capitalizar o desgaste associado à imagem de Lula da Silva e mostrar que o ainda senador tem competências mais do que suficientes para ser Presidente. Quando foi acusado pelo rival de ser um “rapaz”, o candidato elencou os cursos que tirou, recordando que já é político desde os 21 anos.

Ainda assim, apesar do verniz mais moderado, optou por debater assuntos mais à direita durante o debate: num dos poucos momentos em que se exaltou, defendeu o agravamento das penas para quem comete crimes — principalmente para aqueles que foram condenados por “violação”. Falou ainda sobre empreendedorismo e recordou a importância dos grandes negócios na área da agropecuária. A base eleitoral pode ter ficado desiludida com o discurso — mas esses já iam votar nele sim ou sim.

Quanto à capacidade de convencer os indecisos, ainda não é claro se o terá conseguido. Lula da Silva trouxe alguns fantasmas do passado de Flávio Bolsonaro, como uma alegada festa de barco que aconteceu durante a pandemia. Lembrou também a sua homenagem a milicianos. E trouxe a mãe de uma criança assassinada por um polícia para a plateia do debate da TV Globo. Assuntos que contribuem para desmontar a sua possível moderação e revelar que o candidato, afinal, é tão radical como o pai.

Na defensiva, Flávio Bolsonaro não deu muitas vezes uma resposta eficaz perante a pressão de Lula da Silva, não respondendo cabalmente a algumas acusações. Tentou defender-se das homenagens às milícias. A estratégia do candidato foi outra: recordar as polémicas de Lula da Silva. Embora o estilo tenha sido bem mais contido, o senador do PL lembrou várias controvérsias do chefe de Estado, em particular uma suposta oferenda de um uísque de “meio milhão de reais” de Daniel Vorcaro — o alegado cabecilha do caso Master — a Lula da Silva.

Os “tentáculos” do caso Master, que provocou “a queda da Bastilha”. Como a corrupção assombra a campanha eleitoral no Brasil

Lula recordou polémicas e foi mais incisivo

Lula da Silva chegou a este debate em desvantagem. Mesmo que as sondagens mais recentes sejam animadoras — terá recuperado vantagem face a Flávio Bolsonaro —, o Presidente tem de conseguir colmatar a diferença de dois milhões de votos que o rival obteve a mais na primeira volta. Os candidatos da terceira via da primeira volta? Quase nenhum lhe declarou apoio. Por isso, a estratégia é outra: convencer quem não foi votar no dia 4 de outubro, que foram cerca de vinte milhões de brasileiros.

Daí que, neste debate, Lula da Silva tenha tentado denunciar as polémicas de Flávio Bolsonaro. O voto em si é a única forma de “não colocar um miliciano no poder”. O discurso foi bastante menos contido do que o do adversário: não houve pedidos de desculpas, nem a simulação de uma postura mais polida. É preciso tirar pessoas de casa no domingo para irem votar — e não é com palavras simpáticas que o chefe de Estado acredita que esse objetivo será concretizado.

Além disso, a postura de ataque de Lula da Silva é também uma forma de cativar o eleitorado de centro. Pintando o rival como um “miliciano” e como alguém que defende o uso da violência estatal — além de o ter acusado de querer fazer cortes nos serviços sociais —, o Presidente brasileiro quis alertar o eleitorado centrista e indeciso de que, afinal, Flávio Bolsonaro está muito longe dessa posição ideológica.

Noutra estratégia que já vem da primeira volta, Lula da Silva procurou sublinhar a sua experiência no cargo e o seu legado. “Retirei o Brasil do mapa da fome”, reiterou, lembrando que os seus Governos foram aqueles que “ajudaram os mais pobres”. Tentando mobilizar alguns abstencionistas, o chefe de Estado fez questão de recordar os seus sucessos, como o programa de apoios aos mais desfavorecidos, um dos quais o Bolsa Família, avisando que podiam estar em risco se o adversário chegar ao poder.

View the original on Observador Desporto →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.