Lagos. Suspeito de duplo homicídio fica em prisão preventiva

O homem suspeito de matar um casal em Lagos, no distrito de Faro, para quem trabalhava como caseiro, ficou em prisão preventiva, após ter sido ouvido este sábado em primeiro interrogatório judicial, disse à Lusa fonte policial.
A decisão de aplicar prisão preventiva, a medida de coação mais gravosa, foi tomada após o detido ter sido presente ao juiz de instrução criminal (JIC) de Portimão para primeiro interrogatório judicial, revelou a mesma fonte.
O suspeito, um cidadão estrangeiro de 45 anos, foi detido na madrugada de sábado pelo Departamento de Investigação Criminal de Portimão da Polícia Judiciária (PJ), por fortes suspeitas da autoria de dois crimes de homicídio qualificado e de profanação de cadáver.
As vítimas são um casal de estrangeiros, um homem de 79 anos e uma mulher de 62 anos, empresários do ramo da saúde, residentes há vários anos em Portugal, para quem o suspeito trabalhava como caseiro.
Os crimes ocorreram na habitação das vítimas, em Lagos, num quadro de extrema violência, segundo a PJ.
As vítimas terão sido inicialmente agredidas com um objeto contundente, sofrendo ferimentos graves que lhes provocaram a morte, especificou a PJ em comunicado. Em seguida, o suspeito terá arrastado os corpos para o interior de uma cisterna de água existente na propriedade, para ocultar os cadáveres, tentando inclusive decompô-los com produtos químicos.
O móbil do crime permanece desconhecido, embora o suspeito tivesse na sua posse, quando foi localizado e detido pela GNR de Lagos nas imediações do local, “bastante dinheiro e objetos de valor presumivelmente pertencentes às vítimas”, adiantou a polícia.
Segundo a PJ, a retirada dos cadáveres da cisterna obrigou a uma operação demorada e complexa, devido ao local onde foram ocultados e ao seu estado, tendo contado com a colaboração dos Bombeiros de Lagos.
O detido não tinha antecedentes criminais conhecidos, segundo a informação divulgada pela PJ, concluindo que a investigação prossegue “para esclarecer todas as circunstâncias dos crimes, nomeadamente o móbil e a eventual existência de outros envolvidos”.
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