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Sunday, November 8, 2026

12h. Pedro Duarte apela diálogo com respeito institucional

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Jornal do Meio-Dia com Miguel Cordeiro. Em destaque a esta hora, uma atualização da Proteção Civil da Madeira. Foram sinalizadas quase 150 ocorrências devido ao mau tempo.

São essencialmente inundações e quedas de árvores, estragos provocados por muita chuva e vento durante a noite e madrugada. A Madeira esteve em aviso laranja até à meia-noite. Está com aviso amarelo para as próximas horas, que ainda preocupam. No município de Santa Cruz, na Madeira, uma família ficou desalojada, cinco pessoas. A autarca Ela Ascenção explica à Rádio Observador que essa família passou a noite em casa de outros familiares, sendo que esta autarca avisa que está previsto um novo pico de mau tempo por volta da 13h e, portanto, deixa algumas recomendações.

Estamos a contar agora por volta de 13h, novamente, de novo pico. Mas, uma vez mais, temos já um dispositivo de prevenção. Temos, pelo menos, uma estrada encerrada, porque foram duas árvores de grande porte, nomeadamente a Estrada Regional 202, entre o Puço e o Santo da Serra. Aproveito para pedir especial cuidado durante a condução a quem tiver que se deslocar, porque também peço para que se cinja a circulação ao estritamente necessário.

Continuam ativos avisos amarelos para chuva, agitação marítima e para o vento, sendo que espera-se para a Madeira rajadas de vento até aos 100 km/h.

No Porto, o presidente da Câmara fala sobre os protestos na Praça Dom João I e garante que não se vai subjugar a uma minoria.

Pedro Duarte continua a dizer que não vai falar com os manifestantes na Praça Dom João I e apela ao diálogo com respeito institucional. Em entrevista ao JN e à TSF, o autarca do Porto reitera a disponibilidade para receber os manifestantes na Câmara e explica que o presidente da autarquia não se pode subjugar perante o que descreve como uma ultraminoria.

Sim, o importante nisto é a predisposição para dialogar. Acho que depois parece uma birra. Isso eu acho que nós temos de evitar. Não é nada disso que está em causa. E o cidadão Pedro Duarte tem todo o gosto em participar em todo tipo de discussões livres dentro da cidade. Agora, o presidente de Câmara já não é bem assim. O presidente de Câmara não se pode deixar condicionar por um grupo de pessoas que lhe impõe, numa espécie até quase então ameaçadora, às vezes, impõe um determinado tipo de conduta.

Pedro Duarte, que deixa também um aviso aos manifestantes: a Praça Dom João I não é privatizável.

Em Lisboa, a acampada está a discutir a possibilidade de retirada da Praça do Rossio.

Esta proposta foi a votos ontem, foi rejeitada. Não houve acordo na Assembleia Popular e, por isso, mais de 70 tendas continuam montadas no local. Foi assim durante a madrugada. Renata Câmara tem esta sugestão: até quarta-feira, retirar as tendas e decidir, até lá, outro local para a acampada. Essa proposta não foi consensual no Rossio, gerou alguma discussão na Assembleia Popular e acabou mesmo por ser remetida para um plenário de delegados, um grupo mais pequeno de responsáveis pela acampada, que votou pela permanência no local durante a noite. Ainda assim, o tema continua em discussão. Está em cima da mesa a possibilidade dos manifestantes abandonarem o Rossio. Espera-se muita chuva para a capital portuguesa, ainda para hoje. O IPMA já emitiu mesmo um aviso amarelo para o distrito de Lisboa por causa da chuva. O aviso entra em vigor às 18h, prolonga-se até às 6h desta segunda-feira.

José Luís Carneiro diz que está solidário com o problema da habitação entre os jovens, mas garante que não esquece as outras faixas etárias.

O líder dos socialistas apela à boa vontade de todas as partes para encontrar soluções para a crise da habitação e reforça que o Partido Socialista está na frente dessa luta. É o que diz José Luís Carneiro, que ainda assim refere que o problema não é só dos jovens. Explica que o PS quer ser a voz de todas as gerações nesta matéria.

Temos, desde a primeira hora, procurado colocar esse tema no centro das nossas preocupações, mas é evidente que é preciso boa vontade de todas as partes para procurarmos proteger os mais jovens, mas as famílias também das classes médias, os mais idosos. É isso que está em causa, a renda dos €2300, que é incomportável para os mais jovens, para as famílias é incomportável. E também, por outro lado, as questões que têm que ver com a nova lei das rendas, que é muito importante que protejam os proprietários, mas também tem que proteger os inquilinos, de forma a haver um equilíbrio.

José Luís Carneiro, em declarações captadas pela RTP, antes do arranque da Maratona do Porto, que se realiza hoje.

Em Espanha, há eleições antecipadas à porta e o presidente do Partido Popular diz que uma coligação com o Vox não depende dele.

Coloca essa decisão, Alberto Núñez Feijóo, nos eleitores. As sondagens apontam para um resultado que pode acabar numa maioria de direita, com margem para uma coligação de governo, coligação maioritária entre o PP e o Vox, o partido de extrema-direita de Santiago Abascal. Em entrevista ao jornal "El País", o atual líder da oposição e presidente do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, afirma que a prioridade continua a ser garantir a maioria nas urnas.

Formar ou não uma coligação de governo com o Vox não depende de mim. Tenho muito claro o que quero, a minha proposta política. Sempre que falei com o líder do Vox, tenho de reconhecer que nunca se falou sobre ministérios. Nunca falámos um segundo sobre isso.

O líder do PP diz que neste momento o objetivo é claro: obter uma maioria suficiente no Congresso e no Senado e fazer acordos parlamentares com a terceira força política, o Vox. Nesse cenário, Alberto Núñez Feijóo diz que tem linhas vermelhas e estão bem definidas.

As linhas que o Vox aceitou As linhas que o Vox aceitou, que já estão aceites, serão as orientações para desenvolver a ação de acordo com o regulamento, que é o regulamento do Estado de Direito, o regulamento de Espanha descentralizada, o regulamento da Espanha das liberdades, da Espanha dos direitos consolidados.

Em entrevista ao "El País", Alberto Núñez Feijóo diz que em caso algum está previsto pedir a abstenção do PSOE para conseguir governar sem o Vox. As eleições em Espanha são a 29 de novembro.

O líder da oposição, Benjamin Netanyahu, Gadi Eisenkot, é indigitado hoje como primeiro-ministro israelita. No Gabinete de Guerra da Rádio Observador, o especialista Marco Serronha diz que Netanyahu foi punido pela própria política da guerra.

Eisenkot foi escolhido pelo presidente Isaac Herzog para formar governo depois de recolhidos os apoios. Apesar de ter ficado em segundo lugar nas eleições relativas de Israel, o candidato à oposição conseguiu reunir o apoio de 67 deputados, um número suficiente para construir maioria no Parlamento israelita. Netanyahu, por outro lado, diz que a eventual inclusão de partidos árabes no acordo do governo significa o fim do Estado de Israel. Este tema esteve em discussão hoje no programa Gabinete de Guerra, aqui na Rádio Observador. O especialista tenente-general Marco Serronha diz que o ainda primeiro-ministro do país, Netanyahu, cansou os israelitas com uma política demasiado voltada para a guerra.

Algum criticismo relativamente à forma como Netanyahu geriu a parte da segurança de Israel, no sentido de criar uma situação mais estável. Dá a ideia que o que nós percebemos, e que a grande maioria da população israelita percebia, é que Netanyahu estava numa postura de quanto mais guerra, melhor, porque isso era favorável à manutenção do seu governo. E portanto, jogou muito nessa postura. E é evidente que muitos dos israelitas começam a ficar também cansados desse tipo de postura.

Marco Serronha diz também que Eisenkot tem vários desafios pela frente, a começar pela desmilitarização do Hamas. O candidato quer fazê-lo em 18 meses. Considera Marco Serronha que essa tarefa é difícil, tal como o reconhecimento do Estado da Palestina.

Vamos a outras notícias em destaque a esta hora.

Mais de 230 operacionais continuam a combater um incêndio em Rio Maior. Este combate conta também com 73 meios terrestres e dois meios aéreos. Esta manhã houve um reforço dos meios devido ao difícil acesso ao local onde está o incêndio. As chamas avançaram numa zona de serra em Casais Munizes, no concelho de Rio Maior, distrito de Santarém. O alerta foi dado por volta das 14h30 de ontem. Não há registro de feridos, nem há habitações em risco. A 22ª edição da Maratona do Porto já terminou, pelo menos para alguns dos profissionais. E os atletas africanos voltaram a brilhar nas ruas da Invicta. Ocupam os três primeiros lugares nas duas categorias. O queniano Vincent Kipkorir Kigen foi o homem mais rápido, completou os 42 km em duas horas e 11 minutos, apenas 17 segundos antes do segundo classificado, o atleta da Etiópia, Tissa Admassu. Dos atletas portugueses, Fernando Serrão foi o primeiro a chegar, terminou a prova em duas horas e 22 minutos. A edição deste ano da Maratona do Porto bateu o recorde de participantes. Foram 15 mil de mais de 100 nacionalidades diferentes. Para fechar, quando pensamos em viagens espaciais, lembramos de norte-americanos, russos, europeus, chineses também. Mas Nelson, e se eu disser que nessa geopolítica do espaço há um novo país, o Paquistão vai ter um astronauta?

Olha, não sabia que o Paquistão tinha sequer astronautas prontos para ir ao espaço.

Parece que as coisas estavam a ser preparadas nos bastidores e isto acontece com muita ajuda da China, que anunciou que vai receber o primeiro astronauta estrangeiro na estação espacial chinesa, vai ser paquistanês. Assinaram um acordo, a China e o Paquistão, de cooperação e treino em fevereiro do ano passado. A Agência Espacial Chinesa até já tem dois nomes selecionados, mas apenas um vai mesmo a bordo dessa missão, esse astronauta paquistanês.

Já há data?

Isso ainda não há, porque não refere a data. Sabe-se apenas que o acordo determina que os paquistaneses vão integrar missões curtas nos próximos tempos. Dia e hora, ainda sem palavra. O Paquistão vai assim poder ter um astronauta muito em breve.

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