Condições das ondas adiam baterias de etapa capixaba do Circuito Mundial de bodyboarding


Capixabas dominam pódio da terceira etapa do brasileiro de bodyboarding
Em sua bateria, Émie recebeu 10 pontos em uma de suas ondas e ainda somou 8,25 na segunda melhor onda, terminando com 18,25 pontos, o maior somatório registrado no evento até agora.
- Eu só tentei surfar no ritmo das ondas e curtir as minhas baterias. Consegui fazer isso, então foi muito legal - diz Émie.
Émie Padois, bodyboarder francesa — Foto: Mosaico Imagens/ Gabriel Lordello
A atuação da francesa também foi destacada pela direção técnica do evento. Para Francisco Garritano, diretor técnico e head judge da IBC, as baterias da categoria Júnior foram realizadas em condições de mar favoráveis, com Émie protagonizando o principal momento do dia.
- Devido à deterioração das condições — e como temos tempo e a ondulação deve começar a chegar durante a noite — foi melhor parar, já que as próximas baterias são muito importantes. Mas foi importante para a divisão Júnior, que teve baterias bonitas em condições glassy e, acima de tudo, a atuação espetacular da Émie, a melhor do evento até agora - avaliou Garritano.
Praia do Solemar, na Serra, Espírito Santo — Foto: IBC ArcelorMittal Wahine Bodyboarding Pro/Tâmina Adorian
Troféu Nota 10 celebra marca histórica do Wahine
A nota máxima conquistada por Émie também garante à atleta o Troféu Nota 10, criado nesta edição do Wahine para celebrar as atletas que alcançarem a pontuação máxima e manter viva uma marca importante da história da competição. Isabela Nogueira foi a responsável pela primeira nota 10 registrada na história do Wahine. A partir desta edição, cada atleta que alcançar a pontuação máxima receberá o Troféu Nota 10, como forma de preservar essa memória e reconhecer novos momentos marcantes do evento.
A entrega do troféu a Émie será realizada na premiação final do ArcelorMittal Wahine Bodyboarding Pro. O evento também conta nesta edição com uma área especial dedicada à memória e ao legado de Isabela, reforçando sua importância para o bodyboard feminino e para as gerações de atletas que vieram depois dela.
Seis baterias do Round 3 foram realizadas
Ao todo, seis baterias do Round 3 da categoria Júnior foram disputadas nesta segunda, com atletas de Brasil, Chile, Portugal, Bolívia, Peru e França nas baterias. Além de Émie, que registrou 18,25 pontos, Luana Dourado (Portugal) teve o segundo maior somatório do dia, com 14,25 pontos, enquanto Alice Teotónio (Portugal) alcançou 13,25.
Também avançaram em primeiro em suas respectivas baterias Emiliana Gonzalez (Chile), com 10,75 pontos; Sophia Veiga (Brasil), com 11,75; e Sofia Pinheiro (Portugal), com 10,50.
O ArcelorMittal Wahine Bodyboarding Pro reúne nesta edição 79 participantes de oito países (Brasil, Chile, Portugal, Argentina, Costa Rica, França, Peru e Japão), reforçando o caráter internacional da etapa brasileira do Circuito Mundial Feminino de Bodyboarding.
A competição segue na Praia do Solemar, em Jacaraípe, na Serra (ES), até 20 de setembro. A etapa brasileira é decisiva para a definição das campeãs mundiais da temporada 2026 e distribuirá US$45 mil, a maior premiação da história do circuito feminino em uma etapa mundial. A programação reúne as categorias Pro Women, Junior Women, Master Women, além das inclusivas PCD e Mães & Filhas, ampliando a participação de diferentes gerações e perfis de atletas.
Programação desta terça-feira
A competição será retomada nesta terça-feira, com uma programação que prevê 22 baterias, distribuídas entre as categorias Pro Women, Master Women e Junior Women A programação começa com o Round 3 da categoria Pro, seguido pelo Round 4. Na sequência, serão realizadas quatro baterias do Round 3 da Master e quatro baterias do Round 4 da Junior.
O cronograma prevê ainda duas baterias de repescagem da categoria Pro e, encerrando o dia, quatro baterias finais da Master. Cada bateria terá duração prevista de 25 minutos. A programação está sujeita a alterações de acordo com as condições do mar e as decisões da direção técnica.
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