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Sunday, October 25, 2026

Seedorf diz que Corinthians está com "raiva" e confia em salvação: "Não acabou aqui"

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Agora na zona do rebaixamento, na 17ª posição na tabela de classificação, o Corinthians tem seis jogos para evitar a Série B. E Seedorf confia na permanência.

– É normal o abalo no final. Você trabalha tanto e sempre é mais difícil nesses momentos virar tudo que é positivo. Não acabou aqui. Com essa entrega que a gente viu, a reação do segundo tempo... O time está com raiva porque não consegue os resultados. Hoje tivemos alguns momentos que poderiam ter feito coisas melhores na fase ofensiva e aproveitar coisas melhores na fase defensiva.

– O Corinthians mostrou que quer, que acredita. Depois que entramos no vestiário a palavra foi que não acabou aqui. Conhecemos nossa força, vamos jogar em casa. Esse jogo já foi, infelizmente não conseguimos o resultado que a gente queria, mas isso faz parte do caminho – disse o treinador.

Seedorf em Vasco x Corinthians — Foto: Thiago Vasconcelos Dos Santos/AGIF

O Corinthians saiu atrás no placar em São Januário e até virou sobre o Vasco, mas sofreu mais dois gols na reta final da partida. Seedorf explicou as substituições que fez no segundo tempo antes de a equipe perder o jogo.

– A pergunta seria mais justa se perguntasse o porque fiz essas trocas. O Yuri estava morto, precisávamos de energia. Não queremos que ele machuque. O Bidu também pediu para sair. Era obrigação de mexer. No momento em que o tempo está passando, o Vasco botou quatro jogadores lá na frente. Para ajudar a defesa, optamos por colocar três no meio de campo. É mais uma reação...

– Colocamos o Kaio para manter a capacidade de atacar e manter o perigo ofensivo. Quando a gente entrou com Charles e Allan fomos fazendo pressão por alguns minutos, mas tem dois times jogando. Quando o outro tem a bola e conseguem levar essa bola para frente, temos que defender. Não conseguimos – justificou o treinador.

O Corinthians volta a campo no dia 30, sexta-feira, às 20h, contra o Mirassol, na Neo Química Arena, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Seedorf em entrevista coletiva — Foto: Vitor Chicarolli

Veja outros trechos da entrevista coletiva de Seedorf:

Garro como capitão

– Não pensei em mexer nessas coisas. Se ele foi capitão... Foi um dos jogadores que tomou a responsabilidade para ajudar, a disponibilidade para trabalhar e unir todo mundo. É um cara positivo, que trabalha também. Eu estou colocando jogadores dentro de campo porque estou vendo treinamento. Não é só questão técnica. Muitos falam algumas coisas, mas não estão no CT.

– Temos que avaliar vários aspectos. Estão mantendo essa briga, querem participar da reta final do ano. Tomamos cuidado, não quero perder o Bidu, é um jogador importante para a gente. Não podemos colocar todo mundo, sabendo que está com problema. Elenco tem. Mostramos isso. Dieguinho não jogava há muito tempo, mas está treinando muito bem. Entendendo o que queremos fazer. Precisamos agora de todo mundo. Estou vendo os treinamentos.

– Estamos acostumados com críticas, você ganha é fenômeno, perde não sabe nada. Temos que ter experiência para entender o momento, ter um ambiente positivo. Trabalhar em um ambiente positivo você consegue se expressar melhor. O foco foi esse. A psicóloga me ajuda para conhecer melhor o grupo, não tenho tempo de entrar em coisas mais profundas com o jogador.

– A parte técnica é a parte mais fácil. Agora, por trás do jogador tem uma pessoa. Conseguimos em pouco tempo aliviar o ambiente. É um ambiente mais otimista, acreditando que tudo é possível. O torcedor vai precisar sofrer com a gente até o final, faz parte.

– A vontade de dar para o torcedor essa alegria é um pensamento diário. Todos sabemos o que a gente representa. Estamos trabalhando de uma maneira séria. No mínimo temos que fazer um trabalho com entrega, disciplina, sendo um grupo unido... Acho que conseguimos isso. Falta essa vitória que estamos buscando, não vamos parar de buscar.

Conversa com a torcida organizada

– Você fez muitas perguntas. Qual pergunta você quer primeiro? Eu acho que motivou a gente a conversa com o torcedor. Foi muito positiva. Foi um pacto que a parte de entrega dos jogadores, de todo mundo... É o DNA do Corinthians. Não pode parar de lutar, não pode desistir. Vimos essas características nos últimos dois jogos. É um time que luta, um time que quer. No terceiro gol são dois lados. O querer fazer outro gol, mas também tem que se organizar atrás.

– O cansaço não deixa os caras com muita claridade na mente. O que eu vou falar? Não querer fazer esse terceiro gol? A vontade de fazer o terceiro gol é ótima. Precisamos trabalhar, como foi contra o Vitória, e manter essa parte defensiva. No final, o empate é bom. É melhor ganhar, mas o empate era uma opção. Tem dois lados.

– Eu tenho muita coisa para apontar sobre esse grupo, infelizmente não temos tempo. Esse grupo trabalha muito, vou defender eles. Não são cinco ou seis horas no CT. É antes e depois do treinamento, querendo fazer as coisas bem. Mas hoje infelizmente o Vasco conseguiu levar essa vitória.

Memphis e Gabriel Paulista fora

– O Gabriel tem uma lesão. Eu acho que o médico já passou essa informação, vamos esperar que ele volte antes possível. O Memphis já deve começar a treinar semana que vem pouco a pouco. Ele não tinha o ritmo suficiente para essa adaptação. É uma nova maneira de trabalhar, com um pouco mais de intensidade. Precisamos ter força mental, mas também física. Precisamos de todo mundo bem. É importante focar nos jogadores que estão disponíveis e que podemos usar.

O que tem encontrado no Brasil

– É um outro clube. Não falta infraestrutura no Corinthians. Eu não quero falar agora sobre 14 anos atrás, que eu estava aqui como jogador. Bem diferente. É olhar para frente. Muitos falam muitas coisas, mas um dia vamos ter tempo para falar sobre a minha experiência sobre anos no Brasil. Neste momento estou focado no meu trabalho no Corinthians. Estamos trabalhando bem para que esse grupo tenha essa compensação.

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