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Sunday, October 11, 2026

3h.Obama defende líderes que valorizem "humanidade comum"

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

As notícias com Rita Lourenço.

Começamos com a atualidade internacional, com o secretário dos Estados Unidos da América, Marco Rubio, a afirmar que os ataques à Arábia Saudita têm de parar agora. O secretário de Estado dos Estados Unidos confirma também a morte de um cidadão norte-americano no ataque ao aeroporto de Riad este sábado. Através de uma publicação na rede social X, Rubio afirma que os Estados Unidos da América condenam veementemente os ataques dos houthis à Arábia Saudita, incluindo o deste sábado, onde pelo menos 12 pessoas morreram e 309 ficaram feridas num ataque com mísseis contra o Aeroporto Internacional de Riad, na Arábia Saudita. As autoridades sauditas atribuíram esta ação aos rebeldes houthis do Iémen e o grupo aliado do Irão ainda não se pronunciou, apesar de no passado já terem reivindicado ataques anteriores contra a Arábia Saudita. Entre as vítimas mortais confirmadas estão quatro cidadãos sauditas e oito estrangeiros, incluindo um norte-americano. O ataque provocou danos materiais e a evacuação do terminal três, o que levou à suspensão temporária dos voos e ao desvio de ligações aéreas. Em resposta, a coligação liderada pela Arábia Saudita anunciou uma operação militar em grande escala contra os houthis, operação essa à qual Donald Trump pondera juntar-se. Segundo reforça o jornal britânico The Telegraph, este ataque foi o mais mortífero num país do Golfo Árabe desde o início da guerra entre os Estados Unidos da América e o Irão. O presidente norte-americano diz também que está na altura de a Ucrânia ter um novo presidente. As declarações de Donald Trump surgem um dia depois de ter anunciado um entendimento com Vladimir Putin para aumentar o fornecimento de gasóleo russo aos mercados internacionais, numa altura em que a Casa Branca procura aliviar os preços dos combustíveis e sugere também que será mais fácil chegar a um acordo para pôr fim à guerra se houver uma mudança na liderança ucraniana.

Se eu fosse presidente, esta guerra nunca teria acontecido. Esta guerra nunca teria começado. Não havia motivo para que aquela guerra entre a Ucrânia e a Rússia tivesse começado. Começou devido à incompetência. Nunca deveria ter começado. Já não teriam perdido 30% do vosso país. Perderam 30% do vosso país e mais de 1 milhão de pessoas foram mortas. Entre os dois países, mais de 2 milhões de pessoas foram mortas. É uma guerra que nunca deveria ter começado e acho que está na hora da Ucrânia ter um novo presidente.

Donald Trump deixou também um aviso direto ao presidente ucraniano. Diz que é melhor Zelensky parar e depressa, ao mesmo tempo que critica os ataques de Kiev contra infraestruturas energéticas russas. O presidente norte-americano voltou também a responsabilizar Zelensky por ainda não ter chegado a um entendimento para terminar a guerra. A Rússia congratulou-se com este apelo do presidente norte-americano para a substituição do chefe de Estado ucraniano. A Ucrânia reagiu através do Ministro dos Negócios Estrangeiros, que sublinhou a popularidade do chefe de Estado e afirmou que Zelensky conta com o apoio do povo ucraniano, que tem o direito de decidir. Quatro pessoas morreram depois do furacão Isaías ter atingido terra na Flórida durante a madrugada deste sábado. Mais de 600 residentes na Flórida, Alabama, Geórgia e Mississippi continuam neste momento sem acesso à energia elétrica. Segundo a comunicação social local e as autoridades, duas das mortes resultaram da queda de árvores sobre casas. As autoridades da Flórida não receberam quaisquer pedidos de busca e salvamento logo após a chegada à costa, o que indica um impacto limitado, é o que afirma o governador da Flórida. Segundo a Reuters, a Agência de Gestão de Emergências do Alabama afirmou que árvores e linhas elétricas caídas tornaram a circulação perigosa em Houston, que se encontra neste momento sob alerta de inundações repentinas. Já na cidade costeira de Pensacola, a falta de água potável constitui um problema, afirmou o presidente da Câmara de Pensacola, uma cidade onde o aeroporto, que é o décimo maior da Flórida, foi danificado pela tempestade e está encerrado aos voos comerciais até nova ordem. Vamos agora à política nacional. O Bloco de Esquerda diz que o governo quer passar um cheque em branco aos portugueses com a apresentação deste Orçamento de Estado. O coordenador do partido, José Manuel Pureza, esteve presente na manifestação contra o aumento do custo de vida e da habitação, promovida pela plataforma Não Dá Mais Para Viver Assim, que juntou mais de 30 organizações e que se fez ouvir em várias cidades do país. O bloquista fala em problemas na habitação e em margem para o governo mudar o Orçamento de Estado devido a este cheque em branco que apenas promulga os problemas do passado.

Aquilo que está a trazer as pessoas pra rua em Portugal é o mesmo que está a trazer as pessoas pra rua em França, em Espanha, com as suas circunstâncias próprias, como é evidente, mas há muitas Mari Carmens em Portugal. Não nos enganemos sobre isso. Há um Orçamento de Estado que não dá resposta a nenhuma destas coisas. Há um Orçamento de Estado que é um verdadeiro cheque em branco à continuação daquilo que nos trouxe até aqui.

As mesmas preocupações são partilhadas pelo Livre. A co-portavoz do partido, Isabel Mendes Lopes, acusa o governo de viver numa realidade paralela em relação ao Orçamento de Estado apresentado.

Achar que liberalizar o mercado do arrendamento, pedir cauções ilimitadas, pedir três rendas adiantadas, achar que uma renda moderada é uma renda de 2300 € é de quem não vive no mundo real, não vive no mundo em que a maior parte dos portugueses vive. Há pessoas que até ponderam se Ela não tem o custo de vir trabalhar e pegar no carro.

Declarações de Isabel Mendes Lopes em relação à crise da habitação em Portugal, que tal como o coordenador do Bloco de Esquerda, também esteve presente na manifestação da plataforma Não Dá Mais Para Viver Assim, que saiu à rua este sábado, na defesa pelo controlo do custo do cabaz alimentar, dos combustíveis e da habitação, e também para reclamar a taxação de lucros extraordinários a empresas de vários setores. E o antigo presidente norte-americano, Barack Obama, defende a necessidade de haver líderes que valorizem uma humanidade comum e respeitem os valores democráticos e a igualdade. Perante uma plateia de 10 mil pessoas no MEO Arena, em Lisboa, o ex-mandatário lamentou a nostalgia da América real e defendeu a renovação das instituições para responderem com maior eficiência aos problemas dos cidadãos. Apesar de elogiar a União Europeia, Obama alertou que a lentidão dos processos democráticos pode impulsionar o recurso aos líderes autoritários. Isto como explica o jornalista Martim Madeira.

Barack Obama diz que a União Europeia, apesar de ter proporcionado à Europa os tempos mais prósperos que algum grupo de pessoas alguma vez viveu, criticou a burocracia praticada por Bruxelas. Diz que, por exemplo, a demora para fazer o mais simples leva os cidadãos que se queixam da habitação, por exemplo, estar mais cara, da dificuldade de encontrar emprego, a perderem depois a confiança no governo e o facto dos governos democráticos não funcionarem de uma forma eficiente torna depois mais atrativa a ideia propagada por líderes autoritários.

O jornalista Martim Madeira, que esteve presente na sexta edição do Game Changers Forum este sábado, que teve como orador principal Barack Obama, que deixou também avisos indiretos a Donald Trump ao relembrar que a Constituição norte-americana impede o chefe de Estado de iniciar uma guerra sem a aprovação prévia do Parlamento.

Neste discurso, diz mesmo que um presidente norte-americano nunca deve entrar numa guerra sem primeiro avisar o Congresso, que é exatamente o contrário do que Donald Trump fez. Também relativamente ao movimento Make America Great Again, tornar a América grande outra vez, Barack Obama diz que esse tipo de discurso, geralmente o que significa é que as pessoas querem voltar para trás, para tempos hierárquicos em que as mulheres não votavam, não tinham direitos e onde os negros nos Estados Unidos tinham que ficar calados.

Martim Madeira, a contar os detalhes do discurso de Barack Obama na sexta edição do Game Changers Forum esta tarde em Lisboa. Um evento aberto ao público, mas sem a possibilidade de captar imagens, vídeos ou qualquer som. Barack Obama recordou também a complexidade de decisões do seu mandato, como a guerra na Síria e a gestão do arsenal nuclear, sublinhando que a ação governamental exige intervenção humana e respeito pela lei internacional. O antigo presidente dos Estados Unidos da América foi também recebido pelo Presidente da República em Belém este sábado. António José Seguro marcou este encontro para uma troca de impressões sobre a atualidade internacional. Fechamos assim este jornal das 3:00 a.m. O essencial da informação será atualizado às 3:30 a.m. Até já.

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