Guindaste cai sobre estrutura do monotrilho e, logo depois, é atingido por trem

Parece cena de filme de ação. O braço de um guindaste tombado na estrutura da Linha 15-Prata do monotrilho. O trem se aproxima e bate com tudo nele. Na sequência, o guindaste se quebra com o impacto e cai na pista. Uma imagem capturada por muitas câmeras. Gente que parou para ver o acidente e que sobreviveu por muito pouco. Repare no homem de camisa azul na pista. Era o motorista André Careta. O carro dele estava estacionado em uma das avenidas mais movimentadas da Zona Leste de São Paulo:
“Eu estava ali filmando, o pessoal gritando ‘sai daí, sai daí’. Nessa, daí, o trem veio, bateu no guindaste, o guindaste quebrou e caiu bem ao meu lado, quase caiu em cima de mim, e o meu carro estava embaixo, ali. Está todo danificado agora”.
Quem estava na moto que passa segundos antes da enorme peça de ferro despencar é o Marcelo. Ele filmou tudo. Até a emoção de ter escapado. O trem só parou na estação seguinte. Os passageiros desembarcaram sem ferimentos, segundo o Metrô.
O guindaste estava no pátio de uma empresa de construção civil que fica na Avenida Luís Inácio de Anhaia Melo.
"A loja chegou a estremecer. A gente estava dentro da loja, a gente estava saindo. Na hora que caiu, tremeu a loja inteira", conta a vendedora Pietra Amorim.
Guindaste cai sobre estrutura do monotrilho e, logo depois, é atingido por trem a toda velocidade — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Segundo a Defesa Civil, o operador do equipamento teve ferimentos leves. A construtora lamentou o acidente, disse que vai tomar as providências necessárias, mas não explicou o que causou a queda.
Foram os funcionários da empresa de construção civil que fizeram a retirada do guindaste. Um trabalho que só começou quase quatro horas depois do acidente, quando peritos da Polícia Civil deixaram o local.
Segundo a Defesa Civil, a estrutura do monotrilho não foi afetada. Mas a circulação dos trens, que ligam as zonas Sul e Leste da cidade, teve que ser interrompida no trecho atingido. O gerente de operações disse que o sistema dos trens que funcionam sem maquinista não é capaz de evitar esse tipo de acidente.
“Ele é, de alguma forma, projetado com uma série de redundâncias e proteções para evitar que um trem se aproxime demais do outro e que haja uma colisão. Então, quando a gente tem uma condição externa, como nós tivemos hoje, de um objeto alheio à operação invadindo o gabarito, evidentemente esse sistema não capta, ele não tem um sensor específico para captar um objeto estranho na via”, diz Milton Junior, gerente de operações do Metrô SP.
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