PIB de São Paulo cresce 1,5% até agosto, impulsionado por agropecuária e serviços
O Produto Interno Bruto (PIB) de São Paulo cresceu 1,5% no acumulado de janeiro a agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados do PIB Mensal elaborados pela Fundação Seade.
O crescimento da economia paulista foi impulsionado pelos setores da agropecuária, que avançou 2,8%, e de serviços, com alta de 2,4%.
Em agosto, a atividade econômica do estado registrou crescimento de 0,9% em relação ao mesmo mês de 2025. Já no acumulado de 12 meses, o PIB paulista apresentou expansão de 1%, com destaque novamente para a agropecuária, que cresceu 4,3%, e para os serviços, com avanço de 1,9%.
Os indicadores mostram o desempenho da economia paulista em diferentes períodos de comparação. O PIB mede o valor dos bens e serviços finais produzidos em determinada região e é utilizado para acompanhar a evolução da atividade econômica.
Setor de serviços de São Paulo cresce acima da média nacional
O setor de serviços paulista apresentou crescimento superior ao registrado no Brasil nos primeiros oito meses de 2026, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre janeiro e agosto, o volume de serviços prestados em São Paulo cresceu 3,1%, enquanto a média nacional registrou alta de 1,7%.
O estado também exerceu a maior contribuição positiva entre as unidades da Federação para o resultado nacional no período, de acordo com o IBGE.
Segundo os dados apresentados pelo governo paulista, São Paulo responde por 47,88% do volume total de serviços prestados no país.
Entre as atividades destacadas no setor estão tecnologia da informação, publicidade em mídias sociais, administração de cartões de desconto e programas de fidelidade, além da intermediação de negócios por aplicativos e plataformas de comércio eletrônico.
Agronegócio paulista registra superávit de US$ 15,61 bilhões
O agronegócio de São Paulo acumulou superávit comercial de US$ 15,61 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, segundo dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado.
As exportações do setor somaram US$ 20,08 bilhões nos primeiros nove meses do ano, enquanto as importações totalizaram US$ 4,47 bilhões.
O saldo positivo significa que o valor exportado pelo agronegócio superou o valor importado pelo setor no período.
As vendas externas do agronegócio representaram 36,1% de todas as exportações paulistas. Já as importações do setor corresponderam a 6,4% do total importado pelo estado.
Apesar do superávit, levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA), vinculado à Secretaria de Agricultura, aponta que as exportações do agronegócio paulista recuaram 6,4% em relação aos primeiros nove meses de 2025. As importações cresceram 3% na mesma comparação.
Com isso, o superávit comercial do setor ficou 8,8% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.
São Paulo abriu 405 mil empresas e criou 311 mil empregos em 2025
O governo paulista também destacou indicadores de abertura de empresas e geração de empregos referentes a 2025.
No ano passado, foram abertas 405 mil empresas no estado, um aumento de 10% em relação a 2024, quando foram registradas 368 mil constituições.
No mercado de trabalho, São Paulo registrou a criação de 311.228 vagas com carteira assinada em 2025, segundo os dados apresentados pelo governo estadual.
O resultado colocou São Paulo como o estado com maior geração de postos formais de trabalho no país naquele ano.
O setor de serviços respondeu pela maior parcela das vagas criadas, com quase 185 mil novos postos de trabalho, o equivalente a aproximadamente 60% do total estadual.
O governo estadual também cita o programa SP na Direção Certa, que reúne medidas voltadas à modernização da administração pública, redução de despesas e aumento da arrecadação, com o objetivo declarado de ampliar a capacidade de investimento do estado.
Os dados de emprego e abertura de empresas se referem a 2025 e, portanto, não representam resultados acumulados de 2026.
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